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Destaques

Dias de Isolamento, Estímulos e Tédio: Vidas Importam (Coronavírus) | Ben Oliveira

Mesmo para alguém no espectro autista (lembrando que não existem dois autistas iguais e há uma ampla variedade neurológica e de personalidade), os dias de isolamento não são necessariamente confortáveis.


Gostar de ficar em casa e precisar de tempo sozinho para recarregar as energias, não significa que autistas também não gostem de ver pessoas – muitos adoram andar ao ar livre. As pessoas confundem autismo, introversão, timidez e misantropia (aversão às pessoas).

O que eu queria falar é sobre a importância de se ocupar com o que te estimula. Na correria do dia a dia, todos abrimos mão daquilo que gostamos de fazer e do que nem sabíamos que gostamos. Além de ler e jogar, nesses dias aproveitei para organizar as coisas e brincar com as tintas e colas.

Deveria estar escrevendo mais, mas confesso que estou gostando de estimular outras áreas que estavam adormecidas. Sim, tenho muitos momentos de tédio, mas não acho que colocar a vida de outras pessoas em risco possa compensá-los.

Por outro …

Freud for Beginners

Andando em Viena, Aústria, conhecendo os pontos turísticos da cidade, entrei na loja do Museu do Freud. Devido à falta de tempo não foi possível visitar o local em que Freud trabalhou e morou em grande parte da sua vida, mas foi dentro da loja cheia de souvenirs e livros sobre a vida de Freud, obras do psicanalista e outros livros da área, que comprei o livro Freud for Beginners (editora Pantheon) e aprendi de forma simples e didática sobre a vida fascinante de Freud.

Livro sobre Freud

Escrito pelo romancista canadense Richard Appignanesi e ilustrado pelo latino americano Oscar Zarate, o livro introduz o leitor à vida e descobertas revolucionárias do 'pai da Psicanálise', Sigmund Freud.

Originalmente publicado em 1979, por meio de ilustrações e texto, o livro narra desde a infância do psicanalista e o relacionamento com sua família, a formação médica de Freud, que queria ser um cientista, não um doutor, os conceitos e pesquisas realizadas, casos interessantes acompanhados e estudados, até a morte dele em 1939, aos 83 anos de idade, por causa da piora do seu câncer bucal.

O livro não substituiu a necessidade de andar pela casa e observar onde o psicanalista viveu com a família por cerca de 50 anos e escreveu suas obras, mas de forma prazerosa preencheu o vazio superficial e a escuridão que habitavam em minha mente sobre um revolucionário que deveria ser conhecido por todos, não somente estudantes e profissionais da área. Fica a dica de leitura.

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