segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Remetente N15: Criação Literária Coletiva, Personagens e Cartas do Livro

Dando continuidade às postagens sobre o livro Remetente N15, no texto de hoje será abordado um pouco do processo de criação da obra de mistério e cartas, desde o seu surgimento até os personagens desenvolvidos por cada um dos autores.


Só para lembrar, Remetente N15 ou #RN15, precisa de apoiadores para que o livro seja publicado. Quer ajudar? Reserve o seu exemplar no Catarse: http://www.catarse.me/pt/n15 por R$ 30 ou valor a mais que quiser contribuir!

Até o momento alcançamos 22% da meta, porém precisamos que mais pessoas ajudem este sonho coletivo a se tornar realidade, já que o prazo máximo do financiamento é até o dia 26 de novembro de 2014. Caso o valor não seja alcançado, o dinheiro será devolvido aos apoiadores. Caso o valor seja atingido, o seu exemplar será enviado pelo correio.

Paulo Sérgio Moraes e Guilherme Olí foram responsáveis pela criação do projeto de Remetente N15. “Não queríamos apenas uma coletânea. Queríamos um projeto de criação coletiva. Reunimos pessoas que admiramos, apresentamos a introdução do livro e pedimos que cada um criasse seu personagem para escrever uma carta/capítulo”, explica Paulo, autor do romance Condicional, publicado em 2013. Além de trabalhar na organização geral de RN15, Guilherme foi responsável pelo desenvolvimento dos conceitos gerais de arte do projeto e a diagramação do livro.

Dada a premissa do livro, cada escritor teve tempo para escrever a carta sobre um personagem. “O que todas as narrativas têm em comum?”, você me pergunta. Todas as pessoas que a escreveram desapareceram, sendo este o ponto principal do livro, junto com as revelações que o leitor vai tendo ao mergulhar nos desabafos, segredos, confissões e passos de cada um deles.

Depois de publicar aqui no blog as minibiografias de cada um dos autores participantes de Remetente N15, confira um pouco sobre os personagens descritos em suas cartas:

"Como escritor, colaborei incluindo a carta d'As Irmãs Agapornis, sobre gêmeas que, no passado foram cantoras do rádio. A carta é escrita por uma delas, que narra mais do que suas vidas. Mostra, na verdade, que apesar das adversidades que possam surgir, sempre é possível encontrar novas oportunidades de viver em paz." Guilherme Olí  

"Meu personagem em RN15 é o Vitor. Ele esteve presente no romance Condicional e muitas pessoas se identificaram pedindo um segundo livro sobre ele. Como não pretendo publicar uma continuação, veio a ideia de escrever a carta do Vitor como um Spin-Off, onde ele narra sua relação com o "filho" Dudu já adulto.". – Paulo Sérgio Moraes

"Escrever esse personagem foi um grande desafio. Esse é o meu primeiro personagem. Vagner teve uma infância feliz. Tinha sua família, a fé da mãe e a sabedoria do pai como base para seu crescimento pessoal e profissional. Mas nem sempre as coisas andam como planejado. Um escorregão em sua base o leva a uma desgraça sem precedentes que irá mudar brutalmente seu destino." Guiller Cruz

“Meu personagem se chama Alejandro Rodriguez. Ele é colombiano e veio parar no Brasil empurrado pelo destino de seus sofrimentos. Um sujeito justo e honesto que levou muitas rasteiras da vida e só não se tornou o mais amargo dos seres porque tem fome de viver. Está o tempo todo em fuga, se envolve com as pessoas erradas e é o homem mais injustiçado que você já conheceu. Um cara correto, no fundo do poço, que estende a mão por uma ajuda necessária por mais horas ou minutos de liberdade."Luiz Cabral Inácio

"Fui a última a entrar no projeto, pois achei a ideia sensacional, mas não tinha conseguido pensar em nada para escrever, até que li um comentário sobre a personalidade de um dos personagens. Aí sim, me veio a ideia da história dele, Ricco Ricochete, um cara cafajeste, muito seguro e feliz consigo mesmo. Em sua carta, ele conta sua história de vida, e de como se tornou um chefe do crime organizado."Samantha Tiger    

"Minha carta conta a história de Amélia, uma mulher casada e com filhos que vê num anúncio a oportunidade de contar sua vida e abrir-se para um estranho misterioso, na tentativa de que ele possa salvá-la de si mesma e das escolhas que fez ao longo da vida. É uma narrativa marcada pela nostalgia e melancolia, mas também pela libertação de um grito silenciado há anos." Ben Oliveira

"Desde que fui convidado a participar do projeto fiquei bastante animado, a carta do meu personagem nasceu de forma muito natural ao ler o conceito do livro, foi quase como se ele já estivesse em minha mente só esperando pela oportunidade de contar sua história. Pedro é um jovem que sofreu alguns golpes da vida, mas aprendeu como ser forte e lidar duramente com as coisas que o cercam. Agora ele quer tentar coisas diferentes e sente a necessidade de se abrir novamente para o mundo e talvez para o amor." Heller de Paula

“Ewan é um estelionatário que quer se dar bem. Apesar de ser americano ele tem a alma brasileira e se apaixona por uma mulher linda. Ele tenta dar o golpe no sogro, mas algo dá errado.”Paulo Sérgio


“Quando fui convidada para fazer parte deste projeto, automaticamente me veio à cabeça que o mote deveria introduzir um personagem de conteúdo psíquico complexo. E assim foi: Silvério é o retrato de um jovem perturbado por escolher traçar um destino ‘ensimesmado’, trazendo consigo todo o bom e o ruim que o adjetivo permite: junto do terreno firme das próprias convicções, vêm os monstros submersos na areia movediça que o compõe.” – Anna Carolina

"Fiquei muito feliz em participar do projeto, e logo depois de entrar, comecei a pensar em meu personagem. Rapidamente criei a Marcela, uma ilusionista profissional. Em minha carta, Marcela conta sua história, sobre como entrou no ramo de ilusionismo, como sempre foi cética, irônica e esperta, e sobre como o destino resolveu mudar o curso de sua vida por várias vezes. Descrente sobre o amor, acaba encontrando Bárbara, que irá mudar sua vida, mais uma vez virando-a de cabeça pra baixo. Com sua historia, Marcela tem certeza que pode convencer o autor do anúncio a ajudá-la, e você? Acha que ela consegue lhe convencer também?" Laris Neal

"Fui convidado para integrar o projeto "Remetente" para ser o nono autor. A carta do meu personagem - sem nome- apresento um cidadão descrente da sociedade ao qual é inserido. Escritor e com persona que oscila entre o narcisismo e as ideologias Bukowskianas; esse "alguém" não vem para pedir ajuda, mas sim desafiar seu próprio eu e ao anúncio de jornal, em sarcasmo, terror, ironias e mistério." Will Augusto

"Ambientei minha história em Ouro Preto por ser recheada de estudantes. Nessa fase de nossa vida, a inexperiência pode nos levar a enfrentar os desafios de uma forma mais inocente do que fazemos na fase adulta. Às vezes, fechamos os olhos para o que pessoas que gostamos fazem de ruim para as outras, ou para nós mesmos. Luciano começa a história sem nunca ter tido contato com a maldade humana. Muitos momentos o fazem perceber e negar essa maldade. Ele busca encontrar sua própria forma de lidar com tudo que acontece em sua vida e demonstra dificuldade em reagir ao que não concorda." Juliano Pompeu Nicoliello 

"Minha carta é sobre solidão e abandono reais. Escrevi sobre a vulnerabilidade diante de um opressor mais forte. Suzana é aquilo que se esconde atrás de varias portas e simplesmente desconhecemos" – André Gabeh

"Quantos copos repletos de álcool ainda vou beber? Quantos dias ainda vou riscar no calendário? Até quando vou esperar ela voltar?". Os questionamentos são muitos. Não há certezas! Em uma mesa de bar, um belo-horizontino discorre sobre uma paixão avassaladora. Ou melhor, discorre sobre a própria vida e qual é o motivo da sua existência. O caminho traçado é, em primeiro momento, sem retorno.”"Felipe Souza Pedrosa

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