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Destaques

Fim da série

Há uma sensação de prazer quando chega o fim da série. Se despedir dos personagens com os quais pôde acompanhar suas histórias ao longo de várias temporadas, especialmente se for série antiga. Enquanto muitas novas séries têm apostado em um formato mais curto, alguns até de minissérie, teve uma época boa em que as séries pareciam sem fim. Mas mesmo as séries que pareciam sem fim, também chegam ao final. É gratificante a sensação. É como dizer adeus e agradecer pelo tempo juntos.  Então, se antes você torcia para que a série chegasse ao fim logo, agora você torcia por cada minuto, para que tivesse mais tempo juntos. Quantos dias tinha passado assistindo a série? Quantos episódios assistiu? Perdera a conta, mas de uma coisa estava certo: o alívio de encerrar mais uma série, abrindo espaço para novas descobertas e consciente de que cada minuto assistindo valeu a pena, entre erros e acertos.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escritpa...

Balanço da Semana Apolo da Diversidade Cultural LGBT

Foi um momento muito importante para mim nesta semana, quando minha crônica “Fragmentos de Mim” foi lida pelo ator Leandro Faria. Me emocionei! Obrigado novamente aos meninos da Rede Apolo pela oportunidade.
É gratificante ver o seu texto sendo reconhecido pelos outros.
A crônica foi lida na terceira noite da Semana Apolo da Diversidade Cultural LGBT, um evento voltado não só para o público de gays, lésbicas e trans, mas também heterossexual, no qual foi possível conferir um pouco do trabalho dos artistas LGBT de Mato Grosso do Sul, debater a questão do preconceito, dos gêneros e da identidade sexual.

No total foram quatro dias de evento. O destaque do primeiro dia foi a entrega dos troféus para as personalidades e profissionais de Mato Grosso do Sul e suas ações em prol da causa da diversidade sexual. No segundo aconteceu um recital de poema e exposição de artes. No terceiro a leitura da crônica, exibição de curtas-metragens e mesa de sujeitos LGBT. O último dia que foi o mais movimentado aconteceu um desfile de moda e sarau cultural.

Um dos ganhadores do sorteio do livro de contos com temática gay, Homossilábicas 3.
Foi uma experiência maravilhosa de ver minha própria produção sendo aplaudida e as pessoas ansiosas para ganharem o livro Homossilábicas 3 no sorteio. No entanto, creio que a importância maior da Semana da Diversidade Cultural LGBT está nos efeitos das falas, ações e interações dos artistas, autoridades, personalidades e profissionais que participaram, tentando abrir a cabeça do público e mostrar que todos nós temos problemas e quando se trata do respeito à nossa identidade sexual e orientação sexual, ainda há uma luta grande pela frente.

Durante o evento os participantes tiraram fotos com a frase “Daniel Pereira, você não está sozinho”. Mais do que uma simples frase, a proposta era a dos envolvidos se solidarizarem com o homem trans que por causa da discriminação da família, da sociedade e da omissão do Estado Brasileiro, tentou suicídio. É importante lembrar que o preconceito sofrido pelos gays, lésbicas, travestis e transexuais não vem só dos heterossexuais, mas acontece dentro do meio LGBT. Daniel também foi vítima dos comentários discriminatórios de outros homens trans.


Além de Daniel, milhares de LGBT sofrem com o preconceito diariamente. A Semana Apolo da Diversidade Cultural LGBT veio a somar para Campo Grande (MS) e acredito que apesar de não ser o suficiente, já que o preconceito é grande, independente do gênero, classe, identidade, é melhor dar alguns passos do que ficar de braços cruzados. E como dito acima, não é preciso lutar somente contra a discriminação pelos heterossexuais e manter os olhos abertos para aquela que acontece ao nosso redor.

Parabéns aos membros da Rede Apolo, em especial ao David Andrade e Bruno Vilela e ao advogado e Presidente da Comissão da Diversidade Sexual da OAB/MS, Júlio Valcanaia. Desejo também parabéns a todos os que participaram, afinal, é muito fácil reclamar da cidade, dizer que não tem muitos eventos culturais voltados para o público LGBT e falar sobre o preconceito, mas quando há a oportunidade de debater opiniões e refletir sobre o assunto, não participar. Acredito e espero que as próximas edições do evento sejam mais frequentadas!

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