Nos dias de silêncio estava dividido entre a fadiga e a ansiedade. Amava escrever, mas sentia como se não tivesse energia suficiente. Não poderia negar: gostava da sensação de estudar. Porém, os conteúdos difíceis eram como pedras: sabia que para algumas coisas precisava de um tempo a mais. Entre aulas mais calmas, intermediárias e complexas, tentava fazer o melhor possível para aprender, sem se comparar com os outros, sabendo que cada um era único e todos tinham suas facilidades e dificuldades. A verdade era que mesmo coisas que gostávamos poderiam nos deixar cansados e tínhamos que tomar cuidado para não entrar em estado de esgotamento. Estava fazendo o possível para deixar a rotina equilibrada, de forma que não tivesse mais sobrecarga mental. O excesso de estudo poderia ser pior do que não estudar. Escrevia para registrar como os dias estavam sendo. Escrevia para matar a saudade de escrever. Escrevia para estudar. Escrevia. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Auto...
A nova edição do livro Amityville (The Amityville Horror), do autor Jay Anson, publicada pela DarkSide Books foi lançada no final de setembro de 2016. A obra de não ficção, de 240 páginas, foi traduzida por Eduardo Alves. Assim como o livro sobre o casal de investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren, o livro sobre a casa mal-assombrada que já ganhou várias adaptações para o cinema e até hoje desperta o interesse dos leitores e curiosos, estava entre os mais aguardados pelos amantes da caveirinha. Farsa ou sobrenatural, Horror em Amityville ainda deixa algumas pessoas com os pelos arrepiados!
"George estava arfando. Só então percebeu que havia alguma coisa estranha na sala de estar. Todos os móveis tinham sido movidos. O tapete fora enrolado. As poltronas, o sofá e as mesas foram empurrados contra as paredes, como se para abrir espaço para muitos dançarinos – ou para uma banda militar!".
Confira um trecho da sinopse de Amityville, escrita pelo reverendo John Nicola:
"O problema tratado por este livro, embora seja tão antigo quanto a humanidade, precisa ser trazido à luz dos criteriosos leitores contemporâneos. Todas as civilizações alguma vez já expressaram certo sentimento de insegurança e temor em relação a relatos inconsistentes, embora recorrentes, de fenômenos que levaram homens a se sentirem vítimas de seres hostis com poderes sobre-humanos. Seres humanos em diferentes sociedades reagiram a esses desafios de diversas maneiras. Palavras, gestos, amuletos ou outros objetos foram usados de maneira ritualística em reposta a ataques demoníacos. Isso valia tanto para as civilizações semitas, como os babilônios e seus temidos demônios Udug, quanto vale para os atuais ritos de exorcismo cristão"
Confira um trecho do prólogo do livro:
A família se mudou no dia 23 de dezembro. Pouco tempo depois, disse Bauman, os Lutz perceberam que o lugar era habitado por alguma força psíquica e passaram a temer por suas vidas. "Eles falaram sobre sentir a presença de alguma energia no interior da casa, algum mal antinatural que ficava mais forte a cada dia que eles permaneciam ali".
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Sobre o autor
Jay Anson nasceu em 4 de novembro de 1921, em Nova York. Escritor e roteirista de diversos curtas de documentários, sua fama chegou ao ápice com Amityville, publicado originalmente em 1977. Após isso, chegou a escrever 666, livro que também lidava com a temática de casas mal-assombradas. Faleceu em 12 de março de 1980, aos 58 anos.
Em breve será publicada uma resenha do livro Amityville aqui no Blog do Ben Oliveira. Este livro foi enviado pela editora DarkSide Books, parceira do blog.