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Destaques

Escrita Maldita: Livro de terror indicado por página literária do Instagram

Escrita Maldita foi indicado pela página literária @redrum.literario , no dia 11 de outubro de 2026. Fiquei muito feliz com esse apoio à literatura nacional independente. Fica aqui a minha gratidão. A escritora Elisangela Domingos da Silva escreveu um texto indicando Escrita Maldita. Vou tentar resumir um pouco do que foi dito. Mas vocês podem acessar o Instagram redrum.literario e saber mais informações. “Tem livros que a gente lê, guarda na estante, e mesmo depois de muito tempo sente vontade de reencontrar e esse é um dos títulos que voltaram à minha lembrança”. “O que me chama a atenção nessa proposta é justamente essa relação entre quem escreve e aquilo que cria. Para quem gosta de terror, existe algo muito interessante na possibilidade de uma história ultrapassar as páginas e invadir a vida de quem está quem está por trás dela”. “Quem acompanha o mundo literário sabe que, às vezes, perdemos o contato com autores cujos livros passaram em nossas mãos. A vida segue, chegam novas lei...

Regimes democráticos e imprensa

A liberdade de imprensa está bastante relacionada ao regime democrático do país. Segundo Hallim e Mancini, citados por Fernando Antônio Azevedo, em seu artigo “Mídia e democracia no Brasil: relações entre o sistema de mídia e o sistema político”, publicado em 2006, existem quatro dimensões para analisar os sistemas de mídia: mercado de mídia (desenvolvimento da mídia de massa no mercado de informação), paralelismo político (natureza da relação entre imprensa, governos, ideologias e partidos), desenvolvimento do jornalismo profissional (grau de profissionalismo do jornalismo) e o grau e a natureza da intervenção estatal no campo da comunicação (capacidade de intervenção e regulamentação do Estado no setor das comunicações). Cruzando estas informações com as dos sistemas políticos, que envolvem a história política, modelo democrático adotado, valores políticos, funções do Estado e regras de regulação, os autores formularam alguns modelos. Esses modelos são dinâmicos, pois as dimensões analisadas podem variar com o tempo.


Os modelos são: pluralista polarizado (exemplo: Brasil, Portugal, França, Espanha – ‘períodos de autoritarismo e democratização recente’; ‘A liberdade de imprensa e o desenvolvimento da mídia comercial são relativamente tardios e recentes’), corporativista-democrático (Dinamarca, Suécia, Alemanha – ‘desenvolvimento precoce da indústria jornalística e da liberdade de imprensa’; ‘história política pluralista moderada e democrática’) e liberal (Estados Unidos, Canadá, Inglaterra – ‘desenvolvimento precoce de uma imprensa comercial e de massa num ambiente marcado desde cedo pela liberdade de imprensa e pelo individualismo’; ‘ampla predominância das leis do mercado e pela limitação da capacidade de intervenção e regulação por parte do Estado’).

Mas não é só o Brasil que sofreu e ainda sofre com ações de repressão à liberdade de imprensa. Na Argentina, por exemplo, Cristina Kirchner além de comprar canais de TV, jornais e rádios, a presidente pressiona os outros veículos, censura e corta a publicidade oficial nos meios de comunicação não alinhados ao governo. Na Venezuela, jornalistas são presos e são proibidas publicações críticas ao governo de Hugo Chavez.

Um exemplo bastante comentado sobre censura e democracia aconteceu na China durante a época dos Jogos Olímpicos, em 2008, em que muitas pessoas eram proibidas de sair às ruas e os jornalistas eram proibidos de noticiar. Além da imprensa chinesa sofrer censura, jornalistas de diversos países encontraram algumas dificuldades para cobrir o evento e retratar a realidade da China de forma livre. Uma das ferramentas que pode contribuir com a democracia e com a disseminação de informações, tanto produzidas pelos cidadãos, quanto pelos jornalistas, a internet é censurada no país, sendo muitos conteúdos bloqueados, por serem considerados ‘subversivos’ ou ameaça à segurança nacional. Algumas mídias sociais são bloqueadas no país, como Facebook, Youtube e Twitter, entre muitos outros sites e ferramentas.

Conclui-se então que o atual sistema midiático brasileiro e sistema político podem ser enquadrados no modelo pluralista polarizado e refletem na forma de atuação dos jornalistas. Tudo isto, de acordo com Fernando Antônio Azevedo, se deve a alguns fatores como ao passado autoritário e a democratização relativamente recente. A dependência da mídia ao regime democrático é evidente. Todavia, é importante ressaltar que nem sempre a democracia garante que o bom jornalismo seja feito, e nem um bom jornalismo garante a democracia.
 
Leia também:

Imprensa Brasileira: Autoritarismo e ausência de liberdade de imprensa

Imprensa Brasileira: Censura desde os primórdios

Imprensa Brasileira: Repressão e tortura aos jornalistas

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