Pular para o conteúdo principal

Destaques

Fissura

Quase completando 1 ano e 2 meses sem fumar cigarro, não poderia deixar de falar dela: fissura. Às vezes, ela aparece quando menos se espera e o tempo por mais curto que seja, parece durar uma eternidade. O que fazer, então, para lidar com a fissura de fumar cigarro? Não acredito que existam respostas fáceis, mas o ideal é resistir, pois basta um cigarro para, muitas vezes, você acabar voltando a fumar. É mais fácil resistir à tentação do que lidar com as consequências. É preciso lembrar que esse tempo vai passar e tentar pensar em hábitos saudáveis, formas de ocupar a mente. Quando você menos espera, a fissura já passou. Enquanto ainda não existe uma vacina contra o cigarro, lidar com o vício em nicotina exige disciplina e força de vontade. É ao resistir dia após dia que o organismo vai se recuperando e se desintoxicando, e, muitas vezes, parando de sentir falta da substância, mas nem sempre completamente. A fissura, muitas vezes, surge do pensamento de como antigamente você usaria o ...

Jornalismo Especializado na sociedade da informação


Texto: Ben Oliveira

"O jornalismo especializado na sociedade da informação" foi o trabalho de conclusão de curso escrito por Ana Carolina de Araújo Abiahy, da Universidade Federal da Paraíba, em 2005. O ensaio aborda e analisa a importância o trabalho do jornalista e produções segmentadas e o desenvolvimento do jornalismo especializado.

A ex-acadêmica de jornalismo comenta no texto que diferente do que as pessoas imaginam sobre a globalização e uniformização dos bens culturais, não é eficiente tentar atingir todos os públicos, pois é cada vez mais difícil definir um consumidor padrão.

Segmentar é uma ação defendida pela autora que cita o sociólogo e antropólogo Renato Ortiz, cuja opinião é sobre a necessidade de fabricar produtos especializados pois o público está cada vez mais exigente e dividido. Para Ana Carolina de Araújo Abiahy, esta é uma estratégia boa tanto para o público quanto para as empresas de comunicação.

Em alguns países, como Estados Unidos, por exemplo, muitas corporações se juntam para oferecer diversos conteúdos por meio de diferentes formatos midiáticos disponíveis. A autora fala sobre esse monopólio da mídia, no qual o consumidor tem mais opções, porém quem lucra é o mesmo produtor.

Segundo a autora, nesta sociedade fragmentada em grupos de diferentes interesses, o jornalista passa a se preocupar mais com a informação especializada. Além de ser uma maneira encontrada pelo mercado que visa o lucro, o jornalismo especializado atende a demanda por informações direcionadas.

A necessidade de se buscar uma identidade em um mundo que está tentando fugir dos padrões contribui para o desenvolvimento do jornalismo especializado, agradando as companhias e o indivíduos.

Mais do que saber atuar em diferentes veículos de comunicação, de acordo com o ensaio, o jornalista precisa privilegiar uma formação especializada.

Ciro Marcondes Filho é um dos autores citados por Ana Carolina de Araújo Abiahy. Segundo o sociólogo e jornalista, os profissionais se perderam no excesso de informações e os mesmos passam por um processo de despersonalização. Ao mesmo tempo em que o jornalista perdeu seu caráter opinativo, a empresa reforça seu papel social. O autor critica os manuais de redação e fórmulas, pelos quais o texto perde estilo e habilidade narrativa do jornalista.

Abiahy faz uma análise sobre diferentes revistas segmentadas, como as de economia, saúde, celebridades, esportes, esoterismo, informática, ciência, cultura, música, cinema, fotografia, turismo, educação, rural, entre outros temas que ainda não são explorados. A autora comenta o crescimento do jornalismo especializado e suas categorias, como a interação com o público e linguagem própria.

O ensaio na íntegra está disponível na BOCC - Biblioteca On-line de Ciências da Comunicação: http://www.bocc.ubi.pt/pag/abiahy-ana-jornalismo-especializado.pdf.

Mais lidas da semana