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Destaques

A terceira semana sem fumar cigarro

Como era difícil criar hábitos positivos. Havia acabado de passar da terceira semana sem fumar cigarro e ainda sentia certo desconforto. Seja para bem ou para mal, descobrira que mesmo após anos, algumas pessoas continuavam lutando contra a vontade de fumar, ou seja, era muito mais difícil do que parecia. Na tentativa de substituir comportamentos negativos por mais saudáveis, se via diante da necessidade de se desapegar um pouco da nostalgia e voltar a se focar mais no momento presente. Havia tomado mais do que o suficiente sua dose de nostalgia e agora estava preparado para continuar seguindo em frente. Era chocante o quanto o cigarro havia segurado comportamentos e ao abandoná-lo, comportamentos que antes estavam sob controle, agora pareciam soltos. Precisava de um detox das redes sociais, como quem sabia que fumar fazia mal. Precisava voltar a focar em si mesmo, deixando o passado de uma vez por todas para trás. Era no momento presente que ia celebrando as pequenas conquistas. Para ...

Adultos com Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) podem precisar de acompanhamento

Assim como existe um mito de que não existem pessoas que descobrem o autismo na vida adulta, o mesmo acontece com TDAH. Muitas pessoas podem passar a vida inteira sem um diagnóstico e isso pode ter consequências negativas.


Os comportamentos de pessoas com TDAH podem ser mal-interpretados: hiperatividade, desatenção e impulsividade. O transtorno pode afetar e muito a vida da pessoa.

Existem casos de autistas que têm TDAH. Ambos transtornos são condições neurobiológicas e podem precisar de apoio/acompanhamento multidisciplinar. Segundo o especialista mundial em Síndrome de Asperger, Tony Attwood, o TDAH é uma das condições associadas mais presentes em pessoas no espectro autista de alto funcionamento.

Muita gente fica em modo de negação e acha que o diagnóstico de autismo e TDAH são inventados. Os diagnósticos são reais e a necessidade de acompanhamento profissional também.

Tanto o TDAH, como o autismo, podem influenciar as funções executivas: planejamento, execução, memória, atenção etc. Tanto o autismo, como o TDAH, podem ter comorbidades, como ansiedade, depressão e transtornos da aprendizagem.

Lembrando que diagnósticos não são rótulos e servem para orientar. Coisas simples podem ser complicadas para pessoas com transtornos. E o TDAH atualmente é classificado por graus e tipos.

➡️ Indicação de livro sobre Adultos com TDAH: http://bit.ly/TDAHAdulto

Compre o livro Vencendo o Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade: Adulto: https://amzn.to/2lhTysJ

Estamos em 2019, mas ainda existe muito tabu e negação sobre transtornos. No livro Vencendo o Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade: Adulto, os autores Russell A. Barkley e Christine M. Benton citam como a falta de diagnóstico/TDAH não-tratado pode afetar a vida da pessoa, desde a dificuldade de planejamento e organização no dia-a-dia, como afetar os relacionamentos por questões que nem sempre são percebidas, como atitudes impulsivas, desenvolvimento de vícios, dificuldade de definir prioridades e pensar no futuro, problemas nos estudos e no desempenho do trabalho, esquecer de cumprir tarefas diárias importantes, transtorno de conduta e transtorno opositivo-desafiador, entre outros.

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade não tem cura, mas os comportamentos relacionados ao transtorno podem piorar ou melhorar ao longo da vida e o tratamento pode ajudar. Lembrando que os comportamentos de crianças com TDAH podem ser diferentes dos comportamentos de adolescentes e adultos com TDAH.

Para quem gosta de conhecer melhor os transtornos e quer entender a relação com o aprendizado, no livro Transtornos da Aprendizagem: Abordagem Neurobiológica e Multidisciplinar existem seis capítulos sobre de que forma a atenção age na questão do aprendizado e aborda também o TDAH.

Como a memória e a atenção são fundamentais para os estudos, algumas pessoas com TDAH podem ter dificuldades de aprendizagem; precisar de terapia para mudança de hábitos e medicamentos para conseguirem se focar em atividades diárias.

É importante lembrar que quanto mais autoconhecimento a pessoa tem, mais ela entende o próprio funcionamento cerebral e pode encontrar estratégias para lidar com suas limitações. Pessoas com TDAH podem ser criativas e brilhantes, mas a autoestima e o desenvolvimento de transtornos mentais podem surgir diante da incompreensão de si mesmo e dos julgamentos dos outros.

Vale lembrar que: se a pessoa percebe que precisa de ajuda, é importante buscar apoio profissional. Por orgulho e desconhecimento, muitas pessoas fogem de profissionais da área de saúde neurológica/mental, piorando a qualidade da vida e gerando conflitos que poderiam ser evitados.

Leia também: Avaliação Neuropsicológica: 5 Motivos para ler o livro

*Ben Oliveira é escritor, blogueiro, jornalista por formação e Asperger. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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