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Destaques

Fim da série

Há uma sensação de prazer quando chega o fim da série. Se despedir dos personagens com os quais pôde acompanhar suas histórias ao longo de várias temporadas, especialmente se for série antiga. Enquanto muitas novas séries têm apostado em um formato mais curto, alguns até de minissérie, teve uma época boa em que as séries pareciam sem fim. Mas mesmo as séries que pareciam sem fim, também chegam ao final. É gratificante a sensação. É como dizer adeus e agradecer pelo tempo juntos.  Então, se antes você torcia para que a série chegasse ao fim logo, agora você torcia por cada minuto, para que tivesse mais tempo juntos. Quantos dias tinha passado assistindo a série? Quantos episódios assistiu? Perdera a conta, mas de uma coisa estava certo: o alívio de encerrar mais uma série, abrindo espaço para novas descobertas e consciente de que cada minuto assistindo valeu a pena, entre erros e acertos.  *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escritpa...

Jornalismo Literário é destaque do Em Foco

Publicado quase um ano após a sua produção, o Em Foco – Jornal Laboratório do Curso de Jornalismo da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), de Campo Grande (MS), do mês de Junho de 2013 – tem como tema o Jornalismo Literário e traz reportagens feitas por acadêmicos e ex estudantes que já estão atuando no mercado de trabalho.

A edição nº 157 do Em Foco foi orientada pelos professores de Jornalismo da instituição: Jacir Alfonso Zanatta e Cristina Ramos, com apoio do Coordenador do Curso de Jornalismo da UCDB, Oswaldo Ribeiro. As reportagens literárias foram produzidas pelos acadêmicos: Luane Morais, Luis Augusto Akasaki, Maria Izabel Costa, Mayara Bueno, Paula Gomes, Rafael Monge, Taryne Zottino e Thaiany Regina.

Após estudar com esses alunos e jornalistas, fiquei feliz em perceber o quanto os seus textos se desenvolveram durante os anos de graduação, principalmente quando eles se aventuraram no Jornalismo Literário. Enquanto alguns acadêmicos têm muita facilidade com as palavras e textos soltos, outros estão tão acostumados com o modelo padrão das redações jornalísticas que não conseguem se livrar das amarras dos manuais.

De textos engessados e pirâmide invertida, bastante comum no Jornalismo Impresso e Jornalismo Online, com foco nas informações, nesta edição do jornal laboratório é possível conferir reportagens mais humanizadas, explorando mais as sensações e detalhes, dando um toque de literatura, deixando a leitura mais agradável, saborosa e envolvente, sem se prender à correria das notícias do cotidiano.

Duas reportagens publicados têm como fundo o Pantanal de Mato Grosso do Sul, sendo um texto sobre o “minhocão” – uma criatura do imaginário das comunidades ribeirinhas que pode chegar de uma margem a outra do Rio Paraguai e naufragar embarcações – e o outro sobre a hospitalidade do povo pantaneiro, bastante acolhedor aos visitantes. As matérias foram escritas por quem já tem certa intimidade com a região pantaneira, demonstrando simpatia e paixão pela temática e vontade de tornar mais conhecida e valoriza uma comunidade, muitas vezes, negligenciada pelos grandes veículos de comunicação.

Exemplos de solidariedade também são resgatados nas reportagens, como a adoção de animais e sua transformação no comportamento dos humanos, pessoas que levam alegria para os hospitais, levando alto astral e esperança às crianças doentes e um vendedor de balas sorridente e carismático que deixa as pessoas felizes, mesmo após ter sofrido um acidente que o deixou na cadeira de rodas, tendo que mudar sua rotina para sobreviver, por ter perdido o outro emprego.

O lazer também está presente no jornal, com uma reportagem sobre o Escotismo, no qual um participante do movimento relata sua paixão pela aprendizagem e ajudar os outros e outra sobre a Dança do Ventre, como uma forma de expressar a alma e fascinar o público.

A última reportagem do jornal conta um pouco sobre a vida de um comerciante, dono de uma banca de jornais e revistas de Campo Grande (MS), e como ele faz para fidelizar seus clientes, pensando nos consumidores antes do lucro, com atendimento personalizado e simpatia.

Mais do que informar, as páginas do jornal convidam o leitor para vivenciar as histórias, conhecendo seus personagens e realidades. O jornalismo literário reforça a arte de contar histórias, função do jornalista que, às vezes, é deixada de lado, quando o profissional se preocupa somente com os dados e números, esquecendo-se do principal, do elemento humano. Mais fascinante do que ler uma narrativa de ficção e se encantar, é ficar maravilhado com histórias do cotidiano e viajar pelas páginas de um jornal, sem se tornar algo maçante e previsível.

Para quem estuda na UCDB, os jornais estão disponíveis em alguns corredores da instituição de Ensino Superior. Infelizmente a presente edição ainda não está presente na página do Em Foco, mas para quem tiver interesse, outras edições do jornal laboratório podem ser conferidas online: http://www3.ucdb.br/emfoco/index.php?menu=impresso_edicoes.

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