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Destaques

The Good Detective: Série coreana policial sobre antigo caso e a busca pela verdade

The Good Detective é uma série coreana policial que aborda um caso antigo, cujo julgamento levou à sentença de condenação de morte do acusado. Um detetive novato no departamento e um veterano se juntam para descobrir se aconteceram falhas nas investigações policiais. A série está disponível na Netflix . Com 16 episódios em sua primeira temporada, três personagens se destacam: o detetive que participou da investigação do caso, Kang Do Chang (Son Hyeon-ju) , o jovem detetive Oh Ji Hyuk (Seung-jo Jang) e a jornalista investigativa Jin Seo Kyung (Elliya Le) . Quando um novo caso de um suposto assassino confesso da filha do homem condenado ganha a atenção da mídia, muitas dúvidas pairam no ar sobre as motivações e os possíveis envolvidos, fazendo com que os detetives discretamente se aprofundassem nas investigações, mesmo sabendo que poderiam prejudicar as próprias carreiras. Kang é movido pela consciência pesada de ter sido parte do caso do condenado possivelmente inocente sofrer pena de

Caos, Paz e Tecnologia


*Texto: Ben Oliveira

Sabe quando você está naqueles dias em que está inquieto e desejando estar em qualquer lugar, menos em casa? Você quer fugir, mas não sabe exatamente para onde e toda aquela situação cria um estresse tão grande que você acaba explodindo por dentro e derramando nas pessoas com quem você convive diariamente.

Então, a tecnologia, aquela mesma responsável por te bombardear com excesso de informações, lixos eletrônicos e diversas outras distrações, te deixando preso sob seu domínio, traz uma solução simples e ajuda a lidar com toda essa ansiedade e necessidade de viajar para algum lugar onde você possa alcançar a paz que tanto deseja. O que é no mínimo irônico, já que grande parte dessa agitação e insatisfação é causada pelas inúmeras opções que devemos fazer diariamente e outras que nos invadem, mesmo quando não desejamos.

Fecho os olhos, aperto alguns botões e tenho a sensação de estar em vários destinos ao mesmo tempo. Já não estou mais no meu quarto. Pode ser uma cama em uma casa de campo, na qual é possível ouvir o barulho dos grilos e sentir aquela sensação calmante proporcionada pela natureza. Em seguida, está chovendo forte, no telhado ou não, ou seria uma chuva leve, mas também relaxante? Não importava. Um som não anula o outro e garante ao meu cérebro e ao meu corpo alguns minutos de descanso.

A noite está passando e caso ainda não tenha dormido, com um simples movimento dos dedos um vento e uma tempestade surgem em uma passe de mágica, ou melhor, de tecnologia. Você está tão sonolento que já não sabe mais se os barulhos do seu fone de ouvido são os de fora de todo esse ambiente criado. Tão gostoso como quando nos sentimos ao ler um bom livro, e já fazemos parte da história de alguma forma, seja nos colocando no papel do protagonista e de algum outro personagem com os quais nos identificamos ou simplesmente observando. Não importa o quão longe você esteja fisicamente do cenário da história, parte de sua mente está presa ao lugar a ponto de causar uma espécie de estranhamento ao retornar para a realidade.

Os pensamentos começam a fluir, a vida já não é mais tão pesada e insuportável de se carregar em frente e você se vê deitado em um templo de budistas, ouvindo todas as reverberações e mantras. Se mesmo depois de todos esses sons você ainda não tiver conseguido dormir, ao menos, por alguns minutos, e quem sabe, horas, conquistou o que desejava − fugir do seu mundo cotidiano, ouvir o barulho do mar e se conectar com quem você mais precisava, consigo mesmo.

Você acorda sorrindo e livre dos pensamentos destrutivos. Sua alma, seu cérebro e seu corpo estão prontos para enfrentar mais um dia. Caso o caos dê as caras novamente, lá está a tecnologia, a mesma que te empurra de um penhasco, disponível para segurar as suas mãos e fazer a mágica em alguns toques.

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Entropia da vida

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