Pular para o conteúdo principal

Destaques

Autismo: Asperger jornalista e o silenciamento sobre tratamentos falsos e perigosos

Desde que algumas pessoas descobriram que além de autista/Asperger, sou jornalista, elas me bloquearam e/ou fecharam o perfil para mim. Meu radar dificilmente falha.


Se eu souber de envolvimento com tratamentos falsos, eu não vou ficar em silêncio.

Estou conscientizando para que os familiares façam a parte deles e denunciem profissionais antiéticos, mas se as pessoas se omitirem, quebrarei mais silêncios.

Quando falamos de tratamentos falsos, as pessoas imaginam coisas 'básicas'. O que elas não imaginam são crianças sendo torturadas e morrendo nas mãos de profissionais irresponsáveis e pais que não pesquisaram o suficiente sobre o assunto e foram enganados.

Estão avisados. Nunca escondi minhas intenções. Sou transparente. E não sou o único lutando contra o charlatanismo. Nem todo mundo se posiciona publicamente. Não quer dizer que não estejam de olhos abertos.

Há muita sujeira embaixo do tapete. Profissionais charlatões palestrando em eventos de autismo: algo totalmente contrá…

Amores de plástico

Texto: Ben Oliveira

Enquanto algumas pessoas quando saem de um relacionamento preferem tentar apagar o outro da memória, eu prefiro deixar vivo cada momento e sensação, bons ou ruins. Às vezes é preciso sangrar e enfrentar a realidade. Nem sempre estancar é a melhor solução, quando você sabe que eventualmente este corte vai cicatrizar, todavia, é preciso ser sensato e não deixar que os anticoagulantes te façam perder todo o sangue. Acelerar o processo pode garantir uma melhora momentânea e aparente, mas a longo prazo, em seu interior você pode estar com uma hemorragia.


É preciso esquecer para seguir em frente? Eu diria que é preciso aceitar. Esquecer ou não é opcional.

O ritmo alucinante da Internet tem se incorporado aos nossos cotidianos e, consequentemente, em nossos relacionamentos. Da mesma forma que obtemos informações em questão de segundos, vínculos podem ser criados e desfeitos na mesma velocidade.

Dizem que o amor vem com o tempo: afinal, como é possível amar aquilo, ou melhor, aquele, que não conhecemos? Não confundir a paixão com o amor é fundamental. "Eu te amo", "Você me completa" e "Por onde você andou esse tempo todo?" são ótimas frases de ouvir quando sinceras e vindas diretas do coração. É preciso ter bom senso para dizer palavras que podem mudar a vida de alguém, mas que fora de contexto perdem o sentido.

Alguns momentos depois do relacionamento acabar, o "tudo" torna-se "nada", o "amado" um mero desconhecido e todo o presente e futuro são teletransportados automaticamente para um passado distante.

Bem-vindo à realidade, onde os relacionamentos duram tanto quanto o prazer de comprar aquele lindo par de sapatos da vitrine, que combina muito bem com o coração de plástico do seu manequim favorito.

Leia também: Sobre Amores e Calças Jeans

Veja mais crônicas

Comentários

  1. Incrível. Realmente as pessoas banalizaram o amor. Virou até clichê falar isso, mas é a pura realidade. Sou como tu, não gosto de esquecer, de fingir que nada aconteceu... Estaria sendo injusta com o que EU senti o tempo todo. Parabéns pelo texto Been. Beijo.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Obrigado pelo comentário. Volte sempre!

Mais lidas da semana