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Destaques

Meses sem fumar cigarro

Seis meses. Metade de um ano. O que antes parecia só algo impossível de acontecer, havia se tornado realidade: conseguira passar 6 meses sem fumar cigarro.  Estaria mentindo se tinha dias em que não se imaginava fumando ainda, mas estava feliz por conseguir resistir à tentação, sabendo que uma vez que tinha decidido não ia dar um passo para trás. Há seis meses, talvez estaria fumando enquanto escrevia o texto ou quem sabe ouvindo música e usando o Instagram, mas as coisas tinham mudado e ainda bem. Por mais difícil que seja no início. Passei por várias tentativas e falhas e não sinto vergonha, precisava criar resiliência antes de conseguir parar o cigarro de vez.  Difícil, sim. Impossível, não. Seria mentira dizer que é fácil, embora algumas pessoas tivessem mais facilidade do que outras para parar de fumar cigarro. Porém, nem todo mundo era igual e para algumas pessoas, a fissura continuaria aparecendo de tempos em tempos. Porém, a informação importante é que a fissura por ci...

Pediatras recomendam que pais leiam livros para bebês e crianças

A leitura de livros é recomendada desde os primeiros anos de vida. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, os pais devem ler para as crianças, tanto para desenvolver a afetividade quanto para estímulo cerebral.


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Em entrevista ao Portal Clickbebê, a neuropediatra Liubiana Arantes Araújo comentou que nessa fase da vida é importante estimular as crianças através da leitura e mostrar como uma atividade prazerosa, ajudando com o desenvolvimento do cérebro e facilitando o aprendizado.

Assista ao vídeo:



"Receitar livros" é uma prática recomendada pela Academia Norte-Americana de Pediatras e pela Sociedade Brasileira de Pediatras. No Brasil, a prática conta com o apoio do Itaú Social que tem um projeto de incentivo à leitura para a criança e já distribuiu mais de 51 milhões de livros impressos, entre eles milhares de obras em braile e com fonte expandida para pessoas com deficiência visual.

De acordo com informações da Sociedade Brasileira de Pediatria, durante os primeiros anos de vida há uma proliferação de sinapses muito grande e aproveitar essas janelas de oportunidades para a estimulação e desenvolvimento do cérebro pode contribuir para a melhor qualidade de saúde.

Segundo um artigo publicado em 2008 na Arch Dis Child, pelos autores E Duursma, M Augustyn e B Zuckerman, a leitura em voz alta para crianças ajuda no desenvolvimento da linguagem e habilidades que podem ajudar futuramente no desenvolvimento do sucesso na hora de ler e escrever.

Além de estimular a interação verbal, com um melhor aprendizado do vocabulário, os pesquisadores relataram que quanto mais cedo o desenvolvimento da linguagem, mais efeitos positivos nos primeiros anos escolares.

Outros benefícios da leitura para e com as crianças: desenvolvimento da autoestima, atenção conjunta, conhecimentos sobre narrativas e contato com a literatura (desenvolvimento da escuta e da oralidade, desenvolvimento da imaginação e capacidade criativa e construção de sentido).

O hábito da leitura na infância está relacionada às classes sociais. As associações de pediatras recomendam que os pais leiam para que seus filhos não tenham tantas dificuldades na alfabetização, ajudando a reduzir a disparidade acadêmica. Além da leitura, a conversa e o canto também são considerados importantes para o desenvolvimento infantil.

De acordo com a Academia Norte-Americana de Pediatria, é importante que os pais leiam com emoção, prestando atenção na voz e nas expressões faciais. Os médicos sugerem o planejamento de um tempo para leitura diariamente, fazendo perguntas e falando sobre sentimentos, mesmo quando a criança já pode ler. Segundo os profissionais, a construção de hábitos saudáveis podem ter benefícios duradouros.

No Brasil, uma pesquisa mostrou que além de fazer bem para as crianças, os pais que leem para crianças também tiveram maior estimulação cognitiva e maior quantidade e qualidade de interações de leitura do que os que não liam.

Apesar dos conhecimentos dos benefícios da leitura em estudos comportamentais para desenvolvimento da linguagem oral e da leitura, um estudo publicado no jornal da Academia Norte-Americana de Pediatria, em 2015, procurou investigar os efeitos no cérebro. A pesquisa feita com crianças de 3 a 5 anos de idade com utilização de neuroimagem confirmou a hipótese de que a estimulação por meio da leitura ativa circuitos neurais de compreensão de narrativas do lado esquerdo do cérebro, o qual facilita imagens mentais e extração de significado (processamento semântico).

Em um país em que a leitura é desvalorizada por muitos adultos, o desafio de estimulação desde a infância é maior, o que nos lembra da importância do investimento em educação, em bibliotecas e livrarias (levando em conta que existem cidades que os moradores não têm acesso aos livros), eventos de contação de histórias e atividades culturais, para que mais crianças tenham contato com os livros.

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*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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