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Destaques

The Haunting of Bly Manor: Série da Netflix adaptará obra do Henry James

Neste dia 21 de fevereiro de 2019, a Netflix anunciou uma novidade boa para quem gostou de A Maldição da Residência Hill (The Haunting of Hill House): a 2ª temporada será chamada The Haunting of Bly Manor e será baseada no livro A Outra Volta do Parafuso (The Turn of the Screw), do Henry James.


Com direção de Mike Flanagan e produção de Trevor Macy, a primeira temporada fez tanto sucesso entre os telespectadores que logo começaram as especulações sobre como seria a 2ª temporada. As informações foram divulgadas pelo site Deadline e confirmadas pelo diretor e pela conta oficial de The Haunting of Hill House no Twitter.

Antes de divulgarem o título da nova temporada, a Netflix divulgou um teaser nas redes sociais. No vídeo dá para ouvir um trecho do livro A Outra Volta do Parafuso: “The terrace and the whole place, the lawn and the garden beyond it, all I could see of the park, were empty with a great emptiness”

A new Haunting is coming. Can you guess where it takes place? Listen closely…

Somos Heróis das Nossas Histórias

Após aprender um pouco sobre o herói e sua importância nas narrativas, percebi que todos nós somos os protagonistas de nossas jornadas, por isso acabamos
nos identificando com personagens de livros, séries e filmes. Devemos parar de esperar alguém para nos salvar, olhar para o espelho e reconhecer que somos os melhores heróis que poderíamos ter.

Desde o dia em que nascemos, saímos de um mundo comum, confortável e protegido, para um mundo de situações desconhecidas, onde precisamos lutar diariamente pelas nossas vidas, matar dragões, enfrentar fantasmas e nossos próprios demônios. No entanto, passamos por desafios e testes, superando limitações, medos, inseguranças, e não valorizamos nossas atitudes heroicas. Todos aqueles que lutam pelo seu desenvolvimento deveriam se orgulhar de si mesmos.

A todo instante nossos ciclos se repetem. Somos desafiados a viver algumas aventuras pela vida, hesitamos até termos coragem para aceitá-las e partimos rumo a um novo trabalho, curso, academia, boate, viagem, mudança. Estamos sempre em busca de nossas identidades, essências. Não somos sempre bem ou mal, nos comportamos de cada maneira de acordo com o que vem pela frente.

Nossos medos nem sempre são reais, palpáveis, observáveis externamente. Nossas recompensas não são só financeiras, às vezes, recebemos amor, amizade, família, confiança, coragem, felicidade, porém também lidamos com a doença, velhice, desilusão e morte. Faz tudo parte do nosso teatro da vida e é por essa e outras que nos emocionamos quando assistimos, ouvimos e lemos histórias parecidas com as nossas contadas por aí. Somos todos iguais e diferentes. Carregamos uma herança coletiva, mesmo quando não imaginamos.

Alguns heróis são mais valentes, corajosos e não temem o desconhecido, se divertindo com suas aventuras, enquanto outros são mais retraídos, inseguros e assustados com o futuro. Não importa como somos, estamos sempre agindo, em movimento e nossas atitudes definem como será a nossa jornada.

Pergunto-me por que ficamos tão desejosos e aficionados pela perfeição, quando os melhores heróis da literatura e do cinema, os quais adoramos nos espelhar e também servimos como fonte de inspiração, são aqueles com características mais humanas, imperfeitas, beirando à loucura, com suas manias e defeitos.

Os heróis precisam passar por todas essas etapas da jornada antes de desfrutarem da felicidade, experiência, transformação e conhecimento. Precisamos continuar na estrada de tijolos amarelos. Só então, quem sabe, aprenderemos como Dorothy, a importância do nosso lar, amigos, coração, mente, alma, esperança, amor e coragem. Como todo herói, fazemos sacrifícios ao longo do caminho e não devemos desistir, para perceber que tudo vale a pena e faríamos tudo de novo se fosse possível. E a jornada do herói recomeça. No fundo, após derrotar nossos inimigos, visitar terras distantes, conhecer nossos aliados, escutar nossos mestres sábios, receber nossos tesouros, todos nós queremos uma só coisa, uma história com um final feliz.

Comentários

  1. Audaz, intenso e persistente talvez sejam atribuições dignas ao seu eu interior.
    Ben já verbalizei quanto a sua docilidade, ambiguidade nas palavras, conciliação (nada é tão certo, nada tão errado e que extremos não funcionam a não ser como ilusão) recorda-se?.
    Pois bem, entretanto, o que me chama atenção é a NATURALIDADE como transporta sua vivência aos contos.
    Mesmo que esteja no vale de ossos secos você nos convida a buscar o Herói dentro de nós mesmos ou quando em Rabiscando Mágoas compartilha: " Não permitirei que me machuque mais".
    Khaled Hosseini diz: Não se podem contar as luas que brilham em seus telhados, nem os mil sóis esplêndidos que escondem por trás de seus muros.

    Essa Naturalidade e Criticidade (verdade em palavras)o torna esplêndido, e faz de você único, porque assim como conhecimento experiência deve ser compartilhada.

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    1. Obrigado pelo comentário. Acredito que exista uma relação entre conhecimento e experiência e ambos podem e devem ser compartilhados. Afinal, não é isto o que os escritores fazem quando criam uma série de personagens e histórias, utilizando-se de metáforas?

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  2. Olá, meu nome é Everton, estudo jornalismo na PUCPR, estou no 3º Período e gostaria de conversar com você, gosto de saber o que pensam os futuros colegas de profissão que estão em outras cidades. Eu te circulei no G+ e estou te seguindo no Twitter (@oevertonluis).

    Espero que possamos trocar ideias,um abraço.

    Aliás,parabéns pelo texto.

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    Respostas
    1. Everton, seja bem-vindo!

      É sempre bom aprender com outros, trocar ideias e conhecimentos sobre nossa área de estudo e atuação no mercado de trabalho. Espero poder ajudá-lo de alguma forma.

      Abraço!

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