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Destaques

12 Graphic Novels que você precisa ler

Começou como uma forma de experimentação na leitura. Apesar de gostar de tirinhas, nunca tinha me aventurado pelo universo das graphic novels, como aconteceu há alguns anos – pelo menos, não de forma que me interessasse.

Percebo que cada vez mais pessoas estão se interessando pelos diferentes formatos de narrativas. Acho válida toda forma de contação de histórias e acredito que elas podem criar experiências complementares. Há espaço para todos gostos.


Com doze indicações de leitura, dá para ler um livro por mês ou ler todos em um só mês, dependendo do ritmo de leitura e da fome por histórias de cada um. Entre temáticas mais sociais e outras mais fantasiosas, as graphic novels podem ser uma porta de entrada para outros livros, como podem ocupar um espaço central no coração de quem é aficionado por histórias ilustradas.

Histórias que podem ir muito além de um passa-tempo, como se acreditava antigamente, mas também proporcionar reflexões sobre a vida, juntando o melhor dos dois mundos: d…

Resenha: A Aprendiz – Trudi Canavan

Terminei de ler o segundo livro da Trilogia do Mago Negro: A Aprendiz, da escritora Trudi Canavan. O livro de fantasia, de 544 páginas, foi publicado no Brasil em 2012, pela Editora Novo Conceito, traduzido por Frank de Oliveira e Júlio Monteiro de Oliveira.

Eu esperava a mesma simplicidade de O Clã dos Magos, o primeiro livro da trilogia, e fui surpreendido por A Aprendiz. A história está mais desenvolvida, possui mais sub-tramas, núcleos narrativos e conflitos. Se por um lado é bom, pois percebi como a Literatura de Fantasia pode ser complexa e como a autora fez para organizar os capítulos e eventos da história, por outro se torna um pouco cansativo ao leitor. Não importa o quanto você deseja saber qual será o destino da protagonista, Sonea, antes vai ter que saber o que aconteceu aos outros personagens, o que por vezes pode se tornar frustrante.

Para quem leu O Clã dos Magos, sabe que no final do livro, Sonea decide se tornar uma maga. A jovem consegue que Lorde Rothen torne-se oficialmente seu guardião e a oriente. Os dois personagens e o mago Lorlen guardam um segredo, uma suspeita de magia negra envolvendo Akkarin, o Lorde Supremo – embora eu não seja muito fã de comparar livros, é impossível não se lembrar de Harry Potter.  Esse conflito é o principal da trilogia e é abordado na história dos três livros e deve ter mais ênfase no terceiro, como o próprio título lembra, O Lorde Supremo.

Um personagem que senti falta neste livro é o jovem Ceryn, o amigo de Sonea, com o qual ela conviveu quando morava na favela. Ele aparece de forma breve em A Aprendiz, sem nenhuma ênfase. Fiquei curioso para saber se ele volta a ter destaque no terceiro livro ou se perdeu sua força de personagem secundário.

Enquanto Lorde Rothen e Lorlen precisam manter o segredo sobre Akkarin para que nenhum outro mago descubra e haja uma confusão, o mago Dannyl é enviado para outro destino para descobrir mais sobre o que o Lorde Supremo descobriu sobre magia antiga. A narrativa se torna ao mesmo tempo fascinante e cansativa, na qual o leitor acompanha a viagem de Dannyl. É legal essa mudança de cenários, embora o ponto principal talvez seja a mensagem por trás do envolvimento dele com Tayend.

Logo, a história de A Aprendiz é narrada por um narrador-observador onisciente, que tudo sabe, mas não necessariamente tudo revela. O leitor acompanha os desafios de Sonea ao tentar se adequar na Universidade do Clã dos Magos, desde o desenvolvimento dos seus poderes até o bullying sofrido pelos outros colegas, em especial graças ao seu inimigo, Regin, por causa de sua origem. Mas, diferente do primeiro livro em que era possível acompanhar o núcleo de Sonea, Ceryn e Rothen, no segundo livro, além de Rothen, o leitor também acompanha os conflitos de Lorlen e Dannyl, tornando a narrativa mais rica e complexa, porém exaustiva.

Rothen perde sua força como personagem neste livro ao ser afastado de Sonea. O filho dele, o mago curador Dorren faz algumas aparições e acredito que no livro O Lorde Surpremo ele tenha mais destaque, não revelarei os motivos para não estragar a surpresa do leitor. Embora a leitura de A Trilogia do Mago Negro esteja sendo prazerosa e reflexiva, ela também é bem óbvia e previsível – não sei se por estar habituado a algumas técnicas de escrita para prender o leitor, eu esteja conseguindo antever as ações da escritora.

Para quem ansiava por cenas de luta, onde Sonea testa suas habilidades, creio que A Aprendiz saciará sua vontade, porém só o suficiente para que o leitor continue instigado para ter noção de como será a batalha mais importante. Regin atormenta Sonea praticamente o livro inteiro, seja por inveja ou puro prazer. Apesar de Rothen e Lorlen serem experientes, a inércia deles diante de Akkarin chega a incomodar. E Dannyl acaba se mostrando um personagem fascinante em suas aventuras e pesquisas, cruzando o mar, estreitando seus laços com Tayend e mergulhando nas descobertas do Lorde Supremo.

Bom, chega de falar sobre a história do livro. Não quero estragar a surpresa de ninguém, embora como dito acima, a narrativa não é marcada por suspense. O que mais gostei no livro A Aprendiz foi na sua importância de fazer o leitor refletir questões como o bullying, a homofobia e o preconceito – uma ótima prova de que os livros de ficção não são meros passatempos, mas podem sim estimular quem está lendo a buscar o conhecimento e a questionar situações do cotidiano. Enquanto em O Clã dos Magos o desafio de Sonea era ser aceita para entrar no clã, no segundo livro o desafio é depois que ela já está estudando e sofre com os brincadeiras de mau gosto e agressões.

Já estou ansioso para começar a ler O Lorde Supremo. O Clã dos Magos tem 446 páginas, A Aprendiz 544 páginas e O Lorde Supremo tem 624 páginas. Dá para perceber como a autora fez para habituar o leitor à linguagem da história e aos poucos começou a aprofundar os conflitos e recompensas dos personagens. Acredito que o próximo livro da trilogia do Mago Negro prometa mais cenas de combates, mistérios e deva ter uma mensagem tão legal quanto os dois outros livros.

Para quem gosta de promoções de livros, consegui comprar a minha Trilogia do Mago Negro por R$ 39,90 no Submarino. Os valores podem variar, no entanto compensa mais comprar o box dos livros do que comprá-los separados.

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