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Destaques

Emocionados

Emocionados, talvez seja o que somos. Criamos expectativas, torcemos pelo melhor e mesmo quando as coisas estão difíceis, não desistimos. Eu não me lembro de quando tinha sido a última vez que tinha me envolvido tanto assim por uma causa: reeleger alguém que eu acredito que vai representar meus interesses. Não me lembro de ver tanta gente fazendo correntes. Tanta gente se seguindo, comentando, compartilhando e enviando conteúdo. Enfim, tanta gente engajada. Não posso mentir que no início não tenha ficado com medo de entrar em euforia, mas logo tudo foi se encaixando e me dei conta que independente de diagnósticos, sou um humano com os meus desejos como qualquer outra pessoa. Escrevo na esperança de lembrar os dias de luta. Escrevo para lembrar que mesmo diante da impossibilidade de se posicionar no Instagram, muitos encontraram outras redes sociais para fazer isso, como o X/Antigo Twitter, o Threads, o Facebook e o TikTok. Há algo mágico em conhecer novas pessoas e compartilhar suas af...

Teorias do Jornalismo: Teoria Construcionista

Na Teoria Construcionista a notícia é vista como construção social, ou seja, esta ajuda a construir a própria realidade. Esta teoria, adaptada ao jornalismo nos anos 70, opõe-se à Teoria do Espelho, por motivos citados por Traquina como, a impossibilidade de estabelecer uma distinção radical entre realidade e os meios noticiosos que devem refletir essa realidade; a inexistência de uma linguagem neutral; a influência de fatores organizacionais, orçamentais e à imprevisibilidade dos acontecimentos.

A notícia considerada uma construção não é ficcional, mas muitos profissionais da área ainda acham que considerá-la uma estória ou narrativa tira o valor de realidade. O que teóricos do construcionismo, como Gaye Tuchman, Schudson, Bird, Dardenne e Stauart Hall tentam explicar é que a notícia deixa de ser um simples relato, e passa a ser considerada como uma construção, pois podem apresentar diferentes enfoques ou versões de um mesmo fato. “A conceitualização das notícias como estórias dá relevo à importância de compreender a dimensão cultural das notícias”, argumenta Nelson Traquina.

Segundo pesquisadores do jornalismo, como Schlesinger, é importante analisar o jornalismo pela abordagem etnometodológica, e não somente pelo produto jornalístico, como outras concepções fazem. Advinda de uma corrente da sociologia americana, a etnometodologia surgiu no final da década de 1960. A observação acadêmica da rotina nas redações jornalísticas possibilitou a compreensão das ideologias e das práticas profissionais dos jornalistas, corrigindo a visão mecânica do processo de produção. Para Nelson Traquina, esses estudos contribuíram com o entendimento do jornalismo: importância da dimensão trans-organizacional (Networking informal e Conexão cultural); o reconhecimento das rotinas como elementos cruciais, que englobam e são constitutivas de ideologia; corrigem as teorias instrumentalistas.

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