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Destaques

Dias de Isolamento, Estímulos e Tédio: Vidas Importam (Coronavírus) | Ben Oliveira

Mesmo para alguém no espectro autista (lembrando que não existem dois autistas iguais e há uma ampla variedade neurológica e de personalidade), os dias de isolamento não são necessariamente confortáveis.


Gostar de ficar em casa e precisar de tempo sozinho para recarregar as energias, não significa que autistas também não gostem de ver pessoas – muitos adoram andar ao ar livre. As pessoas confundem autismo, introversão, timidez e misantropia (aversão às pessoas).

O que eu queria falar é sobre a importância de se ocupar com o que te estimula. Na correria do dia a dia, todos abrimos mão daquilo que gostamos de fazer e do que nem sabíamos que gostamos. Além de ler e jogar, nesses dias aproveitei para organizar as coisas e brincar com as tintas e colas.

Deveria estar escrevendo mais, mas confesso que estou gostando de estimular outras áreas que estavam adormecidas. Sim, tenho muitos momentos de tédio, mas não acho que colocar a vida de outras pessoas em risco possa compensá-los.

Por outro …

Lady Killer: 5 Motivos para ler as graphic novels

Quando foi a última vez que você leu alguma história sobre alguma assassina que no tempo livre cuida do marido e das crianças, tenta ser simpática com a sogra, vizinhos e colegas de trabalho do marido e ainda tenta manter a casa impecável? Assim é a protagonista das graphic novels Lady Killer, criada por Joëlle Jones, publicada no Brasil pela editora DarkSide Books, com tradução da Raquel Moritz (editora e produtora de conteúdo do canal e blog Pipoca Musical).



“Não dá para saber se seus instintos estão corretos. Em um momento, a vida parece boba e interminável. Então, de repente, as coisas mudam. E, até que tudo acabe, não dá para saber se você fez o certo” – Joëlle Jones e Michelle Madsen, Lady Killer Vol. 2 

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Confira 5 Motivos para ler as graphic novels Lady Killer (Joëlle Jones):


1) Se você gosta de personagens sanguinárias. Josie Schuller é uma personagem fascinante por quebrar alguns dos estereótipos do imaginário popular sobre mulheres assassinas. Como se a maternidade, de alguma forma, transformasse mulheres em santas, muita gente tem uma visão distorcida de que o simples fato de ser uma mãe impedisse que ela seja uma pessoa capaz de colocar a vida de outras pessoas em risco, especialmente de crianças. Aliás, esses preconceitos sociais acabam servindo como máscara para muitas assassinas.



2) Dividir-se entre o trabalho (ainda que secreto) e a família pode ser desafiador para muitas mulheres. Quando esse emprego envolve assassinar outras pessoas, então, imagine o caos que pode ser. Traduzindo um pouco do imaginário da época, Josie é tão perfeccionista que prefere fazer as coisas sozinha a depender dos outros e colocar seu verniz da normalidade (máscara social) em risco. Não basta matar seus alvos, Josie ainda se preocupa com a limpeza das evidências.

3) Para quem gosta de narrativas ilustradas, Joëlle Jones se inspirou em ilustrações e publicidade dos anos 1940 a 1960. Nos Estados Unidos, as graphic novels foram publicadas pela Dark Horse Comics e recebeu vários elogios da crítica, tendo sido nominada como Melhor Série Limitada para o prêmio da indústria de quadrinhos, EisnerAward.

@benoliveira1 


4) Com um toque de nostalgia para quem gosta de narrativas que apresentam personagens femme fatales, Lady Killer fisga o leitor desde as primeiras cenas e nos deixa curiosos para saber como Josie vai se livrar de tantas ciladas, sem deixar suas próprias escolhas a afundarem de vez. Seria ela diferente de outros assassinos ou tão pior quanto? Que não se deixe enganar, embora personagens assim sejam interessantes na ficção, no mundo real, pessoas como Josie podem ser perturbadoras. A cada parte das histórias, a própria personagem e o leitor mergulha mais ainda na sua mente sombria e calculista.



5) Se você leu Lady Killers: Assassinas em Série, da Tori Telfer, também publicado pela editora DarkSide Books e ficou com um gostinho de quero mais. A graphic novel traz uma introdução da escritora, a qual contextualiza um pouco sobre a figura feminina norte-americana do período em que se passa a história e de como Josie personifica a idealização da esposa perfeita. Se ainda não leu o livro sobre mulheres serial killers, depois de ler a graphic novel (ou até mesmo antes), sua curiosidade vai aumentar.

“[...] Há algo atraente em toda aquela perfeição agitada, toda aquela repressão... virtuosa. Queremos saber mais sobre ela. Certamente aquela mulher esconde alguns segredos, não?” – Tori Telfer, introdução da edição brasileira de Lady Killer

Leia também: 12 Graphic Novels que você precisa ler 


Nimona: 5 Motivos para ler a graphic novel 

Sobre a autora – Joëlle Jones é quadrinista e atualmente trabalha e reside em Los Angeles, nos Estados Unidos. Ela já contribuiu com uma grande variedade de projetos; só na DC Comics, ela tem no currículo personagens eternos como Mulher-Gato, Batman e Supergirl. Artista indicada para o Eisner Award, Jones já emprestou seu talento para a Prada e projetos da Marvel, Vertigo e The New York Times.

Joëlle participou da Pacific Northwest College of Art, onde estudou pintura a óleo. Ela deixou a escola para buscar ilustração em quadrinhos. Ela ficou na área de Portland, Oregon por vários anos, onde trabalhou como artista freelancer na Dark Horse Comics e Oni Press. Saiba mais em joellejones.com.

Sobre a tradutora – Raquel Mortiz é publicitária e leitora compulsiva, anda sempre com um livro na bolsa pra acompanhar o dia. Autora do Pipoca Musical, co-criadora do Vórtice Fantástico e editora da DarkSide Books.

Publicitária por formação, já foi Gerente de Projeto em agência web (2009-2012), Gerente de Marketing (2012-2014) em uma empresa de TI parceira da Microsoft e, desde 2015, trabalha com o que mais ama nesse mundo: literatura.

Descobriu logo que editar livros era mais legal do que divulgá-los e hoje se dedica a encontrar os livros certos para transformar a vida dos leitores para a linha DarkLove, da DarkSide® Books, que revela novos talentos femininos da literatura desde 2013, e se consolida livro a livro em uma voz forte que ecoa pelo Brasil.

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*Ben Oliveira é escritor, blogueiro, jornalista por formação e Asperger. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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