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Destaques

The Haunting of Bly Manor: Série da Netflix adaptará obra do Henry James

Neste dia 21 de fevereiro de 2019, a Netflix anunciou uma novidade boa para quem gostou de A Maldição da Residência Hill (The Haunting of Hill House): a 2ª temporada será chamada The Haunting of Bly Manor e será baseada no livro A Outra Volta do Parafuso (The Turn of the Screw), do Henry James.


Com direção de Mike Flanagan e produção de Trevor Macy, a primeira temporada fez tanto sucesso entre os telespectadores que logo começaram as especulações sobre como seria a 2ª temporada. As informações foram divulgadas pelo site Deadline e confirmadas pelo diretor e pela conta oficial de The Haunting of Hill House no Twitter.

Antes de divulgarem o título da nova temporada, a Netflix divulgou um teaser nas redes sociais. No vídeo dá para ouvir um trecho do livro A Outra Volta do Parafuso: “The terrace and the whole place, the lawn and the garden beyond it, all I could see of the park, were empty with a great emptiness”

A new Haunting is coming. Can you guess where it takes place? Listen closely…

Asperger: Autismo não tem rosto

Compartilho informações sobre Asperger, porque acho importante ajudar a diminuir o preconceito, mas em relação aos diagnósticos, cada um tem que ir atrás de ajuda profissional e especializada se tem interesse. Existem pessoas que passam a vida inteira bem sem o diagnóstico, outras, que descobrem que podem melhorar de vida, evitando situações que podem fazer mal. Não sou médico nem psicólogo: e nem todos eles são especializados no autismo. Então, se for procurar um, saiba escolher bem.


O cérebro do Asperger funciona de forma diferente do Neurotípico (Não-autista). O diagnóstico formal é importante? É, mas existem autistas que passam a vida inteira sem diagnóstico e podem melhorar de vida quando percebem que passam mal diante de episódios de hipersensibilidade, como de barulhos, luz, toques e odores. Autoconhecimento ajuda a reduzir as crises.

Autismo não tem rosto, já o preconceito... Esse lance de 'mas nem parece autista' é bobeira e meio ofensivo também. Existe um espectro e variações nele. Nem todo Asperger é igual ao Sheldon, Adam ou qualquer outro personagem autista (outro dia faço uma lista de personagens autistas, atenção a dois nomes da lista e aos seus personagens Alice Edward Mãos de Tesoura) – existem vários personagens que têm traços de autismo, que as pessoas simpatizam, mas não fazem ideia. Até porque o hiperfoco pode ser completamente diferente. Me parece que para alguns, é mais fácil gostar dos personagens ficcionais do que das pessoas autistas do mundo real. Paciência.

Existem muitos artistas, escritores e pessoas da área cultural que são autistas e ninguém imagina: 1) Porque nunca foram diagnosticadas oficialmente; 2) Porque não querem contar aos outros; 3) Porque o preconceito é real e diário. A análise não é feita somente com experiências e comportamentos do presente, mas da infância também e, como já foi dito aqui, os sintomas podem melhorar ou agravar, além dos comportamentos se transformarem conforme eles aprendem com base da observação e repetição.

Existem pessoas que descobrem que são Aspergers aos 60 anos de idade, outros aos 28 anos (como eu e vários escritores), muitos na infância e existem pessoas que nunca vão descobrir que são. Existem autistas em diferentes áreas profissionais. É extremamente preconceituoso achar que alguém por ser autista não conseguirá ser bem-sucedido.

Algumas personalidades autistas:


Albert Einstein

Isaac Newton

Thomas Jefferson

Michelangelo di Ludovico Buonarroti

Charles Darwin

Wolfgang Amadeus Mozart

Lewis Carroll 

Temple Grandin

Susan Boyle

Jerry Seinfeld

Anthony Hopkins

Daryl Hannah

Tim Burton (Não é diagnosticado formalmente)

*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

Comentários

  1. É um absurdo todo esse preconceito que existe com pessoas que estão no espectro. O criador de TBBT diz que o Sheldon não tem Asperger, é somente o jeito dele e até acho que seja isso mesmo, porque ele até que se desafia de vez em quando e, quem tem Asperger, não consegue, por mais que tente, sair do que lhe familiar.

    Vidas em Preto e Branco

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    1. Oi, Lary. O Sheldon tem Asperger, sim. Isso já ficou comprovado em muitos episódios. Ele não entende ironia, repete algumas palavras (Bazzinga), não consegue expressar o que os outros esperam dele, fala demais sobre coisas que gosta e não interessa os outros (bandeiras), gosta de comer sempre as mesmas coisas nos mesmos lugares, entre outras coisas. A parte do preconceito que eu quis dizer foi mais no sentido de que todo mundo acha que todo asperger é igual ao Sheldon (gosta de ciências/é cientista). Existem Aspergers em diferentes áreas de trabalho e com personalidades diferentes. Existem muitos mitos sobre o autismo. Pessoas Aspergers podem sair da familiaridade uma vez ou outra, só não com muita frequência.

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  2. O Rodrigo Tramonte tem TEA. =)

    https://www.youtube.com/watch?v=b9cBSdCzrUs

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    1. Oi, Anônimo! Gratidão pela indicação. Vou assistir com calma por aqui.
      Abraços

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  3. Tem um filme sobre a Temple Grandin, muito bom, eu achei... acredito que a representação na arte seja muito importante, filmes, livros, mas a representação saudável e nao sensacionalista, ou padronizada. Eu tenho essa dificuldade com borderline, a representatividade na televisão , filmes e até livros fica na raiva, como se resumisse a isso. Muito bom vc falar sobre o assunto, tem q ser dito dessa forma responsável que vc faz!

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    1. Oi, Michele! Eu acho importante ressaltar sempre que as pessoas são diferentes, mesmo quando estão no mesmo espectro. Autistas estão em diferentes áreas. Tenho MUITA vontade de assistir ao filme da Temple Grandin, já assisti a alguns vídeos sobre a história da vida dela e entrevistas. É também válido lembrar que os pais precisam deixar as crianças escolherem seus próprios caminhos. O que um autista gosta, o outro pode não ter o mínimo interesse.
      Gratidão!

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