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Destaques

Lovestruck In The City: Série sul-coreana explora as emoções e fases dos relacionamentos amorosos

Diferente de muitos doramas coreanos que são mais longos, Lovestruck In The City tem um ritmo mais ágil e leva o telespectador para os encontros e desencontros de três casais que fazem parte do mesmo círculo social, em uma linguagem mais interativa, na qual os personagens contam suas próprias versões em frente às câmeras. A série de 2020 está disponível na Netflix . Para quem não tem muito contato com o universo dos dramas coreanos, a série dirigida por Park Shin-woo é uma boa opção, já que os episódios são curtos em relação ao formato tradicional e trazem o desenvolvimento dos relacionamentos desde os primeiros episódios – fugindo um pouco do padrão no qual o telespectador tem que assistir até o final para ver os personagens se declarando e sofrendo silenciosamente. Outro diferencial em relação a muitas produções coreanas é que os atores se beijam mais e o roteiro aborda assuntos que ainda são tratados como tabus por muitas séries da Coreia do Sul, como o sexo. Porém, embora se apro

Pandemia: Twitter reúne jornalistas, profissionais de saúde e interessados no combate à desinformação

Lançado há 14 anos, o Twitter já passou por diferentes fases, sendo uma delas, na qual reunia um público mais interessado por informações de qualidade em tempo real e jornalistas tinham um peso muito maior do que os atuais influenciadores digitais. Com a pandemia, me parece que o público brasileiro voltou a reconhecer a importância dos profissionais que lidam com as informações e contam histórias, especialmente diante de um oceano de fake news e crescente negacionismo científico.

Juntando a experiência de rede social, possibilitando a conexão e interação de diferentes pessoas, com a ferramenta de microblog, o Twitter já foi exaltado e questionado inúmeras vezes ao longo dos anos, mas tem se mostrado essencial, como é desde o início, em tempos de crises, sejam climáticas, democráticas e, mais recentemente, pandêmicas. 

Não dá para negar, que a mesma ferramenta que serve para uma troca veloz de informações, também é usada com má-fé ou obscurantismo. A mesma rede social que ajuda ao usuário se conectar e tirar dúvidas diretamente com especialistas, algo bastante relevante nesses tempos de pandemia, também serve como abrigo para milhares de pessoas que compartilham teorias da conspiração sobre tudo, sendo algumas extremamente preocupantes pelo risco que podem causar à saúde pública.

Nos últimos anos, as cobranças para que as redes sociais tenham um papel mais proativo no combate à desinformação só aumentaram. Com a pandemia de Covid-19, grupos e indivíduos potencializaram problemas que já existiam, como os riscos do movimento antivacina – especialmente nessa época em que a vacina contra o Coronavírus parece ser a única saída para esse pesadelo sanitário –, promoção de tratamentos sem comprovação científica e pesquisas científicas de baixa qualidade, bem como à indução do ódio aos jornalistas, profissionais de saúde, pesquisadores e organizações que desempenham um papel fundamental nas questões de saúde pública. 

Um exemplo recente de como o Twitter pode auxiliar o combate de informações falsas, duvidosas e contribuir para a checagem de fatos feita por jornalistas e pesquisadores, fazendo esses conteúdos circularem para o público geral, tem se dado desde o início da pandemia, mas se intensificou com a CPI da Pandemia.

Como a CPI da Pandemia é transmitida pela TV Senado em várias redes sociais e também por outros veículos de comunicação, nem sempre as declarações de depoentes e dos senadores é corrigida e se há algum dado que não corresponde à realidade ou não tem comprovação científica, há um risco grande do telespectador desatento e de jornais que não fazem checagem de fatos assistirem e compartilharem como se fossem informações verdadeiras. 

Diante da velocidade incrível que as informações circulam nas redes sociais, principalmente no Twitter, quanto mais cedo é feita a pesquisa para confirmação dos fatos, melhor para o usuário final. Sabe-se que a desinformação afeta decisões individuais e coletivas, o que é um perigo na pandemia, já que a imunização só terá resultados positivos se as pessoas tomarem a vacina contra Covid-19, por exemplo.

