segunda-feira, 12 de junho de 2017

Resenha: 1977: Enfield – Guy Lyon Playfair

O livro 1977: Enfield (This House is Haunted: The Amazing Inside Story of the Enfield Poltergeist), do autor Guy Lyon Playfair, é o tipo de leitura que divide opiniões, não necessariamente pela sua escrita, mas pelo conteúdo: poltergeist, atividades paranormais e sobrenatural. Como acontece com todo tipo de livro, seja de ficção ou não ficção, nossas experiências e bagagens fazem toda diferença na forma que nos conectamos com um livro. A obra publicada pela editora DarkSide Books, com tradução de Giovanna Louise Libralon, me surpreendeu bastante.


Assim como acontece bastante com Horror em Amityville (Jay Anson), Exorcismo (Thomas B. Allen) e Ed e Lorraine Warren: Demonologistas (Gerald Brittle), muitos leitores se decepcionam com livros como 1977: Enfield, pois mesmo um livro de não ficção, no fundo, eles esperam uma obra cheia de reviravoltas, como uma trama de terror, quando, independente do ceticismo, os autores se focaram em passar as informações e os relatos – estrutura completamente diferente de um romance de terror ou de um livro de contos. Em todos os livros, seja na sinopse, nas introduções ou nas entrevistas, os autores deixam suas intenções explícitas, inclusive o próprio Jay Anson já afirmou que independente de ser uma mentira o caso de Amityville, parecia que a família realmente acreditava no que tinha acontecido.

Livros sobre fenômenos paranormais podem ser lidos de várias maneiras. Para quem é escritor de terror, como eu, por exemplo, pode ser um ótimo material de pesquisa para buscar verossimilhança; até mesmo o caos dos acontecimentos sobrenaturais tem certa organização e lógica. Para quem é curioso, sem dúvidas, são ótimas fontes de entretenimento. E para quem já vivenciou alguma experiência sobrenatural e já teve contato com poltergeist, são uma forma de lembrar que vocês não estão sozinhos e não foram os únicos a vivenciar acontecimentos que ninguém sabe explicar até os dias atuais.

O que acho mais fascinante em casos paranormais, é que não importa a quantidade de testemunhas, sempre vai ter um cético para negar os acontecimentos, como se os olhares de todos pudessem ser influenciados de alguma forma. Entre as principais alegações estão sempre a de charlatanismo e de interesses por ganhar dinheiro em cima dos casos, enquanto na maioria das vezes o trabalho prestado por pesquisadores é voluntário, sem nenhum interesse comercial.

Vindo de alguém que escreve histórias de terror e fantasia, vale lembrar que existe uma linha tênue entre esses acontecimentos e a ficção. Meu próximo livro de terror sobrenatural abordará a sensitividade e fenômenos e assim como já aconteceu em alguns textos ficcionais, gosto de brincar com as linhas entre relato e imaginação, assim como acontecem em filmes de terror, ninguém pode afirmar o que realmente aconteceu ou não, mesmo com os exageros para criar mais tensão. Não canso de dar como exemplo os livros O Exorcista (William Peter Blatty) e Exorcismo (Thomas B. Allen) e a incrível simetria entre as duas obras, uma história narrada usando os artifícios ficcionais, enquanto a outra foi escrita por meio de entrevistas, diários e pesquisas com os envolvidos na possessão de um garotinho. Assim como O Exorcista provocou histeria pelo mundo inteiro e, posteriormente, o jornalista lançou a versão de não ficção, 1977: Enfield impressiona por ter sido um dos casos poltergeist mais documentados e, ao mesmo tempo, levanta uma série de questionamentos.


