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Destaques

Uma pausa dentro da pausa

Uma pausa dentro da pausa, às vezes, é tudo o que precisamos para recarregar as energias. Estava aproveitando de forma consciente maneiras de reduzir a quantidade de estímulos e relaxar. Relaxava não só por relaxar, mas por saber que isso ajudaria mesmo nos estudos. Tirar um tempo para si mesmo e não fazer nada, em alguns casos, é tudo o que a gente precisa. E está tudo bem estranhar no começo. Pensar que deveria estar fazendo alguma coisa. Mas não fazer alguma coisa também é fazer algo e, às vezes, para ajudar com o esgotamento, era necessário.  Dias de silêncio também eram importantes. Às vezes, o corpo e a mente pedem. Às vezes, o que você mais precisa é saber separar um tempo do seu dia para se focar em relaxar e evitar uma sobrecarga mental. Ia escrevendo pensando nos dias de silêncio. Ia escrevendo para se lembrar de que era importante este tempo para si mesmo. Ia escrevendo para lembrar que estava tudo bem e a diferença que tirar um tempo para si fazia melhor do que esperava...

Regimes democráticos e imprensa

A liberdade de imprensa está bastante relacionada ao regime democrático do país. Segundo Hallim e Mancini, citados por Fernando Antônio Azevedo, em seu artigo “Mídia e democracia no Brasil: relações entre o sistema de mídia e o sistema político”, publicado em 2006, existem quatro dimensões para analisar os sistemas de mídia: mercado de mídia (desenvolvimento da mídia de massa no mercado de informação), paralelismo político (natureza da relação entre imprensa, governos, ideologias e partidos), desenvolvimento do jornalismo profissional (grau de profissionalismo do jornalismo) e o grau e a natureza da intervenção estatal no campo da comunicação (capacidade de intervenção e regulamentação do Estado no setor das comunicações). Cruzando estas informações com as dos sistemas políticos, que envolvem a história política, modelo democrático adotado, valores políticos, funções do Estado e regras de regulação, os autores formularam alguns modelos. Esses modelos são dinâmicos, pois as dimensões analisadas podem variar com o tempo.


Os modelos são: pluralista polarizado (exemplo: Brasil, Portugal, França, Espanha – ‘períodos de autoritarismo e democratização recente’; ‘A liberdade de imprensa e o desenvolvimento da mídia comercial são relativamente tardios e recentes’), corporativista-democrático (Dinamarca, Suécia, Alemanha – ‘desenvolvimento precoce da indústria jornalística e da liberdade de imprensa’; ‘história política pluralista moderada e democrática’) e liberal (Estados Unidos, Canadá, Inglaterra – ‘desenvolvimento precoce de uma imprensa comercial e de massa num ambiente marcado desde cedo pela liberdade de imprensa e pelo individualismo’; ‘ampla predominância das leis do mercado e pela limitação da capacidade de intervenção e regulação por parte do Estado’).

Mas não é só o Brasil que sofreu e ainda sofre com ações de repressão à liberdade de imprensa. Na Argentina, por exemplo, Cristina Kirchner além de comprar canais de TV, jornais e rádios, a presidente pressiona os outros veículos, censura e corta a publicidade oficial nos meios de comunicação não alinhados ao governo. Na Venezuela, jornalistas são presos e são proibidas publicações críticas ao governo de Hugo Chavez.

Um exemplo bastante comentado sobre censura e democracia aconteceu na China durante a época dos Jogos Olímpicos, em 2008, em que muitas pessoas eram proibidas de sair às ruas e os jornalistas eram proibidos de noticiar. Além da imprensa chinesa sofrer censura, jornalistas de diversos países encontraram algumas dificuldades para cobrir o evento e retratar a realidade da China de forma livre. Uma das ferramentas que pode contribuir com a democracia e com a disseminação de informações, tanto produzidas pelos cidadãos, quanto pelos jornalistas, a internet é censurada no país, sendo muitos conteúdos bloqueados, por serem considerados ‘subversivos’ ou ameaça à segurança nacional. Algumas mídias sociais são bloqueadas no país, como Facebook, Youtube e Twitter, entre muitos outros sites e ferramentas.

Conclui-se então que o atual sistema midiático brasileiro e sistema político podem ser enquadrados no modelo pluralista polarizado e refletem na forma de atuação dos jornalistas. Tudo isto, de acordo com Fernando Antônio Azevedo, se deve a alguns fatores como ao passado autoritário e a democratização relativamente recente. A dependência da mídia ao regime democrático é evidente. Todavia, é importante ressaltar que nem sempre a democracia garante que o bom jornalismo seja feito, e nem um bom jornalismo garante a democracia.
 
Leia também:

Imprensa Brasileira: Autoritarismo e ausência de liberdade de imprensa

Imprensa Brasileira: Censura desde os primórdios

Imprensa Brasileira: Repressão e tortura aos jornalistas

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