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Destaques

Desbloqueio

Após uma série de ciclos que chegaram ao fim, se viu diante da carência, aquela mesma que fizeram esquecer tudo de errado que o outro havia feito. Por alguns segundos, se viu encarando o contato do outro e quando se deu conta: o desbloqueio. A verdade era que se havia sido bloqueado em primeiro lugar, havia um motivo para isso. Porém, a mente sempre esperando que o outro poderia mudar e que as coisas poderiam ser diferentes, às vezes, tomava conta de tudo em um processo de autossabotagem.  Uma vez que o número era desbloqueado e não tinha o contato salvo no celular, ele simplesmente desaparecia e se tornava quase uma missão impossível bloquear novamente. Tudo o que poderia torcer era para que o outro fizesse contato: não porque queria conversar, mas porque precisava consertar as coisas. Depois de tantos meses sem se falarem, como conseguir dizer com todas letras que já não via mais sentido em continuar tentando um relacionamento com alguém que não via problemas no próprio comportam...

Teorias do Jornalismo: Teoria Construcionista

Na Teoria Construcionista a notícia é vista como construção social, ou seja, esta ajuda a construir a própria realidade. Esta teoria, adaptada ao jornalismo nos anos 70, opõe-se à Teoria do Espelho, por motivos citados por Traquina como, a impossibilidade de estabelecer uma distinção radical entre realidade e os meios noticiosos que devem refletir essa realidade; a inexistência de uma linguagem neutral; a influência de fatores organizacionais, orçamentais e à imprevisibilidade dos acontecimentos.

A notícia considerada uma construção não é ficcional, mas muitos profissionais da área ainda acham que considerá-la uma estória ou narrativa tira o valor de realidade. O que teóricos do construcionismo, como Gaye Tuchman, Schudson, Bird, Dardenne e Stauart Hall tentam explicar é que a notícia deixa de ser um simples relato, e passa a ser considerada como uma construção, pois podem apresentar diferentes enfoques ou versões de um mesmo fato. “A conceitualização das notícias como estórias dá relevo à importância de compreender a dimensão cultural das notícias”, argumenta Nelson Traquina.

Segundo pesquisadores do jornalismo, como Schlesinger, é importante analisar o jornalismo pela abordagem etnometodológica, e não somente pelo produto jornalístico, como outras concepções fazem. Advinda de uma corrente da sociologia americana, a etnometodologia surgiu no final da década de 1960. A observação acadêmica da rotina nas redações jornalísticas possibilitou a compreensão das ideologias e das práticas profissionais dos jornalistas, corrigindo a visão mecânica do processo de produção. Para Nelson Traquina, esses estudos contribuíram com o entendimento do jornalismo: importância da dimensão trans-organizacional (Networking informal e Conexão cultural); o reconhecimento das rotinas como elementos cruciais, que englobam e são constitutivas de ideologia; corrigem as teorias instrumentalistas.

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