Pular para o conteúdo principal

Destaques

Criminologia, Jessica Jones e Mulher-Maravilha: Ficar do lado do agressor é sinal de perigo à sociedade – Ben Oliveira

Que dia lindo para servir Karma Coletivo para Diana, Lilith e Nêmesis ao mesmo tempo:  Resistam julgar as pessoas pela aparência. Meus 2 ex-namorados manipuladores se faziam de vítimas e todo mundo ficava ao lado deles e como eu sou porra louca, como Jessica Jones e Malévola, era injustiçado entre quatro paredes e julgado por todos ao redor. Como sou uma vaca, só há duas pessoas com a qual me importo no mundo, minhas duas chamas gêmeas, o resto é indiferente. Ainda assim... Vocês criam cada distorção cognitiva que só por Deus... É muita falta de terapia, autoconsciência, reflexão e bom senso.  Foi você que tava dentro do carro capotado? Foi você que quase morreu? Foi você que teve que recomeçar várias vezes na vida? Foi você que saiu como vilão quando a pessoa era tóxica pra cacete? Não foi. Então, boca fechada, sempre. Opinião só se dá quando é pedida. Sem falar os DELUSIONAIS que ficaram comentando: Que pena, achei que vocês iam casar. Quem quiser casar com ele, passo até o perfil KK

O Mundo das Histórias Inacabadas

Histórias não se perdem. Elas se transformam. Lembrou-se de todas as vezes em que uma boa narrativa começou a se construir em sua mente, mas esquecera de colocar no papel ou de quando estava tão focado em uma só história e acabou deixando as outras de lado.

A vida é feita de interrupções. Queria que essas histórias voltassem, mas nem sempre elas se apresentavam como ele esperava. Os personagens se revoltam contra seu criador e quem pode garantir que algum dia eles foram realmente dele? As tramas se transformam. Os gêneros se confundem… As pontas se quebram e não há nada que ele possa fazer para que voltem a ser como eram antes.


Os dias cinzentos deram lugar aos dias de sol. Então, as folhas cresceram e caíram, a chuva veio e limpou seu corpo. E as estrelas, bom, nem sempre elas brilharam no céu.

Corações ficam pesados. Mentes ficaram caóticas. Olhos ficaram nublados. O giro de 180 graus mudara sua perspectiva sobre tudo. É preciso parar de tentar mudar o mundo e tentar se adaptar, pensou ele, olhando para as mãos calejadas, os dedos tortos que já não eram agradáveis como costumavam ser, mas ainda serviam para segurar a caneta contra o papel.

“Existe um universo dentro de mim”. As palavras se juntaram e tentaram convencê-lo de que por trás de todas histórias há algo que as mantêm unidas. Diante de toda confusão há sempre uma ordem, ainda que ele não pudesse enxergar.

Escrevia com propósito. Escrever era o seu modo de dizer ao mundo: “Eu estive aqui. Não é perfeito. Não é nenhuma obra de arte. Mas é algo meu. Nosso”. A história compartilhada com os leitores deixava de ser dele, abria suas pequenas e frágeis asas e deixava se levar pelo ar.

Pode ser em um sonho, em uma divagação ou em uma tarde de escrita livre. As narrativas saltavam diante dele. Não há para onde fugir. “Somos suas filhas, mas nunca fomos só suas”. Ele ia à livraria e se perdia diante de tantas produções literárias, percorrendo com seus dedos e olhos as capas, contracapas e miolos. Tudo fora escrito. Tudo faltava ser escrito.

Escrevia, em primeiro lugar, para si mesmo. Foi assim que sua paixão começou. Quando a única voz que repetia suas palavras era a dele mesmo. Agora, as histórias já não queriam se esconder dos outros. As histórias queriam ser livres, mesmo sabendo que a liberdade não era como ele imaginara.

A teia volta a ser tecida. As letras se grudam. A caneta move e os ossos são desenterrados. Elas sempre estiveram ali. Elas nunca estiveram ali. Nesta dança de narrativas, algo se quebra, algo se constrói; alguns vêm, outros vão – mas as histórias, elas continuam chegando e girando pelo infinito.

Ele encara o caderno e pensa em quantos outros ficaram incompletos. Tinha um medo terrível de últimas páginas, últimas linhas, últimas palavras. Preferia deixar o peito aberto e sentir a tinta rasgando suas folhas e costurando outras. No final, havia sempre algo inacabado, aberto a múltiplas possibilidades. Um eterno ciclo de aprendizados. E as histórias, elas nunca o deixavam sozinho.

Você sabia que esse texto foi adaptado para o meu canal do YouTube? Aproveite para assistir ao vídeo O Mundo das Histórias Inacabadas:



***

Apoie este escritor nacional a continuar escrevendo e  a manter o blog vivo. Conheça meu romance de terror Escrita Maldita, disponível em formato de eBook na Amazon. Compre no link abaixo!




Comentários

  1. Olá Ben,

    Que texto lindo! Suas palavras nos trazem esperança, nos comovem, nos tocam... Deu até vontade ler mais, precisamos de um livro cheio de seus escritos.

    Abraços

    Leitor Noturno e Coisas de Um Leitor

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Matheus!
      Muito obrigado pela leitura e pelas palavras gentis.
      Gratidão.
      Abraço

      Excluir
  2. Escreve muito bem. As histórias tem de facto o poder de nos transformar. Estou adorando conhecer o seu blog. Passarei a visita-lo mais vezes!Comecei este ano a publicar crónicas no meu blog, se poder dar a sua opinião eu ficaria agradecida: http://historiasdeencantarsara.blogs.sapo.pt/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Sara!
      Muito obrigado pela sua visita. Pode deixar que irei conhecer o teu blog também. É sempre bom conhecer outros escritores!
      Abraços

      Excluir

Postar um comentário

Obrigado pelo comentário. Volte sempre!