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Destaques

Espectro Autista: Reflexão sobre conscientização do autismo

Vez ou outra eu recebo mensagens de pessoas pedindo ajuda sobre como trazer mais conscientização em lugares nos quais pouco se sabe sobre autismo. Nem toda cidade tem especialista em autismo, isso é um fato que todo mundo que já precisou de um, sabe como é. Minha dica é: compre/arrecade livros ATUALIZADOS sobre o assunto e/ou livros de ficção (com personagens autistas) e/ou livros escritos por autistas. Recomendo firmemente a literatura, já que a leitura trabalha a empatia e fica mais fácil dos neurotípicos entenderem como é estar 'na nossa pele', mesmo que por alguns minutos.


Não vai dar livro desatualizado, que é um desserviço. Já tem muita desinformação no Brasil. Eu poderia fazer uma lista sobre todos absurdos que leio, mas não vou.

Enfim, não dá para fugir da leitura. Infelizmente, muitos conteúdos brasileiros estão defasados, outros logo vão estar por causa das alterações do CID11 do Espectro Autista [só entra em vigor em 2022]. Tem muita coisa boa produzida pela comunid…

Oficina para Contadores de Histórias é oferecida no Proler Campo Grande (MS)

Dentro da Biblioteca Pública Estadual Dr. Isaías Paim, localizada no segundo andar do Memorial da Cultura de Campo Grande (MS), acadêmicos, bibliotecários e contadores de histórias se reuniram na noite desta quarta-feira, 25 de setembro, para participarem da oficina Contação de Histórias Mediadas pela Tecnologia, ministrada pela Profa. Dra. Arlinda Canteiro Dorsa, Doutora em Língua Portuguesa pela PUC São Paulo e pela Profa. Ma. Neli Porto Soares Betoni Escobar Naban, professora da UCDB e Mestra em Linguística pela UnB. A oficina faz parte da programação do 14º Proler – Encontro do Programa do Livro e da Leitura – de Campo Grande (MS).

Mesmo com tecnologias, professoras lembraram a importância do livro e de se saber contar histórias. Foto: Ben Oliveira.

As professores lembraram que o livro e o papel também são uma tecnologia e através da utilização de recursos é possível tornar o ato de contar histórias mais interessantes e interativos para as crianças e jovens. Os participantes da oficina foram estimulados a pensarem em experiências de vida e lembranças, um exercício para se contar histórias chamado Baú de Ideias. Segundo as docentes, o projeto foi realizado com indígenas e foi possível perceber o quanto os professores na aldeia são valorizados.

Com as novas tecnologias, as docentes afirmaram que é necessário uma nova postura dos professores e dos alunos em relação à leitura digital. Uma das vantagens da tecnologia, por exemplo, é a disponibilização de livros eletrônicos gratuitos que podem ser acessados pelos alunos e professores. Para Arlinda Canteiro e Neli Porto, os meios de comunicação virtual devem ser explorados dentro e fora da escola na busca da formação de um leitor eficiente. “O acesso às novas tecnologias amplia o horizonte, porém é necessário que o leitor seja um leitor proeficiente que seja capaz de estabelecer o uso simultâneo de múltiplos códigos”, explicam.

“Como se tornar um leitor proeficiente?”, questionaram as professoras. Arlinda e Neli citaram o pesquisador Antonio Carlos Xavier e disseram que a ferramenta tecnológica pode ser usada com eficiência, ajudando no letramento digital, sendo fundamental saber interpretar, filtrar, selecionar, avaliar e transformar as informações em capital cultural. Xavier define o letramento digital como: “Mudanças nos modos de ler e escrever os códigos e sinais verbais e não-verbais, como imagens e desenhos, se compararmos às formas de leitura e escrita feitas no livro, até porque o suporte sobre o qual estão os textos digitais é a tela, também digital”.

Neli Porto orientou aos acadêmicos e contadores de estórias conhecerem bons autores e explorarem os seus textos, encontrando recursos que criem empatia com os leitores. “O maior recurso que a gente tem é a voz”, acredita Neli Porto. Para a professora, a voz é importante e alguns elementos são fundamentais para que a plateia entenda o que está sendo dito e absorva a mensagem, como o volume, a tonalidade, a dicção e o vocabulário.

Neli Porto ensinou como os contadores de histórias devem usar a voz para cativar leitores novos. Foto: Ben Oliveira.

O volume da voz e a dicção contribuem para o entendimento da mensagem. Neli Porto comentou alguns dos erros de dicção, como a troca de uma letra por outra, pronúncias incorretas e a velocidade. “O narrador deve ter a consciência de que não está à mesma distância das pessoas do que quando está conversando informalmente”, ensina. Entre outros cuidados comentados pela professora estão: não falar alto demais e gritar, falar muito baixo, não usar microfone, estudar o ambiente em que será contada a história, analisando o tamanho da sala, a distância entre o narrador e a plateia, a acústica da sala e os ruídos externos.

Durante a oficina, os alunos e profissionais realizaram dinâmicas, como a análise de obras infantis, para encontrar maneiras de tornar a arte de contar histórias mais envolventes, adequando o tom de voz e utilizando elementos visuais.

Leia também: O Livro na Era Digital e o incentivo à leitura são destaques do 14º PROLER de Campo Grande (MS) 

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