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Destaques

Causa Autista, História e Divergências Políticas no mundo inteiro

Para quem acha que o que acontece no Brasil é inédito, basta conhecer a história do autismo. As divergências políticas são parte da história do autismo. Cada conquista aconteceu por causa das lutas dos movimentos sociais organizados.


Leia: A História do Autismo: 10 Motivos para ler o livro Outra Sintonia

O Brasil não inventou o fogo. As pessoas poderiam fazer escolhas melhores se estudassem mais. Serve para quem quer falar de política, mas não conhece as questões biológicas também.

Sobre o mundo das organizações brasileiras, já falei algumas vezes: nenhuma me contempla. Nenhum dos lados acerta sempre nem vai acertar, pois cada lado tem seu viés e puxa mais para o que acredita.

O que é melhor para um autista, pode não ser para o outro, seja por questões sociais ou neurobiológicas: o assunto SEMPRE será complexo, pois o autismo é complexo, não é simples como as pessoas fazem parecer.

Quem paga o preço? Quem é invisibilizado. Quem já tem diagnóstico, dificilmente se importa com os que não…

Vencendo o TDAH: 10 Motivos para ler o livro sobre adultos com o transtorno

Os números de diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade não param de crescer. Isso acontece por vários motivos, entre eles: temos mais informações sobre o transtorno nos dias atuais, mais profissionais capacitados para o diagnóstico e porque há uma relação predisposição genética (hereditariedade).


No livro Vencendo o TDAH: Adulto, os autores Russell A. Barkley e Christine M. Benton abordam desde informações introdutórias sobre o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade até questões de diagnóstico, tratamento e prejuízos na vida da pessoa. A obra foi publicada pela editora Artmed, em 2011, com tradução de Magda França Lopes.

Os autores dividiram o livro em cinco passos, entre eles: Para começar, seja avaliado; Mude o seu pensamento: Conheça e assuma o seu TDAH; Mude o seu cérebro: Medicações para controlar o TDAH: Mude a sua vida: Regras cotidianas para o sucesso e Mude a sua situação: Controlando o TDAH em áreas específicas de sua vida.

Compre o livro Vencendo o TDAH: Adulto (Russell A. Barkley e Christine M. Benton): https://amzn.to/2WxVOgX



Texto da imagem: TDAH – Um padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade que interfere no funcionamento e no desenvolvimento, caracterizado por;


Há evidências claras de que os sintomas interferem no funcionamento social, acadêmico ou profissional ou de que reduzem sua qualidade. (DSM-V)

Entre tempos diferentes de reação, comportamentos impulsivos e/ou desatenção, pessoas com TDAH também podem ter outras condições associadas. Embora o livro não cite a Síndrome de Asperger (Espectro autista), existem casos em que a pessoa pode ter ambas condições, assim como existem casos em que a pessoa pode ter Altas Habilidades/Superdotação e TDAH (Dupla Excepcionalidade), ou até mesmo Síndrome de Asperger, TDAH e Altas Habilidades/Superdotação.

A parte das comorbidades do livro achei bem superficial, mas quem sabe um pontapé inicial para quem não entende muito do assunto. Entre as condições associadas citadas no livro estão: Transtorno Desafiador Opositivo; Transtorno de Conduta/Transtorno de personalidade antissocial; Transtornos por uso de substâncias; Ansiedade e Depressão.

Confira 10 motivos para ler o livro Vencendo o TDAH: Adulto (Russell A. Barkley e Christine M. Benton):


1) Tabu


O brasileiro ainda trata condições neurológicas, como o autismo (Síndrome de Asperger) e TDAH, e transtornos mentais, como tabus. No Brasil, há uma falha de diagnósticos, seja por resistência da pessoa procurar ajuda (caso da vida adulta), da família (no caso de crianças e adolescentes) ou pela falta de conhecimento sobre o assunto.

