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Destaques

Murder By The Coast: Documentário espanhol da Netflix sobre casos de jovens assassinadas traz dilemas éticos

Murder By The Coast (Homicídio na Costa do Sol/El caso Wanninkhof - Carabantes) é um ótimo documentário de crimes para quem deseja entender os impactos do julgamento antecipado pela imprensa sobre casos mal investigados, influenciando a opinião pública, quando só existem indícios, mas nenhuma prova. Lançado pela Netflix em 2021, o filme espanhol foi dirigido por Tània Balló e roteirizado por Gonzalo Berger . Em mais de 20 anos, muita coisa mudou no mundo. Mas há outras que ainda servem como ótimo exemplo de erros e acertos, especialmente no que diz respeito aos casos criminais, opiniões públicas, preconceitos e faltas de evidências. O documentário traz o caso da adolescente Rocío Wanninkhof que foi assassinada em 1999 e na ansiedade para encontrar um culpado, diante da falta de informações concretas, tudo toma um rumo que se fossem contar, poderiam jurar que se trata de um enredo de ficção. Os depoimentos de profissionais envolvidos ou que estudaram o caso só enriquecem o documentári

Leituras do final de Abril

Mais um mês se encerra. Abril se foi e do ponto de vista da leitura e produtividade da escrita vai deixar lembranças, já na vida pessoal nem tanto. Durante este mês li 17 livros, dos quais seis foram resenhados aqui para o blog: O Sincronicídio (Fabio Shiva), Sombras e Nefastos (Ricardo Bellissimo), Negro Amor (Ricardo Bellissimo), Sufoco (Ricardo Bellissimo), Bereshith, Segredos Profundos (Abraão Dias) e ! – Antologia de Contos Fantásticos (Org. Rubem Cabral).

Os livros que eu havia lido e havia me proposto a ler até o final do mês podem ser conferidos no post: Leituras de Abril. Alguns livros eu não terminei de ler, estou intercalando a leitura e pegando mais base para retomar depois, como Anatomia da Crítica (Northrop Frye) e Para Ler Como um Escritor (Francine Prose).


Esta semana fui na Saraiva e comprei quatro livros relacionados à escrita e literatura, dos quais dois eu já terminei de ler:

A Personagem – Beth Brait: o texto simples e direto apresenta algumas informações sobre o papel das personagens na literatura. Esperava um pouco mais do livro, mas com menos de 100 páginas e um tom introdutório foi o suficiente para anotar algumas obras recomendadas ao longo do livro e na bibliografia comentada.

Como Analisar Narrativas – Cândida Vilares Gancho: o livro também faz parte da série Princípios e foi publicado pela Editora Ática, a mesma de A Personagem. O texto dá uma breve noção ao leitor de como analisar narrativas, de acordo com o seu gênero literário, enredo, narrador, tempo, espaço e personagens. Também vale a pena como introdução e aproveitar as referências bibliográficas para se aprofundar melhor no assunto.

Ainda nesta lista dos livros que comprei esta semana está A Espécie Fabuladora: Um Breve Estudo Sobre a Humanidade, escrito por Nancy Huston. Já estou na metade do livro e amando cada página. O ensaio aborda questões sobre a humanidade, na qual a autora afirma que todos os seres humanos são contadores de histórias e que precisamos da ficção para dar sentido às nossas próprias existências. Uma dose de literatura, psicanálise e experiências pessoais, Nancy Huston propõe reflexões prazerosas.

À medida que estou revisando um romance e pensando em maneiras de melhorá-lo, estou lendo em doses homeopáticas o livro Writing a Novel and Getting Published For Dummies, do George Green e Lizzy Kremer. O livro é bem prático para quem quer aprender mais sobre a escrita de romance, construção de personagens, estruturação da narrativa, com vários exemplos do que fazer ou não, referências e recomendações de leitura.

Aproveitei que minha irmã está viajando para ler dois livros Young-adults dela: Maldosas e Impecáveis, ambos da série Pretty Little Liars, escritos por Sara Shepard. Apesar de já saber praticamente tudo o que acontece com os personagens por causa da série televisiva, gostei da maneira que a história é narrada e pude perceber a dificuldade de transformar em imagens alguns recursos possibilitados pela linguagem textual, como os pensamentos.

Também comecei a ler Laranja Mecânica, do Anthony Burgess. Aliás, até agora só li as notas do tradutor. Quero ler a obra com calma. Fiquei impressionado com as dificuldades que os tradutores encontram para tornar a obra mais legível e fico me perguntando até que ponto a tradução ajuda ou atrapalha no entendimento das ideias propostas pelo escritor, já que ele inventou algumas palavras em uma mistura de inglês e russo que são intraduzíveis para o português, mas mesmo assim encontraram alguns termos para substitui-las.

Literatura e Sociedade, do Antonio Candido, entra na lista dos livros que devo começar a ler no início de maio.

Autor ou editora interessado em parceria, entre em contato: ben-oliveira@hotmail.com

E você, o que tem lido? Alguma recomendação de leitura? Abraços a todos!

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