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Destaques

Antraz: Documentário da Netflix revela investigações feitas pelo FBI durante anos

Um pouco após os atentados terroristas contra as torres gêmeas, em Nova Iorque, Estados Unidos, no 11 de setembro de 2001, uma ameaça de antraz colocou as autoridades, como o FBI em alerta, e espalhou pânico nos norte-americanos devido à facilidade de se espalhar sem as pessoas saberem.  Dirigido e roteirizado por Dan Krauss e produzido pela Netflix e pela BBC, 21 anos após o ataque e o primeiro caso de circulação do antraz, o documentário Antraz: EUA Sob Ataque (The Anthrax Attacks) leva o telespectador para as investigações do FBI que duraram anos. O que a princípio foi alvo de muita pressão para a solução do caso, principalmente pelo medo dos norte-americanos do esporo da bactéria continuar se espalhando pelas cartas e fazendo mais pessoas adoecerem e/ou morrerem, logo foi caindo no esquecimento conforme as investigações desenrolavam fora dos holofotes.  Com a proximidade do caso do ataque às torres gêmeas, à primeira vista, o pânico generalizado fez com quem os norte-americanos

Best-seller: a literatura de mercado – Muniz Sodré

Best-seller: a literatura de mercado é o nome do livro escrito por Muniz Sodré e publicado em 1998, pela editora Ática e integrante da série Princípios, cuja abordagem é a análise dos gêneros narrativos e autores da literatura de massa.

Segundo o autor, a literatura pode ser classificada em literatura culta ou literatura de massa, também conhecida como best-seller ou folhetim. Enquanto algumas obras são voltadas para um público que gosta do reconhecimento artístico dado pela academia, escola e círculo de leitura, outras são as queridinhas da massa, consideradas envolventes e emocionantes.

Para entender melhor como funciona essa diferença de produção literária, através das diferentes ideologias de seus autores, produção e consumo, Muniz Sodré analisou diversos livros, como Os Mistérios de Paris, de Eugène Sue, levando em conta aspectos como arquétipos míticos, atualidade informativa-jornalística (informar o leitor sobre fatos, teorias e doutrinas), pedagogismo (intenção de ensinar alguma coisa, ideologia do autor) e a retórica culta ou consagrada (modo de escrever, consagrado pela literatura anterior).

Após a breve análise sobre o livro, Muniz Sodré fala sobre os folhetins, romances que eram publicados em jornais, uma das responsáveis pelo reconhecimento e sucesso de diversos escritores, já que aguçava a curiosidade dos leitores que ficavam aguardando os próximos capítulos das narrativas, tinham preços baixos, grande tiragem e era legitimada pelo seu consumo.

Duas palavras que o autor enfatiza quando se trata de folhetim ou best-seller são o entretenimento e a curiosidade, elementos buscados pelos leitores destas obras. De acordo com Sodré, diferente da literatura cultura que priorizava a língua e sua técnica, a literatura de massa se foca na intriga, através de sua estrutura clássica (princípio-tensão, clímax, desfecho e catarse).

Muniz Sodré comenta sobre o herói, personagem presente desde o gênero literário grego da epopeia e que faz sucesso até os dias atuais – alguns escritores e roteiristas, por exemplo, utilizam a estrutura da Jornada do Herói, inspirados nos heróis da mitologia grega, como Hércules. Segundo o autor, os leitores gostam de se projetar nos heróis, com seus desejos e vontade de escapar do cotidiano.

O pesquisador argumenta que o gênero predominante da literatura de massa é o épico (romance, conto, novela) e aborda um pouco sobre cada uma de suas subdivisões, como romance policial, ficção científica, romance de terror e romance sentimental, comentando escritores que fizeram e fazem sucesso nestes gêneros literários e caracterizando suas narrativas e protagonistas.

Algumas receitas e modelos de narrativas que conquistaram o público continuam sendo utilizados por autores, e para Muniz Sodré, somente o conteúdo dos elementos variam.

Os sucessos das radionovelas e novelas televisivas no Brasil são comentados. O que vende muito em outros países, como Estados Unidos e Londres, pode não ser desejado pela massa brasileira, que gosta de histórias em que se identificam com os personagens e suas realidades.

Apesar de ter sido publicado há mais de dez anos e os best-sellers de hoje não serem os mesmos daquela época, as obras analisadas por Muniz Sodré ainda fazem sucesso nos dias atuais e como suas estruturas de literatura de massa são reaproveitadas, o livro é uma ótima maneira de aprender mais sobre esses fenômenos de vendas e sua relação com a ideologia, produção e consumo.

*Ben Oliveira

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