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Destaques

Rede Sombria: Documentários sobre o lado tenebroso da tecnologia

Tecnologia, poder e controle. Se você gosta de Black Mirror e outras histórias de ficção científica, sem dúvidas vai se interessar pela série de documentários Rede Sombria (Dark Net), criada por Mati Kochavi para o canal Showtime, disponível no momento no catálogo da Netflix Brasil.


A série de duas temporadas e um total de 16 episódios aborda diferentes maneiras que a tecnologia foi/será incorporada no nosso dia a dia e quais são/serão seus impactos positivos e negativos e o lado sombrio do universo digital.

Privacidade, polarização, redes sociais, reconhecimento facial, inteligência artificial, relacionamentos virtuais, biohackeamento, crimes cibernéticos, moderadores de conteúdos da internet, abusos policiais, lavagem cerebral, segurança, realidade virtual, entre outros assuntos são discutidos em Rede Sombria.

Ao mesmo tempo em que a internet e a tecnologia podem ser ótimas ferramentas, nas mãos de pessoas mal-intencionadas muitas questões éticas e criminais ainda devem ser discutid…

Resenha: Luminoso (Riley Bloom) – Alyson Noël

Luminoso é o segundo livro da série Riley Bloom, da escritora norte-americana Alyson Noël, publicado no Brasil, em 2011, com tradução de Flávia Souto Maior, pela Editora Intrínseca. O livro de 192 páginas continua a contar a história da irmã de Ever Bloom (da série Os Imortais), Riley, a menina de 12 anos que morreu e foi para Aqui e Agora, onde ela se tornou uma Apanhadora de Almas.

Capa do livro Luminoso (Riley Bloom)
Após a história do primeiro livro, Radiante, no qual Riley descobriu sua missão de orientar outras almas a fazerem a passagem pela ponte e se libertarem do plano terreno, suas aventuras com o seu guia Bhodi e o seu cão Buttercup continuam. Na resenha sobre Radiante, eu disse que a narrativa proporcionava uma boa dose de entretenimento, embora fosse bem superficial, e esperava que Luminoso fosse melhor. Não deu outra: os conflitos da continuação são melhores – ambientado com os personagens principais, o leitor se envolve mais na leitura.

Os primeiros livros de séries da Alyson Noël costumam ser mais lights, porém a partir do segundo, as histórias ficam deliciosas e cria-se certa identificação com seus protagonistas. Embora Riley seja uma pré-adolescente tornando-se um pouco o desenvolvimento de empatia com a personagem para quem tem a minha idade, a menina enfrenta os conflitos que todos os seres humanos passam diariamente, principalmente nesta fase da vida, como lidar com a insegurança, enfrentar um problema, mesmo que pareça grande demais e não desistir.

“Se você acha que sabe como é estar morto – se acha que não passa de uma eternidade ouvindo harpas e relaxando nas nuvens –, bem, pense novamente”.

Riley, Bhodi e Buttercup estão de férias, após terem cumprido suas missões, quando almas que estão presas em seus próprios universos de sofrimentos e o envolvem em seus problemas. Bhodi e Buttercup desaparecem dentro da bolha de pensamentos e emoções de uma garota e seu Cão Espectral / Fera Infernal, fazendo com que a protagonista precise tomar alguma atitude para encontrá-los e ajudá-los.
Além do conflito principal descrito acima, os conflitos secundários se desenrolam simultaneamente. Riley viaja pelas memórias de um príncipe africano, num período da história dele que pode orientá-la a montar as peças desse quebra-cabeça e salvar seus amigos antes que seja tarde demais.

Então, quando Riley descobre informações sobre a menina e sobre as centenas de almas aprisionadas no plano terreno, espíritos que deveriam ter feito a passagem para Aqui e Agora, ela desobedece ao Conselho e seu guia Bhodi e decide tentar ajudá-las, mesmo que essa não tenha sido sua missão.

Creio que a cada livro (ainda não li os outros da série Riley Bloom para saber), Riley torna-se mais independente do apego que tinha a sua irmã Ever. Antes de ela fazer passar pela ponte e se libertar, a garota era obcecada pela vida que a irmã mais velha e ficava indignada de porque ela tinha morrido antes de completar seus 13 anos, sem poder ir ao colégio e continuar fazendo as coisas que tanto gostava.

“... tudo no plano terreno é efêmero. Tudo. No mundo físico a mudança é a única coisa que se pode contar. A mudança é a única constante que existe”.

Com a aceitação gradual de seu destino, Riley apesar de não poder ficar mais velha, acaba amadurecendo. E ao lutar contra os conflitos dos seus antagonistas, ela percebe que, ao mesmo tempo, está enfrentando problemas que ela também costumava ter – logo, além do conflito externo, Riley encara uma batalha contra si mesma.

“Palavras têm o poder de machucar ou de curar, Riley. Podem ser usadas para pintar várias paisagens emocionais. E muitas vezes são influenciadas, se não distorcidas, por aquele que fala... Não há nada como realmente testemunhar algo para compreendê-lo de uma forma verdadeiramente sua”.

A trama envolvente, principalmente para o leitor ideal do livro, não é o único ponto forte do livro. Alyson Noël também aborda questões universais que preocupam não só os seus personagens que já estão mortos, mas também aos vivos, como a necessidade da esperança, do amor e compaixão, de perdoar o outro e perdoar a si mesmo. Muitos dos conceitos e mensagens por trás da narrativa são destaques em religiões e filosofias, como o Espiritismo e o Budismo – como saber desapegar, entender que todos vão morrer um dia, entender que cada um tem suas missões e objetivos e como os pensamentos e sentimentos destrutivos podem tornar sua existência um verdadeiro inferno.

Autora Alyson NoelSobre a autora – Alyson Noël é autora de Radiante – primeiro volume da série Riley Bloom – e da série Os Imortais (Para Sempre, Lua Azul, Terra de Sombras, Chama Negra, Estrela da Noite e Infinito). Nasceu em Orange County, na Califórnia, e após o ensino médio decidiu conhecer o mundo – viajou por toda a Europa e acabou por se fixar na ilha grega de Míkonos. Hoje, de volta aos Estados Unidos, mora com o marido em Laguna Beach, onde trabalha na sequência das histórias de Riley Bloom.

Seus livros ultrapassaram a marca de 6 milhões de exemplares vendidos nos Estados Unidos, 300 mil no Brasil, e, no intervalo de dois anos, oito de seus lançamentos figuraram nas listas de best-sellers de veículos como The New York Times, USA Today, Publishers Weekly, Wall Street Journal e LA Times.Suas obras foram publicadas em 37 línguas e 50 países e acumulam, entre outros prêmios americanos, o National Reader's Choice Award, o NYLA Book of Winter Award e o TeenReads Best Books.

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