Era antes de dormir que vinha a vontade de escrever. Tudo parecia estar dominado pelo sol, mas a qualquer momento tudo pode mudar em Campo Grande (MS). Tudo o que posso fazer é torcer para que não haja outros prejuízos e pessoas machucadas pela tempestade. Tudo indica que venha vento, mas por enquanto nada é 100% certo. Era na ventania que percebia o humor mudar. E se lembrava da importância da calma. Uma crise precisava ter mais do que alguns ventos para ser chamada assim. Ia deitar consciente de que não queria chuva, mas que poderia acontecer. Que o sol estava ajudando na regulação do humor, mas que era mais difícil quando tudo era imprevisível. Escrevia para se despedir do sol. Para lembrar que embora houvesse risco, não necessariamente significava que iria acontecer. E de todo modo, com os alertas feitos pelos jornais de Campo Grande (MS), que as pessoas saberiam o que fazer. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror Escrita Maldita , p ublicad...
“Uma menina nunca esquece seu primeiro cadáver”– Caitlin Doughty
Saiba mais sobre o livro Confissões do Crematório, de Caitlin Doughty:
É a única certeza da vida. Então, por que evitamos tanto falar sobre ela? A morte é inevitável, sentimos muito. Mas pelo menos, como descobriu Caitlin Doughty, ficar a sete palmos do chão ainda é uma opção.
Ainda jovem, Caitlin conseguiu emprego em um crematório na Califórnia e aprendeu muito mais do que imaginava barbeando cadáveres e preparando corpos para a incineração. A exposição constante à morte mudou completamente sua forma de encarar a vida e a levou a escrever um livro diferente de tudo o que você já leu sobre o assunto.
Confissões do Crematório reúne histórias reais do dia a dia de uma casa funerária, inúmeras curiosidades e fatos históricos, mitológicos e filosóficos. Tudo, é claro, com uma boa dose de humor. Enquanto varre as cinzas das máquinas de incineração ou explica com o que um crânio em chamas se parece, ela desmistifica a morte para si e para seus leitores.
O livro de Caitlin – criadora da websérie Ask a Mortician – levanta a cortina preta que nos separa dos bastidores dos funerais e nos faz refletir sobre a vida e a morte de maneira honesta, inteligente e despretensiosa – exatamente como deve ser. Como a autora ressalta na nota que abre o livro, “a ignorância não é uma benção, é apenas uma forma profunda de terror”.
O título é a primeira obra de não ficção a integrar a coleção DarkLove, a linha especial da DarkSide® Books para corações valentes. Sua escrita divertida e realista será muito bem representada na edição em capa dura que chegará às mãos dos leitores brasileiros em julho de 2016.
“As memórias sinceras, hilariantes e transformadoras de Caitlin são leitura obrigatória para todos aqueles que planejam morrer.”— KATHARINE FRONK, BOOKLIST
“Um livro forte e mórbido como esse poderia facilmente enredar seus leitores em tristeza e dor, mas Caitlin Doughty – uma confiável guia através do repulsivo e impressionante mundo da morte – nos mantém rindo.” — RACHEL LUBITZ,WASHINGTON POST
“Divertido e instigante.” — JULIA JENKINS, SHELF AWARENESS
“Relatos diabolicamente engraçados.” — O MAGAZINE
Sobre a autora
Caitlin Doughty é agente funerária, escritora e mantém um canal no YouTube onde fala com bom humor sobre a morte e as práticas da indústria funerária. É criadora da websérie Ask a Mortician, fundadora do grupo The Order of the Good Death (que une profissionais, acadêmicos e artistas para falar sobre a mortalidade) e também autora de Confissões do Crematório. Saiba mais em orderofthegooddeath.com.
Sobre a tradutora
Regiane Winarski é tradutora há 7 anos, mas nem antes disso era muito normal. As vozes sempre disseram que devia trabalhar com algo que envolvesse escrita e inglês, mas ela foi teimosa e tentou ser engenheira química. O bom-senso veio, e foi estudar Produção Editorial na ECO-UFRJ, mas a teimosia permaneceu, e deu aula de inglês por 10 anos antes de aceitar que a verdadeira felicidade estava nos livros. É leitora compulsiva desde que se entende por gente, mas se encontrou de verdade em um conto de Stephen King aos 13 anos. Atualmente, vive feliz traduzindo full-time e fazendo bolos nas horas vagas.