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Destaques

Antraz: Documentário da Netflix revela investigações feitas pelo FBI durante anos

Um pouco após os atentados terroristas contra as torres gêmeas, em Nova Iorque, Estados Unidos, no 11 de setembro de 2001, uma ameaça de antraz colocou as autoridades, como o FBI em alerta, e espalhou pânico nos norte-americanos devido à facilidade de se espalhar sem as pessoas saberem.  Dirigido e roteirizado por Dan Krauss e produzido pela Netflix e pela BBC, 21 anos após o ataque e o primeiro caso de circulação do antraz, o documentário Antraz: EUA Sob Ataque (The Anthrax Attacks) leva o telespectador para as investigações do FBI que duraram anos. O que a princípio foi alvo de muita pressão para a solução do caso, principalmente pelo medo dos norte-americanos do esporo da bactéria continuar se espalhando pelas cartas e fazendo mais pessoas adoecerem e/ou morrerem, logo foi caindo no esquecimento conforme as investigações desenrolavam fora dos holofotes.  Com a proximidade do caso do ataque às torres gêmeas, à primeira vista, o pânico generalizado fez com quem os norte-americanos

Imprensa Brasileira: Autoritarismo e ausência de liberdade de imprensa

Foto: Arquivo/Observatório de Imprensa
A partir de 1937, a imprensa brasileira tornou-se um serviço público e sujeita ao controle estatal. “A polícia política vigiava de perto os profissionais de imprensa e os jornais eram submetidos à censura, com a reprodução obrigatória ou enfaticamente induzida da propaganda estatal, pressionados por meio de verbas publicitárias, financiamentos e subsídios ou obstáculos ao fornecimento de insumos, quase todos importados”, ressalta o texto da ANJ.

O empastelamento de jornais identificados com a oposição ao presidente Getúlio Vargas, o desenvolvimento tecnológico de jornais e investimentos privados da publicidade nas empresas jornalísticas fizeram parte do processo de desenvolvimento dos jornais no Brasil.

Todavia, foi na época dos Governos Militares que a imprensa brasileira experimentou novamente a censura. O Ato Inconstitucional nº 5 (AI-5), tornou o período ‘sombrio para o exercício da liberdade de imprensa’, com a censura direta e indireta, e os atentados aos direitos humanos. Além dos textos serem submetidos aos censores, existiam outras formas do cerceamento de liberdade, como explica a ANJ a seguir: “as pressões econômicas por meio de verbas publicitárias oficiais ou a anunciantes privados, atentados, ameaças e vigilância ostensiva sobre os editores e jornalistas”.

Após uma série de torturas e assassinatos, a redemocratização se iniciou com a posse de José Sarney, o primeiro presidente civil após o regime militar em 1995. Em 1988, a Constituição foi promulgada e o princípio da liberdade de imprensa foi um dos pontos fundamentais. O direito à liberdade de imprensa está relacionado aos diversos meios de divulgação de informação ao público, não somente ao impresso, o principal meio de comunicação que sofreu censura no Brasil.

Repressão física e moral caracterizaram a época dos governos
militares no Brasil.
Como bem lembra Gil Baptista Ferreira, em seu artigo “Qual o papel do jornalismo nas democracias contemporâneas? Jornalismo público e deliberação política”, a importância da democracia tem o seguinte pressuposto: “a democracia ideal equivale à democracia participativa, em que os cidadãos bem informados jogam um papel activo em termos de decisão política”. Ou seja, para ser considerado cidadão não basta que o indivíduo viva em determinado local, este deve ser capaz de receber informações e utilizá-las para exercer a sua cidadania de forma ativa. Ainda segundo o autor do artigo, a opinião a respeito de jornalismo e democracia se dividem entre os teóricos da área, tendo aqueles que acreditam que o jornalismo não existe sem a democracia e os que acreditam que esta afirmação é romântica, pois existem democracias sem jornalismo e jornalismo sem democracia. Um dos autores citados por Gil Baptista Ferreira, Shudson acreditava que a democracia não produzia necessariamente o jornalismo e que o jornalismo não produzia necessariamente a democracia. “Contudo, nas sociedades onde há democracia, o jornalismo encontra-se ao seu serviço, podendo provê-la de um conjunto de funções com potencial para contribuir para a sua estabilização e aprofundamento”, argumenta Ferreira.
 
[Continua...]
 
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