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Destaques

Pediatras recomendam que pais leiam livros para bebês e crianças

A leitura de livros é recomendada desde os primeiros anos de vida. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, os pais devem ler para as crianças, tanto para desenvolver a afetividade quanto para estímulo cerebral.


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Em entrevista ao Portal Clickbebê, a neuropediatra Liubiana Arantes Araújo comentou que nessa fase da vida é importante estimular as crianças através da leitura e mostrar como uma atividade prazerosa, ajudando com o desenvolvimento do cérebro e facilitando o aprendizado.

Assista ao vídeo:



"Receitar livros" é uma prática recomendada pela Academia Norte-Americana de Pediatras e pela Sociedade Brasileira de Pediatras. No Brasil, a prática conta com o apoio do Itaú Socialque tem um projeto de incentivo à leitura para a criança e já distribuiu mais de 51 milhões de livros impressos, entre eles milhares de obras em braile e com fonte expandida para pessoas com deficiência visual.

De acordo com informações da Sociedade Brasil…

5 Vídeos de Conscientização sobre Autismo e crises

Too Much Information (Muita Informação) é o nome de uma campanha da The National Autistic Society, uma organização do Reino Unido de caridade para autistas (incluindo também Síndrome de Asperger) e seus familiares.


Os dois vídeos mais recentes da campanha se focam em personagens autistas do sexo feminino, o que é bem importante levando em conta os preconceitos e falta de informação sobre autismo. Durante muitos anos, muitos mitos sobre autismo foram espalhados, influenciados pela dificuldade de diagnóstico de meninas e mulheres.

Para entender melhor sobre as estatísticas do autismo a nível nacional e mundial, primeiro, teriam que melhorar a identificação e diagnóstico de autistas e não falo só na infância, principal foco de algumas organizações de autistas, mas também de pessoas com diferentes idades. Parece chocante para alguns, mas muitos autistas leves (Síndrome de Asperger) só conseguem o diagnóstico na fase adulta e alguns até quando são idosos.

Familiares de pessoas com menos acesso aos recursos de saúde e menos acesso às informações podem ter mais dificuldade de obter o diagnóstico correto, independente da idade, especialmente em casos sem prejuízo intelectual e com leve ou nenhum prejuízo de linguagem funcional – como a condição é invisível, se até mesmo os profissionais têm dificuldade de identificação, quem dirá os familiares que têm menos contato com o universo do autismo.

Segundo, teriam que ter interesse no desenvolvimento de políticas públicas, capacitação profissional e estratégias de inclusão. Existem muitos autistas que são moradores de rua e não fazem a mínima ideia, pessoas que têm limitações de interações sociais e nunca tiveram as mesmas oportunidades, por exemplo, assim como existem autistas sem diagnóstico que conseguiram se estabilizar e têm receio de buscar diagnóstico por causa do preconceito.

Sem entender a própria condição e sem respeitar os próprios limites, o autista pode lidar com esgotamento (burnout autístico) sem nem se dar conta dos motivos. Autistas passando por esgotamento ficam mais suscetíveis às crises sensoriais e temporariamente podem apresentar dificuldades com habilidades executivas (organização e tomadas de decisões), dificuldades com autocuidado, letargia, mutismo seletivo e/ou fala lenta e falta de motivação.

No Brasil, ainda há um trabalho longo de conscientização sobre autismo a ser feito. Municípios estão adotando as placas de atendimento preferencial. Muitas pessoas não entendem que autistas lidam com questões sensoriais que podem provocar crises, em alguns casos por causa da iluminação, dos barulhos, da movimentação, dos cheiros...

Quem tem autista na família ou é autista sabe que muitos ambientes não são adequados/adaptados levando em conta os problemas de processamento sensorial, provocando desde desconforto e estresse até crises. Como muitos autistas lidam com diferença de processamento, situações que são comuns e não incomodam não-autistas podem ser muito intensas e sobrecarregar quem está dentro do espectro autista.

Além da hipersensibilidade sensorial (transtorno do processamento sensorial), a campanha da National Autistic Society também aborda o excesso de informações e como as mudanças inesperadas podem provocar crises em autistas. Entre as crises comuns em autistas estão o meltdown (colapso nervoso) e shutdown (se desligar temporariamente) e a exaustão ao longo prazo pode levar ao burnout (esgotamento).

Os vídeos das campanhas em inglês já foram vistos por milhões de pessoas e mostram a importância da mídia na conscientização. Porém, além de ser importante abordar as questões das crises, dentro do site da organização é possível encontrar informações em inglês com dicas de inclusão, serviços e questões de saúde e educação, para que as pessoas entendam melhor a vida de autistas.

*Alguns dos vídeos podem causar mal-estar em autistas por causa da luminosidade e sons.


Confira 5 vídeos de campanhas de conscientização sobre autismo e crises:












Para mais informações (em inglês):

Visite o site da campanha Too Much Information: https://www.autism.org.uk/get-involved/tmi.aspx

Site da The National Autistic Society: https://www.autism.org.uk/

Veja também: Mary e Max: Adulto autista, solidão e amizade 

8 Livros sobre Autismo que poderiam ser traduzidos para o Brasil 

Autismo: Adultos autistas, saúde mental e informações falsas 

A Diferença Invisível: Tirinha sobre Síndrome de Asperger e o preconceito 

Why Adult Aspies Aren’t Being Diagnosed: A Human Rights Crisis 

*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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