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Destaques

Espectro Autista: Disfunção Executiva, Alimentação e Autonomia

Quase nunca falo de alimentação, mas hoje decidi falar. Uma das principais curiosidades de pais de pessoas no espectro autista é sobre a seletividade alimentar e autonomia. Poucos sabem da existência da disfunção executiva.


Foto tirada neste sábado, 18 de maio de 2019: 


Aspergers também comem besteiras. Não sou exemplo a ser seguido por ninguém. Por esse e inúmeros motivos prefiro ficar do lado de fora do mundo do autismo. Odiaria ser visto como um modelo de comportamento.  
Poucas pessoas conhecem minha história de vida. Aos 17 anos, entrei na universidade, onde comecei minha primeira graduação: Nutrição. Quem já leu os outros posts, sabe que a graduação não foi desafiadora para mim e acabei desistindo = comportamento de pessoas com altas habilidades (embora eu não tenha papel, na minha infância fui consultado por psicóloga que dizia que eu era muito maduro para minha idade). Queria algo mais desafiador e fiz cursinho para tentar Medicina, mas a realidade bate na porta e não era e aind…

Guia de Primeiros Socorros para o Escritor Iniciante – Cristina Lasaitis

Navegando na internet durante a madrugada, à procura de algum conteúdo interessante sobre escrita para ler, encontrei o Guia de Primeiros Socorros para o Escritor Iniciante, produzido pela escritora e revisora Cristina Lasaitis, disponível gratuitamente no blog da autora, Anatomia da Vertigem.

A ideia de criar o guia por Cris Lasaitis surgiu devido aos e-mails recebidos de autores iniciantes, com dúvidas, inseguranças, angústias e erros. “Para fins práticos, anotei algumas das dúvidas mais comuns e redigi este pequeno manual de primeiros socorros ou aconselhamento espiritual para ficcionistas de primeira viagem. Aqui você vai encontrar algumas dicas gratuitas e condensadas do que você precisa saber para escrever suas histórias, aperfeiçoar sua técnica, dar destino editorial ao seu livro e se guiar pela carreira de escritor”, explica a autora.

Quem ficar interessado em reproduzir o guia no blog, copiar, imprimir, distribuir, colar no mural, entre outras ações, Cristina Lasaitis não se importa, desde que seja citada a autoria dela e o link do blog.

Sempre que encontro algum texto interessante sobre escrita literária, pego o meu caderno de anotações e extraio as informações que julgo ser mais importante e podem me ajudar de alguma maneira no meu desenvolvimento. Para quem ficar com preguiça de ler o guia completo, o que não recomendo caso você realmente tenha interesse em aprender a aperfeiçoar sua escrita de ficção e conseguir publicar seus contos e romances, abaixo compartilho um resumo das dicas deixadas por Cris Lasaitis.

Segundo a autora, é preciso estar atento ao objetivo, por exemplo, se é ser lido, o autor estreante pode conquistar interação com o público utilizando a internet, aprendendo a ouvir, divulgando a obra no formato digital (eBook), usando o feedback para aprimorar o texto. Já se o objetivo é ser publicado, Cris ressalta que hoje em dia qualquer um pode publicar um livro, no entanto o que deve se perguntar é: “Como você gostaria de publicar?”. Se o que deseja é escrever um livro, mandar para a editora, ser aceito e não precisar pagar para publicar e receber os direitos autorais, de acordo com a revisora – o ideal do escritor profissional.

Para quem sonha em escrever um livro para vê-lo adaptado para as telas do cinema, a escritora recomenda que o mesmo procure saber mais sobre a carreira de roteirista, podendo fazer cursos e oficinas e ler livros sobre o assunto. “As imagens de cinema podem ser mais emocionantes e belas que as palavras são capazes de escrever; por outro lado, as palavras podem criar sensações e emoções impossíveis de transportar para a tela”, ensina Cris Lasaitis.

Respondendo aos autores iniciantes a dúvida sobre o que é preciso para escrever um bom conto ou romance, Cris Lasaitis diz que demanda feeling, intuição, senso crítico, habilidade e experiência. Confira abaixo onze dicas para escrever um conto ou romance:

1- Planeje o seu texto

– “A ausência de planejamento pode deixar o autor perdido em meio aos labirintos das narrativas mais longas e complexas”. Faça um roteiro do que irá escrever, listando os acontecimentos principais da história. Planeje capítulo a capítulo.

2- Pense em gêneros literários

– “Conhecer os gêneros literários é algo que pode ajuda-lo a compreender melhor o que você quer da sua história”.

3- Crie conflitos e explore a tensão emocional

– Um dilema, uma busca, um problema que demanda atitudes e ações do personagem. O papel do conflito é conferir tensão emocional à trama. Deixa a história emocionante para o leitor.

– “A história se inicia em uma situação basal, surge o fator complicador eliciando o agravamento da situação, o que gera um aumento gradual da tensão até o momento do clímax. No clímax há a resolução do problema, o relaxamento da tensão e, por fim, a conclusão”.

4- Acerte o ritmo

– É preciso saber conduzir o leitor

– No conto não há espaço para minúcias e prolixidades.  A narrativa do conto deve ser dinâmica, objetiva, funcional e tudo o que for excessivo, redundante e desnecessário deve ser cortado.

– Já no romance há bastante espaço para o detalhamento. “Enriquecer os entornos da trama, criar uma ambientação rica, gerar pausas e respiros em que é possível a convivência do leitor com os personagens, potencializando o envolvimento emocional e a aproximação empática”.

5- Seja original

– Elementos improváveis, personagens inusitados, ponto de vista diferente, premissa curiosa, nova forma de se contar histórias. Você só saberá o quanto pode ser original conhecendo o gênero literário em que escreve. Evite ao máximo os clichês.

6- Seja verossímil

– Convincente, coerente. “Quanto melhor formos convencidos, mais somos seduzidos por uma história”.

7- Pesquise

– Escreva sobre coisas das quais você entende bem, não se aventura a afirmar sobre o que você não tem certeza

8- Crie personagens interessantes

– Saber criar personagens cativantes é meio caminho para conquistar o leitor. Todo personagem deve ter um papel dentro da trama. Se um personagem ficar sem função, é sinal de que ele está sobrando e deve ser cortado.

9- Cuide da linguagem

– Efeito das palavras, recursos expressivos da língua, personalidade à escrita. Estude figuras de linguagem e pontuação.

10- Use elementos estéticos

– Elementos de caracterização e ambientação das histórias. São dados fornecidos ao leitor através das descrições e por uma linguagem característica. Projeta um ponto de vista particular.

11- Burile

– Releia o texto, verifique se a escrita está clara, se a história está coerente, se a leitura está fluida, se os diálogos soam naturais, se não ficaram lacunas de entendimento, se não há nada forçado ou inverossímil, se não há trechos e falas que não farão falta se forem cortados.

– A qualidade do texto é diretamente proporcional ao tempo que o escritor gasta polindo as suas arestas.

Ficou com vontade de ler o guia na íntegra? Você pode acessar o post no blog da escritora Cris Lasaitis ou conferir a versão PDF do Guia de Primeiros Socorros para o Escritor Iniciante.

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