Mesmo Guy Lyon Playfair sendo um dos participantes da Sociedade de Pesquisas Psíquicas, assim como foi o falecido Maurice Grosse, o qual estava diretamente envolvido com o caso do Poltergeist de Enfield, dentro do grupo as opiniões são bem diferentes. Nem todo mundo que participa realmente acredita ou teve algum contato direto com poltergeist. O que teoricamente seria bem-vindo por proporcionar múltiplos olhares sobre o assunto, muitas vezes, acaba mais atrapalhando do que ajudando, especialmente por que céticos adoram generalizar e explorar casos que são claramente fajutos e dizer que tudo não se passa de uma mentira. Ninguém precisa ser um especialista para saber que a maioria de casos de possessão dos dias atuais são farsas e de como o medo é uma poderosa ferramenta de manipulação em grupos religiosos. O que, no entanto, muitas vezes, acontece em casos sobrenaturais é que os envolvidos nem sempre são religiosos e muitos deles também são céticos, mas é difícil negar o que você está presenciando com todos os seus sentidos e pode ser testemunhado por outras pessoas, independente do grau de proximidade, de religiosidade, de idade e de envolvimento com o caso. Sem falar que a maioria dos casos não é investigado pelo preconceito e pela relação direta com transtornos mentais, quando parte de céticos, bem como pelos exageros dentro de algumas religiões.

A primeira coisa importante antes de abrir o livro, é que independente do que você acredita ou não, coisas estranhas acontecem. Tudo o que nunca vivenciamos é difícil de entender. Este texto poderia ser um testemunho, mas não será. De forma breve, posso dizer que ao longo da vida, já vivenciei diferentes experiências, independente de acreditar ou não, seja sozinho ou perto de outras pessoas: sons, objetos movendo, aparições, vultos, foco de incêndio espontâneo, barulhos em gravações, entre outros. Algumas pessoas têm diferentes graus de sensitividade: não importa o quanto elas tentem negar, alguns conseguem captar coisas que para os outros são invisíveis. É fácil julgar o outro, julgar o que você nunca sentiu na pele. Não estamos falando de experiências dentro de rituais religiosos, nos quais os ritmos musicais, os cheiros, os cantos e demais atividades influenciam nossas mentes. Você pode ser ateu e experimentar coisas que nenhum religioso vai experimentar ao longo da vida, não importa o quanto eles desejem: a mediunidade não está ligada às religiões – inclusive, muitas pessoas assim procuram ficar longe de instituições religiosas, pois sabem que existem muitas mentiras, intenções dúbias e financeiras, bem como existem aqueles que procuram auxílio, porque sozinhos não conseguem lidar com essas situações. Pessoas mediúnicas são reconhecidas sem dizer uma palavra e elas são essenciais diante de acontecimentos, pois elas mesmas reconhecem quando há fingimento entre as vítimas, outros investigadores e envolvidos. Vale lembrar que mesmo entre religiosos, existem muitos céticos e despreparados para lidar com o assunto: o que sempre fica evidente na maioria dos casos paranormais, os padres, por exemplo, quase sempre são os mais medrosos e primeiros a fugir. Enquanto aqueles que dedicaram suas vidas a ajudarem outras pessoas, como Ed e Lorraine Warren, foram e ainda são vistos como charlatães por céticos. Mas o que acontece quando diferentes profissionais de diferentes áreas e pessoas envolvidas no caso não conseguem fazer nada e esses fenômenos continuam, mesmo diante de várias formas de intervenção?

É sobre isso o que é o livro 1977: Enfield. Ao longo da história, centenas de casos paranormais entraram e desapareceram da mídia. Há uma série de similaridades entre eles, mas poucos conseguem provar e provavelmente não conseguirão provar tão cedo. Quem nunca viveu nenhuma experiência ou conhece alguém que tenha vivido provavelmente não gostará da leitura de 1977: Enfield e está tudo bem. Existem livros para todas as pessoas. Guy Lyon Playfair tentou ser o mais transparente possível, em nenhum momento ele escondeu seu posicionamento diante do comportamento da família Harper. Mesmo Maurice Grosse, que foi diretamente envolvido, questionou, mas também chegou ao ponto de aceitação de entender que não importa quantas provas fossem apontadas, o caso continuando sendo visto como uma farsa por muitos.