Tratar condições neurológicas como o TDAH, como um tabu, pode levar a pessoa a uma vida de sofrimento: as pessoas ao redor podem não entender seus comportamentos e a própria pessoa pode se sentir desnorteada em diversas situações, afetando sua autoestima e levando a comorbidades, como ansiedade e depressão.

2) Aceitação


A aceitação faz parte da vida. Muitas pessoas acham que diagnósticos servem para limitar ou rotular. Vindo de alguém que teve o diagnóstico de Síndrome de Asperger somente aos 29 anos, assim como muitos profissionais, eu posso afirmar que o diagnóstico dá um norte, uma direção para seguir e explicações para situações que não entendíamos.

Muitos adultos com TDAH podem relutar ao receber diagnósticos. Há pessoas que podem achar que o diagnóstico está errado, outras podem negar procurar ajuda profissional, pois acreditam que não precisam e/ou têm receio de tomar medicamentos.

Sem a aceitação, a jornada se torna mais difícil. Muitas pessoas só procuram ajuda quando percebem que o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade provocou muitos prejuízos à vida, afetando amizades e vida social, relacionamentos amorosos, educação, bem-estar, emprego e se envolvendo com comportamentos de risco (vícios, direção perigosa – acidentes de trânsito etc.).


3) Estratégias


É muito mais fácil dar conselhos quando não temos determinadas condições. Pessoas com TDAH podem e devem buscar orientação especializada. Como acontece com inúmeras condições, é preciso saber se o profissional tem alguma experiência com outros pacientes com o transtorno, especialmente adultos.

Embora os remédios tenham duração limitada, desenvolver estratégias pode fazer toda diferença. Por isso, em muitos casos, é preciso que a pessoa busque acompanhamento com psicólogos que entendam sobre como o TDAH influencia e afeta as funções executivas. Sem o conhecimento sobre as questões da neurociência e experiência com outros pacientes com TDAH, o paciente pode se sentir desmotivado e desorientado.

4) Tratamento


Os autores do livro citam alguns dos principais remédios utilizados no tratamento do TDAH. Segundo os autores, os medicamentos são os tratamentos mais eficazes do momento para controlar o TDAH, ajudando com o comportamento.

“As pesquisas realizadas na última década mostraram que essas medicações realmente corrigem ou compensam os problemas neurológicos latentes no TDAH. Mas elas só funcionam enquanto estão em sua corrente sanguínea e em seu cérebro, o que significa que você tem de prosseguir com o seu uso para continuar obtendo os seus benefícios” – Russell A. Barkley e Christine M. Benton, Vencendo o TDAH: Adulto

5) Questionar informações duvidosas


Como acontece com inúmeras condições e transtornos, os autores lembram da importância de aprender a questionar o conteúdo que está consumindo. Atualmente, qualquer pessoa pode produzir conteúdo e mesmo jornalistas e profissionais com segundas intenções (financeiras) podem espalhar informações erradas sobre o TDAH.

Toda condição que influencia o comportamento pode levar ao desespero de algumas pessoas e à procura de métodos alternativos, porém, é preciso ter em mente que a ciência existe para nos orientar.

6) Diferenças entre a infância e a vida adulta


O livro se foca nos adultos com TDAH. Existem diferenças de como o TDAH afeta a vida da pessoa de acordo com a faixa etária? Com certeza. As responsabilidades que temos quando somos crianças são diferentes daquelas quando somos adolescentes e adultos.

“Se você já foi diagnosticado com TDAH, por que o avaliador não percebeu outra coisa que também estava errada? Em um mundo ideal, sua avaliação para o TDAH teria revelado quaisquer outras condições que você tenha. Mas, neste planeta imperfeito, muitos fatores podem ter impedido que outras condições se revelassem. Talvez você e o avaliador estivessem tão fixados na ideia do TDAH que menosprezaram outros sintomas que assomavam no pano de fundo de sua história” – Russell A. Barkley e Christine M. Benton, Vencendo o TDAH: Adulto

Os autores citam alguns dos cuidados que a pessoa precisa ter para manter um estilo de vida saudável e alguns dos riscos relacionados ao TDAH: sedentarismo, sobrepeso, uso de substâncias, ignorar problemas de saúde etc.

