Sem talvez
Não havia talvez quando se tratava de pôr a própria saúde mental em primeiro lugar, especialmente quando o outro a estava negligenciando. Não havia talvez para continuar sustentando um relacionamento que não ia para frente, no qual o outro se negava a se responsabilizar e se colocava constantemente no papel de vítima. Não havia talvez quando você havia se transformado em uma espécie de terapeuta que tinha que ficar ouvindo reclamações e problemas constantes, se sentindo completamente drenado após cada interação. Já não havia espaço para o talvez. Talvez as coisas seriam diferentes se o outro tivesse o mesmo cuidado com a saúde mental que você tem. Talvez a fase ruim iria passar um dia. Talvez a pessoa ia parar de se pôr como vítima e começar a se responsabilizar. Eram muitos talvez que não tinha mais paciência para esperar. Então, não, já havia aguentado mais do que o suficiente. Não era responsável por lidar com os problemas do outro. Não era responsável por tentar levar leveza diante...
Eis aí um tema muito interessante!
ResponderExcluirOlá, Marco.
ExcluirConcordo contigo. Acredito que a biblioterapia deveria ser mais explorada.
Que bacana ter um curso sobre isso. A mim, a literatura já ajudou em diversos momentos. Eu sou uma pessoa muito sentimental e bastante ansiosa também. Os livros me ajudam a acalmar, a focar e a chorar. Pra mim, é importante poder chorar, se não fico acumulando coisas ruins em mim.
ResponderExcluirVidas em Preto e Branco