Além disso, a presença de médicos, pesquisadores da área de saúde, organizações e jornalistas contribui para esclarecer dúvidas e lembrar que os riscos de tratamentos sem comprovação científica trazem prejuízos que vão além do financeiro e, em alguns casos, podem até mesmo levar à morte ou provocar danos à saúde.

“Informação correta também é medicação” – Luana Araújo, Médica depoente na CPI da Pandemia ressaltou que embora não seja um fenômeno brasileiro, as fake news ganharam força por aqui. 

Nas últimas semanas, também houve uma indignação coletiva tanto por parte de quem defende tratamentos sem comprovação científica, como por parte de quem sabe quais são os riscos de dar espaço para disseminação de teorias infundadas. A maior parte da população brasileira tem apoiado o trabalho de checagem de fatos, mas anda há uma parcela significativa que se incomoda com as correções feitas e tenta trazer informações duvidosas e até mesmo fake news como se houvesse alguma conspiração da mídia, dos pesquisadores, das agências de saúde e da indústria farmacêutica. 

Pela preocupação com a busca pela verdade e responsabilização, a CPI da Pandemia se tornou um sucesso nas redes sociais, principalmente no Twitter. Com mais de 465 mil mortos por Covid-19 no Brasil e milhões de casos, os ânimos estão mais do que exaltados: 

– Seja pelo luto por familiares, amigos e colegas de profissão; 

– Seja pela indignação coletiva em relação às posturas do presidente Jair Bolsonaro na pandemia que tentou fazer parecer que o vírus era só uma gripezinha desde o início e participou de vários eventos públicos de aglomeração sem máscara, contrariando as recomendações sanitárias; 

– Além de outros políticos e influenciadores, alinhados ou não com o governo, que também espalharam informações falsas sobre a pandemia e/ou recomendam pela internet tratamentos cujas pesquisas já comprovaram a ineficácia.

“Temos que prescrever o que a ciência descobriu. A gente não pode ficar fazendo achismo” – Senadora Zenaide Maia comentou sobre o perigo da falsa esperança que o tratamento sem comprovação dá aos pacientes.

Com o crescente aumento de mortes, de pessoas internadas e inúmeros prejuízos financeiros, parte da população brasileira está mais exigente e se tornou evidente a crescente rejeição às posturas de quem defende tratamento sem comprovação científica contra Covid-19 e/ou de quem nega a grave realidade da pandemia.

Confira alguns perfis no Twitter que ajudam na checagem de fatos de forma geral:

1) Agência Lupa 

2) Rede Análise COVID-19 

3) Observatório COVID 19 BR 

4) AFP Checamos 

5) UOLconfere  

6) Comprova  

7) Bereia  

8) efarsas 

9) fatooufake 

10) Aos Fatos 

O banimento de quem compartilha fake news, especialmente relacionadas à pandemia, ainda é um assunto polêmico. Para quem é defensor da Ciência e da Ética, seria um modo de inibir comportamentos que podem atrapalhar o enfrentamento da pandemia e proteger milhões de vidas, mas quem é propagador de teorias da conspiração se sente injustiçado. 

Uma forma de evitar o banimento de milhares de pessoas das redes sociais é por meio da checagem de fatos e diminuição do alcance dos posts, algo que tem sido feito pelo Twitter, mas também pelo Facebook, Instagram e YouTube.

O que leva alguém a criar e/ou compartilhar informações falsas na internet? Muitas coisas. Desde viés ideológico e crenças, passando por interesses financeiros e eleitorais, até educação, manipulação e questões éticas e morais. Enquanto muitos países estão mais tranquilos em relação à pandemia e conseguiram reduzir drasticamente o número de infecções e de mortes, o Brasil continua mergulhado no caos e com uma vacinação atrasada. 

“A única vacina para ignorância é educação, mas isso também é negligenciado no Brasil”Senador Alessandro Vieira criticou as pessoas que insistem em reproduzir informações sem comprovação científica à CPI da Pandemia

Tudo o que os brasileiros não precisam no momento é de mais desinformação e de um Presidente e políticos reproduzindo discursos negacionistas e/ou incentivando tratamentos sem comprovação científica. Nessas horas, sou grato de ter acesso às informações de qualidade, mas sei que muita gente não tem a mesma oportunidade e por isso, o fenômeno das fake news de saúde acaba sendo tão letal quanto à pandemia.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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