7) Não se desespere


Os autores do livro tratam o assunto com leveza, de forma que a pessoa não fique desesperada. Aprender a rir de si mesmo e aceitar algumas situações não significa que a pessoa não vai buscar ajuda e formas de compensar suas dificuldades, mas que ela não precisa tratar o assunto como se fosse uma tragédia.

8) Material de estudo para estudantes e profissionais


Com um material fácil de entender, acredito que Vencendo o TDAH: Adulto pode ser um livro legal de trabalhar em sala de aula e para capacitação de profissionais. Lembrando que não são só os psiquiatras, neurologistas e psicológicos (neuropsicólogos) que atuam com pacientes com TDAH, mas inúmeros outros profissionais da área pedagógica e áreas médicas, especialmente nos casos de condições associadas, como transtornos de aprendizagem e espectro autista.

9) Autoconhecimento


Todos nós somos afetados pela maneira que nos percebemos e somos percebidos pelos outros. Para adultos com TDAH, aprender mais sobre sua própria condição pode possibilitar desenvolver mais autoconsciência (perceber erros e acertos) e aprender com a experiência de outras pessoas e de profissionais que reuniram estratégias que funcionaram para outros pacientes.

“O TDAH pode literalmente ser uma enfermidade ameaçadora à vida. A própria natureza dos sintomas do TDAH, particularmente a inibição e o autocontrole deficitários, expõe você ao risco de ter uma vida mais curta. Se não pode considerar seriamente as consequências futuras de seu comportamento, não vai ficar preocupado o suficiente com os comportamentos conscientes em prol de saúde, como fazer exercícios físicos, seguir uma dieta adequada e moderar o uso de cafeína, tabaco e álcool” – Russell A. Barkley e Christine M. Benton, Vencendo o TDAH: Adulto

Pessoas com TDAH estão mais suscetíveis a acidentes, sejam de carro até outras lesões. Por esse e tantos outros motivos, como a autoconsciência limitada, a pessoa precisa encontrar estratégias para lidar com a impulsividade e desatenção, bem como tomar cuidado em dobro.

10) Empatia


Para muitas pessoas, é difícil sentir empatia quando você não sabe o que acontece na vida dos outros. Pessoas com TDAH podem perder amigos, abalar relacionamentos amorosos e ser mal-interpretados no ambiente de trabalho, especialmente quando elas não fazem ideia sobre sua própria condição. Nestes casos, o diagnóstico pode fazer muita diferença.


Texto da imagem: TDAH: Desatenção (Alguns dos comportamentos de desatenção)*

– Frequentemente perde coisas necessárias e é esquecido para atividades cotidianas:
– Com frequência, é facilmente distraído por estímulos externos;
– Adolescentes e adultos podem se esquecer de retornar ligações, pagar contas, manter horários agendados. (American Psychiatric Association)

*Alguns dos comportamentos de quem tem TDAH. Para ter um diagnóstico, a pessoa precisa ter seis ou mais dos critérios (não estão todos listados aqui) e ter um impacto negativo nas atividades sociais e acadêmicas/profissionais.

Os autores falam sobre como o TDAH não-tratado pode trazer vários prejuízos para a pessoa. Além de ser um livro recomendado para adultos com TDAH, também é uma leitura interessante para pessoas que convivem com quem tem o transtorno, como familiares, colegas de trabalho e universidade e parceiros.

E você, já leu o livro Vencendo o TDAH: Adulto? Ficou com vontade de ler? Compartilhe!

*Ben Oliveira é escritor, blogueiro, jornalista por formação e Asperger. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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Comentários

  1. Olá ben, meu nome é Gabriela e concordo com absolutamente tudo o que vc escreceu sobre os profissionais relacionado a saude mental!
    Penso que deveriamos promover palestras disseminando essas informações pois temos uma sociedade cega em relação a isso

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