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Destaques

The Puppet Master: Série documental da Netflix traz casos de vítimas de um sociopata vigarista

Para quem está procurando algo intrigante para assistir na Netflix , a série documental The Puppet Master: Hunting the Ultimate Conman apresenta uma daquelas histórias que as pessoas nunca se imaginam acontecendo com elas, até que o pior acontece. Um sociopata manipulador encontra várias presas fáceis, interessado no dinheiro delas, ao mesmo tempo em que conta histórias sem pé nem cabeça para isolá-las dos familiares e dos amigos, em uma jornada marcada pelo medo, fuga e diferentes estratégias de lavagem cerebral. Muitas vezes associada às seitas em uma escala maior, muita gente ainda desconhece os danos que uma pessoa manipuladora pode causar, a ponto de duvidar de si mesmo e da própria sanidade, situação que só piora quando ela é incentiva a cortar todos laços e fica presa num ciclo de total dependência da validação do outro, como se tivesse que pedir permissão até para existir. Quantas pessoas foram vítimas de Robert Hendy-Freegard ? A série documental se foca principalmente em tr

Dia do Escritor – Desafios e Vitórias do Profissional Brasileiro

Ontem, 25 de Julho, foi o Dia do Escritor e eu não poderia deixar de lembrar desses profissionais responsáveis pela alegria de milhões de pessoas do mundo todo, criando poesias e poemas, peças teatrais, crônicas, contos, romances, novelas, roteiros, entre diferentes textos e gêneros literários. Mais do que contar uma história, o escritor é responsável por provocar diversas sensações no leitor, apresentar novas realidades e fazê-lo refletir sobre sua própria vida.

Por que é importante comemorar esta data? Todo escritor, como seu protagonista, também é um herói. Depois de terminar de ler o livro A Jornada do Escritor, escrito por Christopher Vogler, percebi os artifícios utilizados para se escrever uma boa história. A mesma jornada realizada por um herói, literalmente, detalhada no livro e baseada nas ideias de Joseph Campbell, autor do livro O Herói de Mil Faces, é feita, metaforicamente, por quem está escrevendo. Da mesma forma que um personagem é convidado para uma aventura e precisa sair do seu Mundo Comum, o escritor aventura-se no mundo das ideias, saindo da sua zona de conforto, enfrentando seus medos e inseguranças, expondo suas visões e concepções sobre a vida e a morte. O fato de todas as pessoas compartilharem problemas universais, faz com que os leitores se identifiquem com as histórias, assistindo a si mesmos através dos olhos dos personagens e sentirem nas próprias peles seus desafios.

A mesma aventura vivida na hora de produzir um texto, exigindo tempo, concentração, solidão, sensibilidade e dinheiro, se repete quando o autor está tentando publicar seu livro. O escritor arrisca no universo das editoras, sendo o seu principal objetivo, após conseguir terminar de escrever e revisar sua história, ver o seu livro ganhar vida, sair da gaveta ou da memória do computador. Ter seu livro selecionado e publicado no Brasil é ainda mais difícil do que em outros países, como Estados Unidos, França e Inglaterra. Enquanto aqui não existem muitos autores e leitores, no exterior as pessoas são incentivadas a lerem desde cedo, tento um público muito maior de leitores e consumidores de livros. Os escritores internacionais são mais prestigiados, além de conquistarem leitores do seu próprio país, também atravessam fronteiras e têm suas histórias adaptadas para o cinema, seriados e teatro. De olho no lucro, as editoras brasileiras acabam valorizando mais os autores internacionais de Best-Sellers do que os escritores nacionais.

Li ontem o texto “Dia do escritor e desabafo”, do Tumblr Encapando, no qual a autora desabafa sobre as dificuldades do escritor brasileiro e do mercado editorial nacional. A autora comenta que após conhecer escritores profissionais, a visão do mercado editorial muda bastante, criticando a falta de pagamento do capista, os ilustradores com artes roubadas e as editoras que não pagam direitos autorais para seus escritores. “Aí o revisor é pago, o capista é pago, o ilustrador é pago, a livraria é paga, o editor é pago, e o escritor fica chupando o dedo igual um imbecil, tendo que AGRADECER por ter sido publicado. Tipo, conseguir a publicação é o pagamento. Como se computador fosse de graça, papel fosse de graça, tempo de pesquisa, luz, café, a ração do gato, o aluguel, fosse tudo de graça. Às vezes parece que escritor não é gente, não paga conta e não precisa comer.”, critica a autora”, critica. O texto parabeniza os escritores pela sua luta, esforço, estudo e dedicação.

Então, no Dia do Escritor, mais do que reconhecer os trabalhos feitos pelos autores internacionais, que possuem uma série de profissionais ajudando e lucrando muito mais do que os escritores nacionais, é preciso que as pessoas valorizem quem escreve no Brasil. Outro desafio encontrado no país são os livros internacionais terem uma tiragem maior e preços mais acessíveis do que as obras nacionais. Em outras regiões a competição é muito maior, mas há espaço no mercado editorial para autores iniciantes, em nosso país são enfrentados outros desafios, além da falta de leitores e de incentivo das editoras, mesmo quando o autor consegue publicar por conta própria ou disponibilizar seus livros em formato digital (eBook) na Internet, ainda há resistência da população.

Fica aqui a minha congratulação, mesmo que atrasada, para todos os escritores brasileiros que continuam lutando e seguindo sua jornada. Como bem lembra a autora com seus desabafos, às vezes, o escritor acaba tendo mais retorno emocional do seu público, arrancando sorrisos e lágrimas dos seus leitores, do que ganhando dinheiro. É, no mínimo, desestimulante para autores iniciantes, imaginarem que podem ficar com os bolsos vazios caso sigam esta carreira, precisando de outros empregos para poder sustentar suas paixões. Não desmerecendo os autores consagrados pela mídia e pelo mercado editorial, que conquistaram (ou não) seus lugares, mas os escritores nacionais são verdadeiros heróis.

Parabéns a todos os escritores!

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