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Destaques

Mais um dia de sol

Uma dose diária de sol o lembrava da importância de cuidar da saúde mental. Mas também o lembrava da importância diária do sol em sua vida, ajudando a encher de energia e despertar. Mais um dia de sol era tudo o que precisava.  Os dias de sol era o que buscava. Os tempos em que gostava do frio tinham dado lugar ao sono. Mas o sol, ele ajudava a renovar a esperança de que tudo ia ficar bem.  Depois de tantos dias de frio e sono, estava se reacostumando com os dias de sol. Quem diria que chegaria o dia que valorizaria mais os dias de calor do que os frios. A verdade era que as pessoas mudavam. Em alguns anos, tudo pode mudar. Mas há aquelas coisas que permanecem vivas em nossas vidas, aquilo que nós movia, como a escrita. Escrevia para manter o sonho vivo. Escrevia para inspirar. Escrevia e continuaria a escrever, seja frio ou calor, com preguiça ou energia. Escrevia. *Ben Oliveira é escritor, formado em jornalismo . Autor do livro de terror  Escritpa Maldita , p ublicado n...

Teorias do Jornalismo: Teoria Construcionista

Na Teoria Construcionista a notícia é vista como construção social, ou seja, esta ajuda a construir a própria realidade. Esta teoria, adaptada ao jornalismo nos anos 70, opõe-se à Teoria do Espelho, por motivos citados por Traquina como, a impossibilidade de estabelecer uma distinção radical entre realidade e os meios noticiosos que devem refletir essa realidade; a inexistência de uma linguagem neutral; a influência de fatores organizacionais, orçamentais e à imprevisibilidade dos acontecimentos.

A notícia considerada uma construção não é ficcional, mas muitos profissionais da área ainda acham que considerá-la uma estória ou narrativa tira o valor de realidade. O que teóricos do construcionismo, como Gaye Tuchman, Schudson, Bird, Dardenne e Stauart Hall tentam explicar é que a notícia deixa de ser um simples relato, e passa a ser considerada como uma construção, pois podem apresentar diferentes enfoques ou versões de um mesmo fato. “A conceitualização das notícias como estórias dá relevo à importância de compreender a dimensão cultural das notícias”, argumenta Nelson Traquina.

Segundo pesquisadores do jornalismo, como Schlesinger, é importante analisar o jornalismo pela abordagem etnometodológica, e não somente pelo produto jornalístico, como outras concepções fazem. Advinda de uma corrente da sociologia americana, a etnometodologia surgiu no final da década de 1960. A observação acadêmica da rotina nas redações jornalísticas possibilitou a compreensão das ideologias e das práticas profissionais dos jornalistas, corrigindo a visão mecânica do processo de produção. Para Nelson Traquina, esses estudos contribuíram com o entendimento do jornalismo: importância da dimensão trans-organizacional (Networking informal e Conexão cultural); o reconhecimento das rotinas como elementos cruciais, que englobam e são constitutivas de ideologia; corrigem as teorias instrumentalistas.

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