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Destaques

Dias de Isolamento, Estímulos e Tédio: Vidas Importam (Coronavírus) | Ben Oliveira

Mesmo para alguém no espectro autista (lembrando que não existem dois autistas iguais e há uma ampla variedade neurológica e de personalidade), os dias de isolamento não são necessariamente confortáveis.


Gostar de ficar em casa e precisar de tempo sozinho para recarregar as energias, não significa que autistas também não gostem de ver pessoas – muitos adoram andar ao ar livre. As pessoas confundem autismo, introversão, timidez e misantropia (aversão às pessoas).

O que eu queria falar é sobre a importância de se ocupar com o que te estimula. Na correria do dia a dia, todos abrimos mão daquilo que gostamos de fazer e do que nem sabíamos que gostamos. Além de ler e jogar, nesses dias aproveitei para organizar as coisas e brincar com as tintas e colas.

Deveria estar escrevendo mais, mas confesso que estou gostando de estimular outras áreas que estavam adormecidas. Sim, tenho muitos momentos de tédio, mas não acho que colocar a vida de outras pessoas em risco possa compensá-los.

Por outro …

Próxima Leitura: Num Mar de Solidão – Vitor Miranda

Chegou hoje pelo correio o livro de contos Num Mar de Solidão, do artista e autor Vitor Miranda, publicado pela Giostri Editora, em 2014. A obra será minha próxima leitura! Assim que eu concluir uma leitura beta, devo começar a ler. Já estou ansioso, pois além de também escrever contos, gosto bastante do gênero literário.

Livro Num Mar de Solidão, Vitor Miranda

Com a bela capa produzida por Karolyna Papoy, o livro traz um total de 19 contos, em suas 120 páginas. Antes de sequer iniciar a leitura, é possível tirar algumas impressões, seja de sua ilustração, dos títulos de cada um dos textos ou da sinopse, os contos têm um estilo bem urbano e ágil e são ambientados na capital paulista – onde os cidadãos vivem cercados de pessoas, mas ao mesmo tempo lidam com a solidão da metrópole, um dos reflexos da sociedade pós-moderna.

Sinopse: O autor e seu personagem solitário navegam juntos nessa imensidão que é a grande cidade de São Paulo em quase todos os contos do livro. Uma cidade que faz o ser humano se sentir solitário até mesmo quando está longe dela ou no resguardo de seu próprio quarto.

O personagem que narra essas histórias não relata apenas a sua relação com a cidade, mas também com as tecnologias do mundo moderno e com os outros seres solitários com os quais divide a cidade e suas madrugadas. E, através dessas relações, ele vai expondo seu pensamento sobre as pessoas, o capitalismo, enfim, a imagem que faz da sociedade atual através de suas experiências e suas convicções.

Sobre o autor – Vitor Miranda iniciou a vida artística após trancar o curso de Comércio Exterior e se matricular num de Teatro. No fim de 2010 foi protagonista do curta-metragem Amizades e Utopia, trabalho que despertou a vontade de ampliar seus horizontes nas artes. Estudou Fotografia e, em 2011, idealizou um projeto de documentários de curta metragem a serem veiculados na internet, o Documentos Urbanos. Em 2013, lançou seu primeiro curta, Pise Fundo, Meu Irmão. Este é o seu primeiro livro, publicado pela Giostri Editora.

Desde já, deixo o meu agradecimento ao Vitor Miranda por ter me enviado um exemplar do livro para resenhar aqui para o blog. Obrigado pela confiança! Seu livro será lido com cuidado. É isso... Em breve tem resenha para vocês, leitores. :-) 

Se você é autor e quer ver o seu livro resenhado aqui no blog, me envie um e-mail: ben-oliveira@hotmail.com

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