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Destaques

Antraz: Documentário da Netflix revela investigações feitas pelo FBI durante anos

Um pouco após os atentados terroristas contra as torres gêmeas, em Nova Iorque, Estados Unidos, no 11 de setembro de 2001, uma ameaça de antraz colocou as autoridades, como o FBI em alerta, e espalhou pânico nos norte-americanos devido à facilidade de se espalhar sem as pessoas saberem.  Dirigido e roteirizado por Dan Krauss e produzido pela Netflix e pela BBC, 21 anos após o ataque e o primeiro caso de circulação do antraz, o documentário Antraz: EUA Sob Ataque (The Anthrax Attacks) leva o telespectador para as investigações do FBI que duraram anos. O que a princípio foi alvo de muita pressão para a solução do caso, principalmente pelo medo dos norte-americanos do esporo da bactéria continuar se espalhando pelas cartas e fazendo mais pessoas adoecerem e/ou morrerem, logo foi caindo no esquecimento conforme as investigações desenrolavam fora dos holofotes.  Com a proximidade do caso do ataque às torres gêmeas, à primeira vista, o pânico generalizado fez com quem os norte-americanos

Criminologia, Facebook e Instagram: Algoritmos falhos fazem vista grossa para perfis falsos e violações de direitos humanos

Nos últimos tempos, tenho percebido uma queda de atividade no Facebook. Reportagens dizem que isto pode acontecer por causa da nova geração estar usando mais outras mídias sociais, como o TikTok, mas também creio que parte disto se deve a uma frustração com tantas mudanças sucessivas, especialmente de algoritmos e para quem trabalha com marketing digital, tornando sempre uma montanha atrás da outra para escalar.

Do ponto de vista social, vejo uma crescente onda de conteúdos atacando minorias, como LGBTQ, pessoas com transtornos mentais e racismo e nada sendo feito para combater. Eu mesmo cheguei a ser vítima em um de vários grupos criados com esta proposta e percebi a dor de cabeça que seria ter que printar comentário por comentário, visto que eram centenas, para então, procurar uma delegacia e depois levar tudo reunido ao advogado.

Fui chamado de esquizofrênico por uma foto sobre bruxaria, mesmo eu não tendo o diagnóstico e ainda que tivesse, recebi vários comentários degradantes, desde questões de intolerância com Wicca, passando por comentários psicofóbicos. O estresse foi um, entre tantos outros, que se acumularam no mesmo período e me levaram a um episódio de Mania (Transtorno Bipolar).

Pior ainda, partindo para questões sexuais, onde era assediado nos comentários por conta de meu corpo, como se o simples fato de eu postar uma foto no meu perfil PESSOAL do Facebook desse a liberdade deles compartilharem com a intenção de me atacar ou de postarem mensagens sexuais nos comentários do grupo. Além disso, chegaram a entrar no meu perfil pessoal e lotaram de comentários. 

Então, me pergunto o que o Facebook tem feito para impedir isso? Se as análises dos conteúdos são puramente feitas por tecnologia ou se ainda estão contratando pessoas para analisarem – como faziam em períodos de escândalos sobre conteúdos ofensivos e criminais.

A pergunta vem, pois mesmo tendo denunciado vários dos comentários e perfis, muitos deles perfis fakes, puramente usados para atacar os outros, em 95% dos casos, a resposta obtida do Facebook era de que o conteúdo não seria removido ou de que o perfil era legítimo. De quebra, recebia uma mensagem automática e genérica de que se o conteúdo estivesse me incomodando eu poderia bloquear as pessoas para que não visse mais, como se isso solucionasse o problema de alguma forma.

PS: Se você precisar denunciar na polícia, dependendo da gravidade do comentário, e você bloquear a pessoa, você não vai ter acesso ao comentário. Logo, o Facebook também falha na orientação, ao não levar em conta esta possibilidade.

Ironicamente, na última semana tentei apagar o meu perfil antigo do Facebook e criar um novo. Em menos de 48 horas, recebi uma mensagem de que o perfil seria deletado, pois não era legítimo e não se encaixava nos padrões da rede social, mesmo após recorrer da decisão. 

Me pergunto: que padrões são esses que permitem perfis falsos e com comportamentos irresponsáveis, antissociais e ofensivos? O perfil era comum e sou da época que o Facebook nem tinha chegado ao Brasil, era usado somente na comunidade internacional.

Chega a ser engraçado, pois quando o Facebook começou a estourar no Brasil, muitos brasileiros reclamavam de que logo se tornaria igual o Orkut, de maneira ofensiva. A verdade é que, como qualquer rede social, o Orkut também tinha seus problemas, porém, o Facebook tem um alcance mais amplo, pois seus algoritmos são bem diferentes: menos relacionados ao seu círculo social. 

O problema não para aí. O Instagram também se tornou um ninho, ou como dizem, uma fazenda de bots. Basta publicar uma foto e usar algumas das hashtags visadas, e em questão de minutos você recebe vários comentários de perfis falsos oferecendo serviços de divulgação. 

Além disso, recentemente, também comentei sobre os cuidados com perfis de bruxos internacionais clonados no Instagram: eles oferecem serviços e vendem produtos e estão repletos de imagens copiadas de um só perfil ou de vários aleatórios. 

Com a aproximação das eleições 2022 no Brasil, creio que logo uma enxurrada de perfis fakes darão as caras nas mídias sociais. Algumas não só usadas para aumentar o número de curtidas, mas com suas próprias agendas, como ataques e intimidações de opositores. Dá para imaginar como será um caos.

Se os algoritmos são falhos, humanos também são, mas quando se tratam de Direitos Humanos, quem melhor do que um ser humano para classificar um conteúdo? Mas não basta qualquer um, é preciso que entenda do assunto. 

O que é inaceitável é perceber que independente do número de denúncias e de pessoas que tiveram seus direitos violados, muitas vezes, além de não ter nenhum suporte, o que sobra é uma amarga sensação de impunidade e de que tudo é permitido. 

Se um perfil recente como o que eu havia criado não era 'bom o suficiente' para os padrões de comunidade do Facebook e foi excluído em 48 horas, por que aqueles que cometem crimes diariamente continuam lá? Fica a dúvida. 

Seja por conta de algoritmo ou humano, o Facebook tem falhado e precisa se responsabilizar.

*Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo. Autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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