Pular para o conteúdo principal

Destaques

Quando a previsão do tempo erra

Quando a previsão do tempo erra podemos ficar felizes ou frustrados. Se gostamos de sol e não queremos chuva ou frio, é uma alegria quando a previsão do tempo erra. A verdade é que nem sempre a previsão do tempo acerta e está tudo bem. O mesmo vale sobre pessoas – há momentos em que podemos ficar felizes ou frustrados –, mas fazia parte da vida. Então, quer você estivesse torcendo por um dia de chuva ou desejando que o sol tomasse conta, é importante lembrar que nem sempre o que queremos, é o que o outro quer e está tudo bem. É até um exercício de empatia, de se colocar no lugar do outro e tentar entender, como duas pessoas poderiam querer coisas opostas. Havia aprendido que mais de uma coisa poderia ser verdade. Então, havia conseguido tomar sua dose diária de sol. Precisava, pois ajudava na sua regulação do humor. Mas também entendia quem se alegrava com a chuva e o frio. Mudávamos com o tempo e as previsões do tempo também mudavam. Ficamos felizes, frustados, mas dificilmente indife...

Teorias do Jornalismo: Teoria do Gatekeeper

A Teoria do Gatekeeper, também conhecida como Teoria da Ação Pessoal, surgiu em 1950 e aplicada ao jornalismo por David Manning White. O fluxo de notícias passaria por ‘gates’ ou ‘portões’. O gatekeeper ou ‘porteiro’ é o editor das redações, aquele que seleciona o que será ou não publicado.

White conseguiu testar a sua teoria com base numa pesquisa, publicada em 1950, realizada com um jornalista de meia-idade num jornal norte-americano, ‘Mr. Gates’. O jornalista teve que relatar durante uma semana o por quê da rejeição de algumas notícias. “As decisões do jornalista eram altamente subjetivas e dependentes de juízos de valor baseados no “conjunto de experiências, atitudes e expectativas do gatekeeper”, relata Traquina sobre as conclusões de White. Com os resultados da pesquisa, White descobriu que a maioria das notícias eram rejeitadas pela falta de espaço, depois por causa da pouca importância, de relatos do mesmo acontecimento, falta de qualidade da escrita e acontecimentos em locais muito distantes. A teoria, também conhecida como Ação Pessoal, por Shudson, em 1989, dizia que as notícias eram explicadas como um produto das pessoas e das suas intenções.

É possível contestar a Teoria do Gatekeeper, por causa da visão limitada de White. O teórico acreditava que o gatekeeper era o responsável pelas notícias, ignorando as influências das organizações, da linha editorial, do público-alvo, da audiência e entre outros fatores, que são levados em consideração quando é abordada a Teoria Organizacional. Novamente, assim como feito com a Teoria do Espelho, por meio da análise diária de produtos jornalísticos é possível observar que não é somente o gatekeeper o principal fator de influência das notícias. É claro, que ao selecionar o que será publicado ou não, o editor tem um poder de grande importância no jornalismo, mas deve-se admitir que existem outras influências, por exemplo, sabe-se que os editores dentro de uma redação nem sempre podem escolher o que deseja, já que este responde ao Editor-Chefe, que responde ao Diretor de Jornalismo e ao proprietário da empresa jornalística.

A falta de espaço para publicação de notícias, um dos critérios de exclusão utilizado pelos gatekeepers, pode ser resolvida na internet, em que há mais liberdade relacionada ao tamanho dos textos, à quantidade de fotografias, à duração dos áudios e dos vídeos. A criação de edições especiais, se preciso, seria ótimo para contextualizar melhor as informações.

Fica aqui a minha indignação em relação aos espaços especiais destinados a abordar notícias de grande impacto, como o casamento real britânico, que não tem relevância alguma para a população brasileira. Enquanto os veículos abrem espaço para esta abordagem, excluem assuntos que poderiam ser mais interessantes para o público brasileiro. O jornalista precisa saber selecionar o que é de relevância para a sociedade e construir a realidade, não somente refletí-la, de forma a situar o receptor. É ilusão acreditar que está nas mãos dos editores tudo o que será publicado ou não, assim como é acreditar que o jornalista está somente refletindo os acontecimentos, de forma neutra, ambos os aspectos sofrem uma série de influências e interferências que podem ser explicados por meio das outras teorias do jornalismo.

Nos debates da área sobre o jornalismo aborda-se que se o jornalista antes era um mero reprodutor da realidade, agora este poderá tornar-se um mero gatekeeper. A seleção de notícias é fundamental, mas será que o papel do jornalista será cumprido somente na função de editor?

Leia sobre as outras Teorias do Jornalismo:

Mais lidas da semana