Era antes de dormir que vinha a vontade de escrever. Tudo parecia estar dominado pelo sol, mas a qualquer momento tudo pode mudar em Campo Grande (MS). Tudo o que posso fazer é torcer para que não haja outros prejuízos e pessoas machucadas pela tempestade. Tudo indica que venha vento, mas por enquanto nada é 100% certo. Era na ventania que percebia o humor mudar. E se lembrava da importância da calma. Uma crise precisava ter mais do que alguns ventos para ser chamada assim. Ia deitar consciente de que não queria chuva, mas que poderia acontecer. Que o sol estava ajudando na regulação do humor, mas que era mais difícil quando tudo era imprevisível. Escrevia para se despedir do sol. Para lembrar que embora houvesse risco, não necessariamente significava que iria acontecer. E de todo modo, com os alertas feitos pelos jornais de Campo Grande (MS), que as pessoas saberiam o que fazer. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror Escrita Maldita , p ublicad...
Histórias de bruxas nos fazem pensar na relação que construímos com a natureza, nos rituais, nas fases da lua e na magia. A bruxaria não é homogênea, como alguns podem imaginar, e a religião e suas práticas serviram e ainda servem de inspiração para inúmeras narrativas.
“Eu chamei pela Deusa e a encontrei em mim mesma”– Marion Zimmer Bradley, As Brumas de Avalon
Sejam em livros de não ficção, ficção ou de fantasia, bruxas nos lembram da importância dos desejos e de como nossas energias podem influenciar e são influenciadas pelas coisas, pessoas e ambientes. Há algo nessas histórias que nos possibilita viajar para dentro de nós mesmos, desenvolvendo mais consciência sobre nossas intenções e propósitos.
“… é que não existe história totalmente verdadeira. A verdade tem muitas faces e assemelha-se à velha estrada que conduz a Avalon: o lugar para onde o caminho nos levará depende da nossa própria vontade de nossos pensamentos”– Marion Zimmer Bradley, As Brumas de Avalon
Quando penso em As Brumas de Avalon, não há como negar o peso que as mulheres têm no romance. A figura do Arthur e dos homens acabam sendo ofuscadas pela imagem de Morgana das Fadas, pela história das sacerdotisas que viviam na ilha ou pelas tradições do paganismo. A narrativa nos lembra o quanto algumas religiões são mais antigas do que o cristianismo e como diante da dominação, muitas práticas foram demonizadas e de como as mulheres foram perdendo seus poderes, literalmente, para se tornarem submissas aos homens.
“Os encantamentos não funcionam como os homens e as mulheres querem, mas segundo suas próprias leis, que são tão estranhas quanto o tempo no país das fadas”– Marion Zimmer Bradley, As Brumas de Avalon
Seja diante das bruxas do presente ou do passado, acredito que as histórias podem ser complementadas por outra forma de arte: a música. Para quem gosta de ler e escutar música ao mesmo tempo – ou até mesmo para quem gosta escrever suas próprias histórias –, separei algumas indicações para vocês.
Nada como aquela sensação de quando nossa imaginação ganha vida, nos perdemos em um bom livro e as músicas nos levam para longe. Fica aqui o convite para entrar nas florestas mágicas e dançar sob a luz da lua.
Confira 10 Músicas para quem gosta de histórias de bruxas: