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Destaques

Anedonia

Anedonia. Há coisas que só sabem o quanto são desconfortáveis quem já experimentou na própria pele. A anedonia é uma dessas coisas: parar de sentir prazer nas coisas que costumava ter. Poucas sensações são tão agoniantes quanto essa perda de prazer e saber que leva todo um processo para melhorar. Você precisa estimular a neuroplasticidade, repetir ações mesmo sem vontade, até que o cérebro volte a sentir novamente. Quando penso em anedonia, penso em sofrimento invisível. As pessoas não sabem como é ler um livro e não sentir nenhuma emoção, ou assistir filmes e séries e tudo parecer indiferente. Se a pessoa não sabe que está com anedonia é pior ainda. Não saber reconhecer o que está acontecendo, aumenta a angústia. Talvez seja por isso que eu valorizo pequenos momentos diários, pois eu sei como era a sensação onde nada me dava prazer e tudo parecia indiferente.  Embora não exista receita mágica nem como dizer quanto tempo vai durar, é importante lembrar que passa. O que não quer diz...

1984 é eleito livro mais assustador pelos leitores da Penguin Books UK

Histórias assustadoras são bem subjetivas. Diante dos últimos tempos que estamos vivendo de caos político em diferentes países, não é por acaso que o livro 1984, do George Orwell, foi eleito o livro mais assustador neste Halloween de 2017. A enquete foi realizada pela editora Penguin Books UK em seu Twitter e por incrível que pareça, a distopia concorreu com outro livro que tem dado o que falar: O Conto da Aia  (The Handmaid’s Tale), da escritora Margaret Atwood.


A enquete contou com 64 livros nominados, entre eles, O Iluminado, O Cemitério, Salem e It (Stephen King), A Máscara da Morte Rubra (Edgar Allan Poe), Deixe ela entrar (John Ajvide Lindqvist), Psicose (Robert Bloch), Frankenstein (Mary Shelley) e Drácula (Bram Stoker).

Vendo o tanto de livros concorrentes, fiquei surpreso ao saber que os dois romances distópicos foram os finalistas. Isso diz muito sobre os anos que estamos vivendo. Governos totalitários podem ser mais assustadores do que qualquer obra de terror.



Confira a sinopse de 1984:


Winston, herói de 1984, último romance de George Orwell, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro. O'Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que "só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade: só o poder pelo poder, poder puro". Algumas das ideias centrais do livro dão muito o que pensar até hoje, como a contraditória Novafala imposta pelo Partido para renomear as coisas, as instituições e o próprio mundo, manipulando ao infinito a realidade. Afinal, quem não conhece hoje em dia "ministérios da defesa" dedicados a promover ataques bélicos a outros países, da mesma forma que, no livro de Orwell, o "Ministério do Amor" é o local onde Winston será submetido às mais bárbaras torturas nas mãos de seu suposto amigo O'Brien. Muitos leram 1984 como uma crítica devastadora aos belicosos totalitarismos nazifascistas da Europa, de cujos terríveis crimes o mundo ainda tentava se recuperar quando o livro veio a lume. Nos Estados Unidos, foi visto como uma fantasia de horror quase cômico voltada contra o comunismo da hoje extinta União Soviética, então sob o comando de Stálin e seu Partido único e inquestionável. No entanto, superando todas as conjunturas históricas - e até mesmo a data futurista do título -, a obra magistral de George Orwell ainda se impõe como uma poderosa reflexão ficcional sobre os excessos delirantes, mas perfeitamente possíveis, de qualquer forma de poder incontestado, seja onde for.



Confira a sinopse de O Conto da Aia:


Escrito em 1985, o romance distópico O conto da aia, da canadense Margaret Atwood, tornou-se um dos livros mais comentados em todo o mundo nos últimos meses, voltando a ocupar posição de destaque nas listas do mais vendidos em diversos países. Além de ter inspirado a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original) produzida pelo canal de streaming Hulu, a ficção futurista de Atwood, ambientada num Estado teocrático e totalitário em que as mulheres são vítimas preferenciais de opressão, tornando-se propriedade do governo, e o fundamentalismo se fortalece como força política, ganhou status de oráculo dos EUA da era Trump. Em meio a todo este burburinho, O conto da aia volta às prateleiras com nova capa, assinada pelo artista Laurindo Feliciano.

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