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Destaques

Meses sem fumar cigarro

Seis meses. Metade de um ano. O que antes parecia só algo impossível de acontecer, havia se tornado realidade: conseguira passar 6 meses sem fumar cigarro.  Estaria mentindo se tinha dias em que não se imaginava fumando ainda, mas estava feliz por conseguir resistir à tentação, sabendo que uma vez que tinha decidido não ia dar um passo para trás. Há seis meses, talvez estaria fumando enquanto escrevia o texto ou quem sabe ouvindo música e usando o Instagram, mas as coisas tinham mudado e ainda bem. Por mais difícil que seja no início. Passei por várias tentativas e falhas e não sinto vergonha, precisava criar resiliência antes de conseguir parar o cigarro de vez.  Difícil, sim. Impossível, não. Seria mentira dizer que é fácil, embora algumas pessoas tivessem mais facilidade do que outras para parar de fumar cigarro. Porém, nem todo mundo era igual e para algumas pessoas, a fissura continuaria aparecendo de tempos em tempos. Porém, a informação importante é que a fissura por ci...

Resenha: Candyman – Clive Barker

Um presente para os leitores de Clive Barker, assim é a edição para colecionadores de Candyman, publicada pela editora DarkSide Books, em janeiro de 2019, com tradução de Eduardo Alves e posfácio de Carlos Primati.


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Candyman (The Forbidden) é um conto, portanto a leitura é enxuta, mas envolvente, e transporta o leitor para o clima de lendas urbanas. Embora já não sejam mais comuns na tradição oral e tenham ganhado o ambiente virtual, histórias sobre acontecimentos assustadores e questionáveis fazem parte da existência humana.

Com uma atmosfera sombria e mais urbana, Clive Barker leva o leitor ao gueto, onde a violência e a criminalidade por si só já contrastam com a realidade de outros bairros da cidade e acabam tão banalizadas que a história faz a personagem principal, Helen, se interessar pelo caso contado por uma das moradoras.

“E as histórias que contaram para ela – seriam confissões de crimes não cometidos, relatos do pior que se pode imaginar, inventados para evitar que a ficção se tornasse realidade? Era como se o pensamento perseguisse a própria cauda: essas histórias terríveis ainda precisavam de uma causa primária, uma fonte da qual saíram” – Clive Barker, Candyman

O que Helen mal poderia imaginar é que da mesma forma que cada pessoa se conecta de uma forma diferente com as lendas urbanas: há sempre alguém que acredita, há sempre quem é cético; para mostrar a sua pesquisa sobre pichações urbanas e para ir a fundo do que realmente teria acontecido na Spector Street, sua curiosidade e ambição podem ter um preço muito alto.

Gradualmente, Clive Barker vai seduzindo o leitor em um jogo duplo: texto e narrativa se envolvem, conforme o autor nos guia para os caminhos da personagem e ela mesma é confrontada com o poder do mito – para que as lendas assustadoras façam sentido, alguém tem que escutá-las e passar para frente; alguém precisa acreditar, caso contrário, qual seria seu propósito?

Uma vez dentro do próprio jogo, Helen se envolve mais do que deveria e testemunha os horrores silenciados. As histórias, as pichações, os últimos acontecimentos estranhos, tudo se conecta e parecia um convite para que ela provasse o mesmo gostinho da inexplicável experiência que ora estampa os jornais e choca pela violência, ora se perde em meio às fofocas e acaba se transformando em lendas urbanas.

Como dá para perceber pela finura da obra, o conto vai até a página 89 e depois tem um posfácio abordando alguns dos elementos presentes na narrativa de Clive Barker, que também foi adaptada para filme. O diferencial da edição talvez seja esse destaque para a obra, que muitas outras editoras só apostariam no máximo em formato de eBook ou publicaria junto com outros contos.

Adaptado em 1992 pelo diretor Bernard Rose, Candyman vai ganhar uma nova versão cinematográfica. Com previsão para estreia para junho de 2020, o filme está sendo dirigido por Nia DaCosta e tem roteiro de Jordan Peele, inspirado na obra de Clive Barker.

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*Ben Oliveira é escritor, blogueiro, jornalista por formação e Asperger. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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