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Destaques

Happy Old Year: Filme explora a linha tênue entre o desapego e a nostalgia

O filme tailandês Happy Old Year , de 2019, nos faz pensar sobre as relações que construímos com as coisas que guardamos ao longo da vida. Com direção e roteiro de Nawapol Thamrongrattanarit, a obra está disponível na Netflix. Chutimon Chuengcharoensukying interpreta Jean, uma mulher que deseja fazer um escritório em sua casa, mas se dá conta de que há uma pilha de objetos inutilizados pela casa. Interessada e inspirada pelo minimalismo, se dependesse só dela, ela colocaria tudo em sacos de lixo e jogaria fora, o que ela descreve como buracos negros, porém, à medida que ela coloca o seu plano em ação, Jean percebe que não será tão fácil como imaginava. Com a resistência da família a mudar, Jean encara de frente sua missão, doa em quem doer. O que deveria ser fácil e prático para ela, cuja necessidade é vista até mesmo como egoísmo, acaba se desdobrando em várias situações, fases e etapas conforme ela mergulha nas histórias, memórias e emoções que estão vinculadas aos objetos, especialm

Edgar Allan Poe: Monografia sobre a vida do escritor e seus contos de terror

Edgar Allan Poe é, sem dúvidas, um dos escritores que influenciou milhares de autores de ficção após a publicação de suas narrativas macabras e fantásticas. Maria Luiza Ferreira de Rezende é autora de uma monografia de conclusão do curso de Letras, intitulada Edgar Allan Poe, o estranho que escreveu sua vida em contos de terror, publicada em 2006, apresentada no Centro Universitário de Itajubá, em Itajubá (MG).


Segundo a autora da monografia, o objetivo do estudo sobre a vida e produções literárias de Edgar Allan Poe foi refletir como a morte e angústia estão presentes na obra do escritor, tornando-se material de sua criação artística. Entre os contos de Edgar Allan Poe analisados estão: O Gato Preto, A Queda da Casa de Usher, O Retrato Oval, Coração Denunciador e William Wilson.

"Eu não tinha medo de olhar as coisas horríveis, mas ficava apavorado com a ideia de nada ver"Edgar Allan Poe

Maria Luiza Ferreira de Rezende analisa como a morte da mãe, o horror vivido em sua infância e o luto foram externados nas narrativas de Poe. Fazendo uma intersecção entre a literatura e a psicanálise, a autora mostra como esses conflitos internos, seus problemas com o álcool, a solidão e o estranhamento estão presentes nos contos de Poe. Confira um trecho do trabalho:


“Poe sabia como escrever uma história. Mestre ímpar do conto, lançava mão de todos os elementos que o compõem, harmonizando com perfeição as unidades de ação, tempo e lugar, os personagens, a linguagem, as descrições e o foco narrativo. O escritor soube, de maneira extraordinária, aliar seu conhecimento de estrutura de conto à sua delicada sensibilidade e à sua incrível capacidade de percepção da natureza humana. Poucos escritores compreenderam e expressaram tão bem o que se passa no íntimo do homem”Maria Luiza Ferreira de Rezende.

O trabalho de 74 páginas aborda a relação entre criação literária e dor, uma breve biografia do escritor Edgar Allan Poe e sua vida marcada pela solidão, algumas definições sobre o conto e narrativa fantástica, a relação entre psicanálise e literatura fantástica, além da análise das cinco histórias curtas citadas acima.

Para quem, como eu, gosta de Edgar Allan Poe, é apaixonado pelo processo de criação literária e se interessa pela psicanálise, vale a pena ler a monografia e conhecer mais sobre a vida de um dos maiores escritores de todos os tempos, que infelizmente não teve o reconhecimento necessário quando estava vivo e se tornou imortal com seu legado literário.

Leia o trabalho na íntegra: Edgar Allan Poe, o estranho que escreveu sua vida em contos de terror (Maria Luiza Ferreira de Rezende)



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Não deixe de conferir: Documentário sobre Edgar Allan Poe – Contos de Terror

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