É na esperança de uma virada que muita gente se uniu e se posicionou. Há tempos não vinha tanta mobiliza nas redes sociais. Foi algo lindo de ver. Uma virada ainda é possível? Tudo pode acontecer em uma semana. Vejo as pessoas tirando um tempo para engajar e conhecer outras pessoas que vão votar no mesmo candidato. E quando a pesquisa mostrou virada, não havia como não sentir esperança. A verdade era que muita gente tinha medo de se posicionar, mas com a chegada das eleições, sabia que não havia tempo a perder Então, seguia escrevendo, na esperança de que ainda fosse possível. Na esperança de que dias melhores viriam. Na esperança de uma virada. Como com grande parte dos artistas por aqui não tinha como ser diferente. Nem mesmo era uma opção a se considerar. Tudo o que poderia fazer era torcer para uma virada. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror Escrita Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Br...
A Diferença Invisível: Tirinha sobre Síndrome de Asperger e o preconceito
A descoberta tardia da Síndrome de Asperger envolve quebrar uma série de preconceitos, especialmente da classe médica, psicólogos e profissionais da saúde desatualizados. Embora a história seja ambientada na França, país com histórico de problemas em relação ao autismo, a realidade do Brasil não fica tão atrás.
No livro A Diferença Invisível, inspirado na história real de Julie Dachez, a personagem Marguerite lida com o preconceito de todos cantos e encontra aceitação dentro da comunidade Aspie.
Embora a inclusão de Síndrome de Asperger no Transtorno do Espectro Autista possa ter facilitado na garantia de direitos, do ponto de vista de diagnósticos o problema ainda permanece. Profissionais que esquecem que autistas podem ser completamente diferentes e dois Aspergers podem ser distintos.
Imagem da graphic novel A Diferença Invisível, das autoras Julie Dachez e Mademoiselle Caroline, publicada no Brasil pela Editora Nemo.
Indicação de leitura para quem quiser entender sobre os desafios do diagnóstico tardio na fase adulta, o despreparo da área da saúde e como as pessoas se revelam preconceituosas sobre o que elas desconhecem.
Sinopse: Marguerite tem 27 anos, e aparentemente nada a diferencia das outras pessoas. É bonita, vivaz e inteligente. Trabalha numa grande empresa e vive com o namorado. No entanto, ela é diferente. Marguerite se sente deslocada e luta todos os dias para manter as aparências. Seus movimentos são repetitivos e seu universo precisa ser um casulo. Ela se sente assolada pelos ruídos e pelo falatório incessante dos colegas. Cansada dessa situação, ela irá ao encontro de si mesma e descobrirá que é autista – tem a Síndrome de Asperger . Sua vida a partir daí se transformará profundamente.
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Já indiquei várias vezes. É uma das melhoras leituras sobre descoberta tardia de autismo (fase adulta). Mostra os perrengues e os preconceitos de todos lados: amigos, médicos e profissionais de saúde, namoro etc. Poucos materiais abordam o autismo na fase adulta, especialmente a dificuldade de conseguir diagnóstico formal. Muitos aspies do mundo inteiro se contentam com o autodiagnóstico por causa da falha e despreparo profissional sobre Transtorno do Espectro Autista.
*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.