Pular para o conteúdo principal

Destaques

Resenha: Adeus, Promessas – Kristin Halbrook

 O livro Adeus, Promessas (Every Last Promise)  é um recorte narrativo de como um grupo de amigas, suas vidas e relacionamentos podem se transformar completamente por causa do silenciamento sobre algo desolador e indefensável. A obra de Kristin Halbrook conta com tradução de Lavínia Fávero e foi publicada pela editora Plataforma 21 (V&R Editoras) , em 2016. Compre o livro Adeus, Promessas (Kristin Halbrook):  https://amzn.to/3os3Z7W Narrado em primeira pessoa por Kayla , o romance é contado em duas épocas: Primavera e Outono , que podem ser vistos tanto como períodos temporais, como metáforas de como a vida da protagonista mudou antes e após alguns incidentes marcantes, como a noite de um acidente que abalou a cidadezinha em que ela mora. Entre idas e vindas, o leitor é levado a descobrir gradualmente o envolvimento da protagonista no acidente, bem como as coisas que teriam acontecido antes e as consequências para o seu círculo social. Após um período morando em outra cidade co

Teorias do Jornalismo: Teoria da Nova História

A Teoria da Nova História surgiu na França. De acordo com o jornalista Felipe Pena, em seu livro ‘Teorias do Jornalismo’, os teóricos da Nova História, reunidos na Escola dos Anais, defendem uma nova atitude dos historiadores diante dos acontecimentos. É preciso questionar fontes, arquivos e até documentos considerados oficiais.

Teórico da Nova História, Michael de Certeau debate sobre a necessidade de refletir a produção dos fatos e de se pensar na construção do discurso. O teórico acredita que a história é a arte da encenação e que esta pode-se relacionar com o lugar social, a análise científica e a forma do texto construída.

Para o autor, a história e o jornalismo não reconstituem a verdade, somente tentam interpretá-la. Ainda de acordo com Certeau, além de escrever para o público, os historiadores e jornalistas escrevem para os profissionais do seu próprio grupo, seguindo preceitos e padronizações estabelecidas. Felipe Pena dá como exemplo a história sobre a Grécia e conta que não é possível preencher todas as lacunas do passado. “A história da Grécia, por exemplo, não é a história da Grécia, mas apenas o que conseguimos saber sobre a história da Grécia”, aponta. História e jornalismo estão relacionados, logo os jornalistas seguem a mesma lógica dos historiadores e também não conseguem revelar todos os fatos acontecidos.

Segundo os historiadores, os jornalistas por estarem envolvidos com a temporalidade dos acontecimentos tornam-se praticante e reflexo destes, aproximando-se dos problemas ‘imediatistas’. “O desconhecimento do final da história, o excesso de informações, a falta de confiabilidade das fontes e a impossibilidade de acesso a alguns arquivos”, exemplifica Felipe Pena. A influência da sociedade também é um reflexo do imediatismo da mídia, como por exemplo, o suicídio de Marilyn Monroe, em que a atriz tornou-se um acontecimento.

O autor comenta sobre a linha do jornalismo entre o real e a ficção e explica que é preciso repensar as questões éticas e estéticas que envolvem a produção de conteúdos para evitar o sensacionalismo. Todavia, a culpa do sensacionalismo não é atribuída somente aos jornalistas, tampouco à sociedade. “... o consumo determina o produto e o produto determina o consumo, em um ciclo vicioso interminável”, justifica Pena.

Refletir é fundamental para o jornalismo, porém na rotina dentro das redações os jornalistas têm o mínimo espaço e tempo para isto. Os teóricos da Nova História criticam o imediatismo, a superficiliadade e a forma de abordagem dos historiadores e jornalistas e acreditam que é necessário manter uma postura de análise e reflexão por meio de um fazer crítico.

Pela abordagem da Teoria da Nova História e segundo Felipe Pena, cabe ao jornalista ter uma nova atitude em frente aos eventos: não basta abordar suas realizações, deve-se refletir os pressupostos de suas formações.

Leia mais:

Comentários

  1. Acho interessante a relação história e jornalismo não só como agentes de registro, mas também como agentes reguladores. Talvez o papel principal do jornalismo seja fiscalizar a história... sob uma outra ótica. Já a história refreia os exageros jornalisticos. Uma é o "espinho na carne" da outra. Mas juntas conseguem reproduzir o que já de mais próximo da verdade histórica.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Obrigado pelo comentário. Volte sempre!

Mais lidas da semana