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Destaques

Quente e frio

Quente e frio, quente e frio, assim era a dança do ansioso e do Evitativo. Era somente quando se tornava consciente que poderia tentar mudar as coisas, mas não era algo que dependia só de uma pessoa. A imprevisibilidade do outro era algo que poderia ser gatilho para quem era ansioso e esperava um porto seguro. Talvez fosse esperar demais do outro. Talvez antes precisava encontrar segurança dentro de si mesmo. Quando as coisas estavam quentes tudo fluia com tal facilidade, que era como uma química queimando os dois. Mas era quando tudo se tornava frio que tudo parecia incerto e melhor deixar pra lá. A dança continuava. A dança continua. Quantos de nós estamos dançando e não nos damos conta? Quantos ficam torcendo para a coreografia mudar? Quantos acham que não conseguirão seguir uma última dança? Quente e frio. Te quero e tanto faz. Nenhuma certeza. Nenhuma esperança. Chega o dia em que o quente acaba se tornando frio é tudo acaba. Frio e frio. *Ben Oliveira é escritor, formado em jorna...

Teorias do Jornalismo: Teoria Construcionista

Na Teoria Construcionista a notícia é vista como construção social, ou seja, esta ajuda a construir a própria realidade. Esta teoria, adaptada ao jornalismo nos anos 70, opõe-se à Teoria do Espelho, por motivos citados por Traquina como, a impossibilidade de estabelecer uma distinção radical entre realidade e os meios noticiosos que devem refletir essa realidade; a inexistência de uma linguagem neutral; a influência de fatores organizacionais, orçamentais e à imprevisibilidade dos acontecimentos.

A notícia considerada uma construção não é ficcional, mas muitos profissionais da área ainda acham que considerá-la uma estória ou narrativa tira o valor de realidade. O que teóricos do construcionismo, como Gaye Tuchman, Schudson, Bird, Dardenne e Stauart Hall tentam explicar é que a notícia deixa de ser um simples relato, e passa a ser considerada como uma construção, pois podem apresentar diferentes enfoques ou versões de um mesmo fato. “A conceitualização das notícias como estórias dá relevo à importância de compreender a dimensão cultural das notícias”, argumenta Nelson Traquina.

Segundo pesquisadores do jornalismo, como Schlesinger, é importante analisar o jornalismo pela abordagem etnometodológica, e não somente pelo produto jornalístico, como outras concepções fazem. Advinda de uma corrente da sociologia americana, a etnometodologia surgiu no final da década de 1960. A observação acadêmica da rotina nas redações jornalísticas possibilitou a compreensão das ideologias e das práticas profissionais dos jornalistas, corrigindo a visão mecânica do processo de produção. Para Nelson Traquina, esses estudos contribuíram com o entendimento do jornalismo: importância da dimensão trans-organizacional (Networking informal e Conexão cultural); o reconhecimento das rotinas como elementos cruciais, que englobam e são constitutivas de ideologia; corrigem as teorias instrumentalistas.

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