Os dias de sono voltaram. Dias em que parecia que não importava o quanto dormisse, sentia mais vontade de dormir. Uma fome sem fim. Seria desejo de sonhar? Vontade de esquecer um pouco a realidade? Ou quem sabe algo ligado à mudança de tempo? Não sabia definir completamente. Sabia que os dias estavam passando. Sabia que faltavam poucos dias para completar um ano sem cigarro, aquilo que costumava usar para manter acordado ao se levantar junto com o cafezinho. Em um ano muita coisa poderia mudar. E era inevitável não encarar as mudanças. Tinha dias de nostalgia, mas também dias em que queria se manter firme no momento presente. Escrevia para manter viva a chama da criatividade. Escrevia para se entender melhor e também para que o leitor se compreendesse. Escrevia. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror Escritpa Maldita , p ublicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) e O Liv...
Diversidade Invisível: Assista a palestra com autista diagnosticada aos 35 anos
Nos últimos anos, houve um aumento da disseminação de informações sobre autismo na internet. Embora a visão de profissionais da saúde seja importante, muitos autistas têm contado o seu lado da história. Na palestra Invisible Diversity, a redatora freelancer e vlogger Carrie Beckwith-Fellows compartilha sua história de como foi diagnosticada aos 35 anos e de como isso a possibilitou enxergar a vida através de uma nova perspectiva.
Carrie conta sobre os inúmeros diagnósticos errados que recebeu ao longo da vida. Para quem não sabe. além de ser difícil encontrar profissionais que entendam de autismo em muitos países, como alguns autistas aprendem a mascarar seus traços autísticos ao longo da vida, ainda é complicado para algumas pessoas reconheceram que estão no espectro autista e/ou encontrar quem possa fechar o diagnóstico formal.
“Existe um grupo de pessoas de voz única, cuja grande diversidade está tão bem escondida que é invisível, mesmo para elas mesmas [...] As pessoas autistas veem, ouvem e sentem o mundo de forma diferente” – Carrie Beckwith-Fellows
Seja pela pressão de ser mais sociável ou pela habilidade de imitar e repetir os comportamentos dos outros, muitos autistas só descobrem na vida adulta. Porém, como o mundo pode ser intenso para uma pessoa no espectro autista, seja pelo excesso de estímulos sensoriais ou pelo estresse, ansiedade e depressão de não ter noção das próprias dificuldades e se comparar com não-autistas, uma das principais causas de morte de autistas é o suicídio.
Na palestra, Carrie fala sobre a importância da identidade e aceitação de comportamentos que podem aliviar a ansiedade de autistas, mesmo que cause desconforto para algumas pessoas.
Assista a palestra Diversidade Invisível: A História do Autismo Não Diagnosticado:
Sobre a palestrante
Carrie Beckwith-Fellows é redatora freelance e vlogger da Inglaterra. Ela escreveu para várias publicações on-line, incluindo o Huffington Post, Autistica, a National Eating Disorders Association EUA e seu próprio blog, onde ela compartilha a realidade de viver com autismo e Síndrome de Ehlers Danlos. Consciente de que um diagnóstico tardio pode causar problemas com identidade, relacionamentos e percepção, ela lançou um site que explora a experiência única de pós-diagnóstico para conscientizar e apoiar outros autistas diagnosticados como adultos.