quinta-feira, 28 de setembro de 2017

10 Palestras com escritores no TED que você precisa assistir

Escritores são pessoas apaixonadas pela arte de contar histórias e há muitas lições que podemos aprender com eles. Há dias em que precisamos recarregar as energias e buscar inspiração em outros profissionais. Para quem é escritor, assistir essas palestras pode ser uma ótima forma de conhecer diferentes autores e entender mais sobre seus estilos e propósitos. Para quem é leitor, vale a pena alimentar a curiosidade e buscar algumas indicações de livros.


Para quem não tem a oportunidade de conferir palestras ao vivo com escritores, esses vídeos do TED são uma ótima forma de conferir conteúdo interessante e se informar. Além de autores, o evento é voltado para espalhar ideias sobre diferentes temas que são relevantes para o nosso tempo.

É sempre uma experiência deliciosa ver profissionais inspiradores falando sobre o que eles tanto gostam de fazer e como eles se relacionam com as palavras. Apesar de o evento ter se tornado uma ótima forma de promoção de livros, uma estratégia de marketing de conteúdo, todos os vídeos abaixo têm algo importante a acrescentar.

*Os vídeos abaixo podem ser assistidos com legendas em português e estão disponíveis no site do TED.

Confira abaixo 10 palestras com escritores no TED que você precisa assistir:


1) Andrew Solomon: Como os piores momentos de nossas vidas nos fazem como nós somos


Andrew Solomon é um escritor e jornalista que passou sua vida contando histórias sobre as dificuldades de outros. Nesta palestra, o autor fala sobre a importância de encontrar significado de nossas maiores adversidades.

“Quando temos vergonha, não conseguimos contar nossas histórias, e histórias são o alicerce da identidade. Forje significado, construa identidade, "Forje significado e construa identidade." Tornou-se meu mantra. Forjar significado é sobre mudar a si mesmo. Construir identidade é sobre mudar o mundo. Todos nós com identidades estigmatizadas enfrentamos essa questão diariamente: quanto acomodamos a sociedade reprimindo-nos, e quanto rompemos os limites do que constitui uma vida válida? Forjar significado e construir identidade não faz o certo do errado. Só torna precioso o que era errado” – Andrew Solomon



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2) Chimamanda Ngozi Adichie: O perigo de uma história única 


A romancista Chimamanda Adichie fala sobre a relação entre as vidas, histórias e culturas. A escritora comenta a importância de narrativas produzidas em diferentes países, com personagens com os quais os leitores possam se identificar.

“Todas essas histórias fazem-me quem eu sou. Mas insistir somente nessas histórias negativas é superficializar minha experiência e negligenciar as muitas outras histórias que formaram-me. A única história cria estereótipos. E o problema com estereótipos não é que eles sejam mentira, mas que eles sejam incompletos. Eles fazem um história tornar-se a única história” – Chimamanda Ngozi Adichie


3) Elizabeth Gilbert: Sucesso, fracasso e a motivação de continuar criando


Antes de escrever o seu livro best seller, Comer, Rezar, Amar, Elizabeth Gilbert era uma jornalista e escritora com dificuldade de encontrar sua própria voz. Nesta palestra, a escritora comenta como o sucesso pode ser tão desorientador como o fracasso.

“Fracassei em publicar algo por quase seis anos. Então, por quase seis anos, todo dia, eu só tinha cartas de rejeição à minha espera na caixa de correio. E era sempre devastador, e eu sempre tinha que me perguntar se deveria parar enquanto estava atrás e desistir e me poupar dessa dor. Mas eu achava minha resolução, e sempre do mesmo jeito, dizendo: "Não vou desistir, vou para casa."” – Elizabeth Gilbert


4) Lidia Yuknavitch: A beleza de ser uma deslocada


Autora de romances e memórias, a escritora Lidia Yuknavitch fala em sua palestra sobre a beleza de ser uma deslocada. Ela fala como perder uma filha a afetou mais do que ela imaginava, bem como outros problemas, como um histórico de família abusiva e casamentos fracassados, que a levaram a viver na rua.

Sabe, estou tentando contar algo sobre pessoas como eu, pessoas deslocadas. Nem sempre sabemos ter esperança, dizer sim ou escolher algo grande, mesmo quando está bem diante de nós. É uma vergonha que carregamos, vergonha de querermos algo bom, vergonha de sentirmos algo bom, vergonha de não acreditarmos que realmente merecemos estar ali, com as pessoas que admiramos” – Lidia Yuknavitch 


5) Anne Lamott: 12 Verdades que eu aprendi  com a vida e com a escrita


Autora de um dos mais conhecidos livros sobre criação literária, Palavra por Palavra, Anne Lamott escreveu coisas sobre a vida sobre as quais ela tinha certeza. O texto foi escrito quando ela estava prestes a completar 61 anos.

