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Destaques

Sweet & Sour: Filme sul-coreano de comédia romântica explora a relação entre trabalho e fases do relacionamento

Para quem gosta de comédias românticas que não se aprofundam no drama, o filme sul-coreano Sweet & Sour proporciona um bom entretenimento, mas deixa a desejar nas questões que poderiam ser mais exploradas. Dirigido por Kae-Byeok Lee , com roteiro de Lee Gye-Wook que foi baseado no livro Initiation Love, de Kurumi Inui , o filme de 2021 foi um dos lançamentos de junho de 2021 pela Netflix . A exaustão de sul-coreanos por causa do trabalho é algo bem presente nas produções audiovisuais do país. Logo no início da história, uma das personagens principais do filme surge em cena: Da-eun (Chae Soo-bin) , uma enfermeira que parece gostar do seu trabalho, embora não esconda a insatisfação com os plantões e acabe tentando encontrar brechas para recarregar as energias. O roteirista consegue entreter bem o telespectador, brincando com a linha do tempo e pelas coincidências artificiais ou espontâneas que vão surgindo ao longo do filme, dando um toque mais emocional – porém, mesmo que seja uma

Imprensa Brasileira: Repressão e tortura aos jornalistas

No documentário “Utopia e Barbárie” são mostrados alguns relatos de 1968, no Brasil, época em que o país estava sendo governado por militares e que a censura direta imperava, uma geração que lutou pela a liberdade e também sofreu bastante com a repressão. Talvez os novos jornalistas que não tenham feito parte desta época ou tenham conhecimento a respeito não saibam a importância da democracia para exercer a sua profissão. Hoje em dia esta censura está pouco relacionada ao governo, pois a liberdade está garantida pela Constituição, mas ainda acontece de forma implícita ou até mesmo explícita de acordo com os interesses comerciais e políticos dos donos das empresas jornalísticas.


Sem a democracia, como pode o jornalista exercer sua função de forma livre e provocar debates públicos? Na época em que o Brasil passava por períodos de censura, o jornalismo perdeu o foco político e deu destaque para a economia. Como pode o jornalista contribuir com a eleição de representantes em um governo autoritarista?

Escrito por Daniel Trevisan Samways, o artigo “Censura à imprensa e a busca de legitimidade no regime militar” discute à questão da censura à imprensa no regime militar brasileiro, nos anos de 1964 a 1985. “Tal controle tinha por objetivo impedir que críticas ao governo, aos atos institucionais e a tudo aquilo que, de certa forma, iria contra os interesses dos militares fosse noticiado pela imprensa”, explica o autor.

Samways comenta no artigo que o propósito dos militares era passar uma imagem positiva da nação, livre de atos arbitrários, em que só uma verdade era permitida, a deles. A ação do governo militar impediu que a população ficasse sabendo à respeito dos atos repressivos, autoritários e violentos praticados e dos desaparecimentos. O AI-5 foi extinto somente em 1978. O autor ressalta que durante esta época diversos veículos de informação não conseguiram se manterem financeiramente, por conta da impossibilidade de circularem com um número elevado de matérias cortadas ou vetadas e conseqüentes prejuízos financeiros.


 
[Continua...]
 
Leia também:
 
Imprensa Brasileira: Autoritarismo e ausência de liberdade de imprensa
 
Imprensa Brasileira: Censura desde os primórdios

Regimes democráticos e imprensa

Comentários

  1. Ben, antes os jornalistas eram muito menos comprados que hoje, muita notícia boa é deixada de ser publicada... Aí abrimos a página inicial da internet e aparecem umas notícias "Uoow" do tipo: Fulana de tal falou que bebe leite antes de dormir. É deprimente! Eu sempre tive vontade de seguir a carreira, mas não ia agüentar trabalhar com gente assim. E a tal campanha Lula vai se tratar no SUS? Esses dias me sai na Veja uma reportagem dizendo que as pessoas que apóiam têm preconceito, porque o Lula veio de uma origem pobre e quer dizer que não precisa gastar dinheiro com convenio. Mas caramba, o cara disse que os hospitais públicos no Brasil eram os melhores! – Queria saber quanto pagaram para escreverem uma babaquice dessas.

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