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Destaques

Future Tripping

Future Tripping: a ansiedade do que pode acontecer me consome. Por mais que tenha aprendido técnicas da DBT, nem sempre é fácil. Descobrira que não era incomum para pessoas com o mesmo diagnóstico sofrerem por antecipação, tentando prever todos sinais – o que se feito de forma cautelosa era positivo, mas em excesso poderia piorar a ansiedade. Então, perceberá as pequenas coisas que tinha mudado nos últimos tempos. Já não colocava ninguém em um pedestal, já aceitara que não poderia controlar tudo nem a permanência do outro. Pensara em quantas vezes havia anunciado uma crise que sequer estava prestes a começar ou até mesmo quando conseguira identificar antes. A verdade é que ficar preso no futuro só alimentava a ansiedade. Aceitar o presente não significava abandonar a importância do monitoramento do humor, mas significava confiar no processo terapêutico. Se acostumara dia após dia a monitorar os comportamentos – algo que já fazia –, e analisar a energia, a ansiedade e o humor. Na minha ...

Teorias do Jornalismo: Teoria Construcionista

Na Teoria Construcionista a notícia é vista como construção social, ou seja, esta ajuda a construir a própria realidade. Esta teoria, adaptada ao jornalismo nos anos 70, opõe-se à Teoria do Espelho, por motivos citados por Traquina como, a impossibilidade de estabelecer uma distinção radical entre realidade e os meios noticiosos que devem refletir essa realidade; a inexistência de uma linguagem neutral; a influência de fatores organizacionais, orçamentais e à imprevisibilidade dos acontecimentos.

A notícia considerada uma construção não é ficcional, mas muitos profissionais da área ainda acham que considerá-la uma estória ou narrativa tira o valor de realidade. O que teóricos do construcionismo, como Gaye Tuchman, Schudson, Bird, Dardenne e Stauart Hall tentam explicar é que a notícia deixa de ser um simples relato, e passa a ser considerada como uma construção, pois podem apresentar diferentes enfoques ou versões de um mesmo fato. “A conceitualização das notícias como estórias dá relevo à importância de compreender a dimensão cultural das notícias”, argumenta Nelson Traquina.

Segundo pesquisadores do jornalismo, como Schlesinger, é importante analisar o jornalismo pela abordagem etnometodológica, e não somente pelo produto jornalístico, como outras concepções fazem. Advinda de uma corrente da sociologia americana, a etnometodologia surgiu no final da década de 1960. A observação acadêmica da rotina nas redações jornalísticas possibilitou a compreensão das ideologias e das práticas profissionais dos jornalistas, corrigindo a visão mecânica do processo de produção. Para Nelson Traquina, esses estudos contribuíram com o entendimento do jornalismo: importância da dimensão trans-organizacional (Networking informal e Conexão cultural); o reconhecimento das rotinas como elementos cruciais, que englobam e são constitutivas de ideologia; corrigem as teorias instrumentalistas.

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