“A primeira e mais crua verdade é que qualquer verdade é um paradoxo. A vida é uma dádiva bela, preciosa e incompreensível, e é impossível, do lado da incarnação. Tem sido uma péssima combinação para aqueles que nasceram extremamente sensíveis. É tão dura e estranha que, às vezes, perguntamo-nos se está a fazer troça de nós. Ao mesmo tempo, cheia de beleza e doçura enternecedora, pobreza desesperada, cheias e bebés e acne e Mozart, tudo no mesmo turbilhão. Acho que não é um sistema ideal” – Anne Lamott  


6) Karen Thompson Walker: O que o medo pode nos ensinar


A escritora de ficção Karen Thompson Walker fala sobre o poder da imaginação e de como os medos são similares à contação de histórias. Durante a palestra, a autora dá como exemplo a história do naufrágio que serviu de inspiração para o clássico da literatura Moby Dick, do escritor Herman Melville.

“Como todas grandes histórias, nosso medos focalizam nossa atenção numa questão que é tão importante na vida quanto é na literatura: O que acontecerá depois? Em outras palavras, nossos medos nos fazem pensar sobre o futuro. E humanos, a propósito, são as únicas criaturas capazes de pensar sobre o futuro dessa maneira, de projetar-nos à frente no tempo; e essa viagem mental no tempo é mais uma coisa que medos têm em comum com a narração” – Karen Thompson Walker


7) John Koenig: Lindas palavras novas para descrever emoções obscuras 


John Koenig está escrevendo um dicionário para expressar diferentes sentimentos. Na palestra, o escritor nos faz pensar sobre o significado que damos às palavras e o que as tornam reais ou não. Atualmente, o projeto está sendo publicado na internet, mas há expectativa de que o dicionário seja publicado em formato de livro em 2017.

“Acho que, quando estamos procurando por significado em nossas vidas, procurando pelo sentido da vida, acho que as palavras estão relacionadas a isso. E, se você está procurando pelo significado de algo, o dicionário é um bom lugar para se começar. Traz um senso de ordem a um universo bem caótico. Nossa visão das coisas é tão limitada, que temos de criar padrões e descrições e tentar encontrar um jeito de interpretá-las para podermos seguir com o nosso dia. Precisamos de palavras que nos abarquem, que nos definam” – John Koenig


8) Mac Barnett: Por que um bom livro é uma porta secreta


Autor best seller de livros infantis, Mac Barnett conta sobre algumas estratégias utilizadas para interagir com seus leitores. A proposta do escritor é a de levar as histórias para fora das páginas, possibilitando ao seu público a experiência de entrar no universo da ficção.

“Há um termo chamado metaficção e trata-se apenas de histórias sobre histórias. 'Meta' está tendo o seu momento. Seu último grande momento foi nos anos 60, com romancistas como John Barth e William Gaddis, mas está aí de novo. Quase tão antiga quanto contar histórias. Uma técnica metafictícia é derrubar a quarta parede. É quando um ator se vira para a plateia e diz: "Sou um ator, esses são acessórios." E esse momento supostamente honesto, está a serviço da mentira, mas, deveria evidenciar a artificialidade da ficção. Para mim, prefiro o oposto. Vou derrubar a quarta parede. Quero que a ficção escape e venha para o mundo real. Quero que o livro seja uma porta secreta que se abre e deixe as histórias entrarem na realidade” – Mac Barnett


9) Eve Ensler: De repente, meu corpo


Poeta, escritora e ativista, Eve Ensler conta como ficou dentro de sua cabeça durante grande parte de sua vida e somente conseguiu se conectar com seu corpo após dois eventos que a fizeram a encarar a realidade.

“Durante muito tempo, existia eu e meu corpo. O eu era composto de histórias, de anseios, de esforços, de desejos pelo futuro. O eu estava tentando não ser o resultado do meu passado violento, mas a separação do que já aconteceu entre eu e o meu corpo foi um resultado bastante significante. O eu estava sempre tentando se tornar algo, alguém. O eu somente existia na tentativa. Meu corpo frequentemente atrapalhava” – Eve Ensler


10) Tracy Chevalier: Descobrindo a história por trás da pintura


Tracy Chevalier é autora do best seller, Moça com Brinco de Pérola. Na palestra, a escritora fala sobre como ela busca inspiração em obras de arte com perguntas como: Como o pintor encontrou o modelo? O que explicaria o seu olhar?

“Por que uma história? Eu acho que somos programados, nosso DNA nos diz para contar histórias. Contamos histórias todo o tempo sobre tudo, e acho que fazemos isso porque o mundo é um lugar caótico e louco e, algumas vezes, com as histórias estamos tentando dar um pouco de sentido ao mundo, tentando trazer ordem a ele. Por que não colocar isso em prática quando olhamos para pinturas?” – Tracy Chevalier


Veja também: 

Vídeo: Elizabeth Gilbert fala sobre criatividade do artista e equilíbrio (TED) 

Vídeo: Lisa Bu e Como Os Livros Podem Abrir Sua Mente (TED)

*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e do livro de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1), disponível no Wattpad.

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