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Destaques

The Good Detective: Série coreana policial sobre antigo caso e a busca pela verdade

The Good Detective é uma série coreana policial que aborda um caso antigo, cujo julgamento levou à sentença de condenação de morte do acusado. Um detetive novato no departamento e um veterano se juntam para descobrir se aconteceram falhas nas investigações policiais. A série está disponível na Netflix . Com 16 episódios em sua primeira temporada, três personagens se destacam: o detetive que participou da investigação do caso, Kang Do Chang (Son Hyeon-ju) , o jovem detetive Oh Ji Hyuk (Seung-jo Jang) e a jornalista investigativa Jin Seo Kyung (Elliya Le) . Quando um novo caso de um suposto assassino confesso da filha do homem condenado ganha a atenção da mídia, muitas dúvidas pairam no ar sobre as motivações e os possíveis envolvidos, fazendo com que os detetives discretamente se aprofundassem nas investigações, mesmo sabendo que poderiam prejudicar as próprias carreiras. Kang é movido pela consciência pesada de ter sido parte do caso do condenado possivelmente inocente sofrer pena de

Torso Killer: Série documental aborda caso de assassino em série que torturava e esquartejava mulheres nos Estados Unidos

Para quem gosta de minisséries documentais sobre casos de crime disponíveis na Netflix, Crime Scene: The Times Square Killer relembra um período de uma das áreas de Nova York marcado por assassinatos que chocaram a população norte-americana, em 1979, e também um pouco do cenário de contracultura repleto de trabalhadoras do sexo, efervescente indústria da pornografia e o seu lado sombrio do comércio das drogas e máfias que controlavam a região.

Com entrevistas de fotógrafos, autores de livros sobre o assunto, especialistas em crimes e até a filha de uma mulher que foi assassinada por Richard Cottingham, que foi apelidado de Torso Killer. Entre os entrevistados estão Vernon Gerbeth, ex-policial com mais de 40 anos de experiência que comandou uma unidade de força-tarefa responsável pela investigação de 400 assassinatos em um ano e o jornalista Rod Leith, investigador com mais de 30 anos de experiência, autor do livro sobre o caso The Prostitute Murders: The People Vs. Richard Cottingham, publicado originalmente em 1983.

Em vez de ficar só no terreno da especulação sobre qual seria o comportamento de Cottingham, um psicopata sádico, um ex-colega de trabalho foi um dos entrevistados e falou um pouco sobre como o ambiente repleto de ofertas sexuais da Times Square parecia exercer um fascínio sobre o assassino que torturava mulheres e diferente de serial killers que gostavam de esconder seus corpos, esse gostava de exibi-los como troféus – revelando sua assinatura.

Além disso, a série documental também traz uma possível vítima de Cottingham que sobreviveu, o que torna o material ainda mais intrigante. Para contextualizar um pouco desse período, a produção também conta com entrevistas de autores de obras sobre sexo e a Times Square que analisaram tanto a relação que alguns homens sentiam em relação às profissionais do sexo, como esse chamariz da Times Square – o lugar ideal para um psicopata obcecado por prostitutas, o qual foi descrito pelo ex-colega como alguém que sabia como encontrá-las e atraí-las.

A dificuldade de colaboração das vítimas com a polícia e com a justiça fizeram com que o assassino permanecesse impune durante um tempo. Inicialmente, acreditavam que os crimes só aconteciam em Nova Iorque, mas depois descobriram que Richard Cottingham dopava e levava suas vítimas para Nova Jérsei. 

Graças às investigações, depoimentos de sobreviventes, depoimentos de ex-colegas de trabalho, evidências e objetos das vítimas encontradas na casa de Richard que ele foi julgado e condenado. Embora durante 30 anos, ele tenha mantido o silêncio sobre seus crimes e se recusou a colaborar com a polícia, uma jornalista conseguiu entrevistá-lo e ele falou abertamente a razão de matar suas vítimas.

O caso de Richard Cottingham é um desses em que a linha entre o tabu, o fetiche sadomasoquista e o comportamento criminal estão interconectados. Ainda que em determinadas situações ele tenha tentado alegar que havia pagado as mulheres porque gostava de bondage – lembrando que nem todas suas vítimas eram profissionais do sexo –, ele não só praticou atos em que sentia prazer em causar dor a elas, como além de violentá-las e assassiná-las de diferentes maneiras, também chegou a esquartejar algumas.

Usando seu verniz de bom trabalhador e homem de família, Richard conseguiu ficar fora do radar por um bom tempo. Em entrevista, o serial killer alegou que outros 80 assassinatos não foram descobertos pela polícia dos Estados Unidos. O padrão do seu comportamento criminal tornou quase impossível não ligá-lo às vítimas, mesmo que ele tentasse inventar desculpas de que era inocente e de que a polícia estava tentando armar contra ele. 

The Torso Killer é só mais um desses assassinos em série que continuaria matando até que fosse capturado... que ninguém se deixe enganar!

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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