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Destaques

Seis meses sem cigarro

Seis meses sem cigarro. Há um tempo parecia algo impossível de alcançar e aqui estava ele: estaria mentindo se dissesse que ainda não tinha fissura, mas havia conseguido controlar bem mais como nunca imaginara antes. Seis meses davam uma sensação boa. Seis meses sem fumar um cigarro, mesmo passando por inúmeras situações de estresse e de ansiedade. Seis meses aprendendo a regular as emoções de forma a não descontar no vício. Os meses iam passando. Datas que antes pareciam impossíveis se tornam reais. Já imaginara quando seria quando completasse um ano sem cigarro. Ia escrevendo para comemorar e lembrar que os pequenos dias também importavam. Escrevia para lembrar que o difícil não era impossível e qualquer um poderia conseguir se livrar do cigarro, por mais difícil que parecesse no início. Escrevia para agradecer a si mesmo por ter se libertado de algo que fazia tão mal e muita gente ainda acreditava que fazia bem. Escrevia para deixar claro que não queria voltar atrás e mesmo nos dias...

Teorias do Jornalismo: Newsmaking

A Teoria do Newsmaking se opõe a Teoria do Espelho, ao rejeitar que as notícias não são reflexos da realidade, e defende que o jornalismo é uma construção da realidade. De acordo com os principais teóricos desta teoria, como Halloran, Berger, Luckman, Cohen, Young, Tuchman, este novo paradigma surgido nos anos 70 rejeita a Teoria do Espelho por três razoes principais: “É impossível estabelecer uma distinção radical entre a realidade e os media noticiosos que devem mostrar por que as notícias ajudam a construir a própria realidade; Defende a idéia que a própria linguagem não pode funcionar como comunicadora direta do significado inerente aos acontecimentos, por que a linguagem neutral é impossível; É da opinião de que os media noticiosos constroem de forma inevitável a sua representação dos acontecimentos”.

Newsmakers

Jornalista e publicitária, a Doutora em Ciências Políticas Maria Tereza Garcia conta em seu artigo “Violência e Medo, elementos extintos no newsmaking do jornalismo público”, que o Newsmaking leva em consideração o jornalista por meio de seu repertório, vivência e experiência no momento em que vai definir qual será o tema e a construção da notícia, preocupando-se também com os interesses do veículo em que trabalha, mas desconsiderando o público.

De acordo com a Teoria do Newsmaking, as notícias não são distorções da realidade e não cabe ao jornalista com suas atitudes políticas o papel de determinante no processo de produção das notícias. A socióloga Gaye Tuchman ressalta alguns pontos que devem ser levado em consideração, como considerar a notícia como uma estória, é admitir que esta tem uma realidade construída e uma própria realidade interna, não que esta seja fictícia. Ainda de acordo com Tuchman, por mais que o jornalista tente participar ativamente na construção da realidade, este profissional ausente da autonomia estará sempre submisso a um planejamento produtivo. O jornalista Felipe Pena dá como exemplo uma situação em que um repórter televisivo tem uma boa história sobre o Governo para contar e de alta relevância para a população, mas acaba esbarrando em fatores como a falta de tempo para editar a matéria. Seguindo a lógica de produção, a prioridade acaba sendo a de abordar a figura mais representativa, o que não indica necessariamente que o conteúdo esteja sendo manipulado a favor do Governo. Esta situação me faz refletir no sentido de quê se o tempo é um dos fatores limitantes, por que não aguardar uma próxima edição para abordar o que aconteceu com diferentes enfoques, procurando mostrar fontes que não sejam somente as oficiais. Se o assunto é de relevância para a população, nada mais justo que a informação seja tratada com seriedade e aprofundamento necessários.

Por que alguns fatos têm mais chances de tornarem notícias do que outros? Na Teoria do Newsmaking, o que define o que poderá ser noticiado ou não, dentre diversos assuntos, já que existe uma limitação, são os critérios de noticiabilidade. Enquanto algumas informações são de importância para a sociedade e deveriam ser assuntos pautados em diversos veículos de comunicação, mas não se tornam notícias, existem aqueles casos em que envolvido a um acontecimento está um personagem famoso e acaba tornando-se destaque nacional ou até mesmo, internacional. Um exemplo bastante atual foi o casamento real britânico entre o príncipe William e Kate Middleton. Alguns jornais televisivos, publicações impressas, jornais online e radiojornais abordaram com bastante frequência informações sobre o acontecimento, além da transformação em notícias de assuntos pouco relevantes relacionados ao casamento.

Com tantas informações mais importantes para se transmitirem, por que optar por uma sensacionalista? O envolvimento de pessoas famosas implica uma maior possibilidade de se transformar o acontecimento em notícia e como a mídia de massa supostamente divulga o que é de interesse público, esta consegue influenciar a população.

É importante diferenciar o quê o público quer como informação e o quê a mídia deve informar para o público. Muitas vezes, preocupados com a audiência, os veículos jornalísticos acabam perdendo o propósito de suas funções.

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