Casos paranormais mexem com o medo humano, não somente o daquilo que desconhecemos, mas o de como seremos vistos pelos outros: profissionais que testemunham morrem de medo de se pronunciarem ou mudam de ideia quando vão a público, pois sabem que o julgamento público pode atrapalhar suas carreiras, como o caso da fonoaudióloga que confirma a estranheza das vozes, mas pede para não ser citada oficialmente, pois poderia perder o emprego. Até mesmo entre religiosos o assunto das possessões é polêmico. Somente após acompanhamentos médicos, existe um limite de intervenções que deve ser feito, para que não seja perigoso para a vítima e para os envolvidos: é emocionalmente desgastante lidar com o que não conhecemos e não vemos melhoras, bem como pode levar à morte. A garota alemã do caso que inspirou o filme O Exorcismo de Emily Rose, Anneliese Michel morreu de desnutrição e desidratação, por que ela se recusou a comer e pediu para a família não chamar médicos, e permaneceu durante meses em processos de exorcismo. A família e os padres envolvidos no caso foram julgados por negligência no homicídio, um julgamento que chamou a atenção do mundo inteiro.


Estamos acostumador a assistir filmes e ler livros sobre casos de possessão pelo viés da igreja católica ou do cristianismo, mas é um fenômeno presente em inúmeras culturas e tradições religiosas e filosóficas. Em nenhum momento, Guy Lyon Playfair descarta a possibilidade de doença mental, mas ele reconhece que existe uma relação estranha com casos poltergeist. As alterações de voz e do comportamento não são o único foco do livro, mas o autor também cita casos de objetos movendo e sendo arremessados, como objetos pesados virando sozinho, bem como eventos presenciados até mesmo por policiais, jornalistas e especialistas. O assunto é alvo de controvérsias até os dias atuais. Um dos diferenciais do caso poltergeist do livro é que diferente do caso do Exorcismo de Rob Manheim e de Anneliese Michel, a família e os pesquisadores envolvidos tomaram cuidado de não citar o exorcismo católico, pois sabem que dar nome aos bois poderia influenciar e piorar. Mesmo quando os pesquisadores foram afastados e até mesmo a garotinha ficou longe da família, as coisas estranhas continuaram acontecendo com a família Harper. Até mesmo alguns céticos envolvidos no caso, foram testados diante dos acontecimentos estranhos, quando queriam provar que tudo não se passava de uma histeria ou farsa.

Desde o prefácio de 1977: Enfield, Guy Lyon Playfair deixa bem claro sobre o que o leitor pode esperar ou não e de como as vidas de pessoas envolvidas são destruídas, seja pelas cartas de ódio, como algumas têm como destino o hospício. O autor ressalta que os casos poltergeist têm sido relatados há pelo menos 1500 anos e que da mesma forma misteriosa que eles começam, eles costumam parar. Para quem tem curiosidade sobre a popularidade deste caso, Guy Lyon Playfair explica:

“O motivo de toda essa atenção é que uma enorme quantidade de atividades extremamente anômalas ocorreu ao longo de um período de cerca de quinze meses, entre 1977 e 1978, incluindo exemplos de praticamente todos os fenômenos “psíquicos” que se tem registro. Grande parte da atividade foi gravada em fita cassete enquanto estava em curso, e alguns fenômenos foram fotografados por um profissional experiente. Parte dela foi até mesmo gravada em vídeo, e uma grande parcela de tais fenômenos foi testemunhada, em boas condições, por no mínimo trinta pessoas, inclusive por mim”.

Guy Lyon Playfair que já pesquisou a vida do médium Chico Xavier e estudioso da temática, afirma que sua visão sobre poltergeist vai além da experiência espiritual, mas que de certa forma mostra que existe uma forte relação entre a mente e a matéria. Ele deixou clara sua admiração pela mãe de Janet, Peggy Harper que aguentou experiências que poderia provocar um colapso nervoso em pessoas menos resilientes e ao Maurice Grosse que trabalhou ao seu lado investigando o caso. Existem inúmeras hipóteses quando se tratam de casos sobrenaturais, as doenças não são descartadas, bem como nem sempre a influência externa é vista como o epicentro, mas às vezes quem capta o sinal – são teses que, às vezes, são confirmadas ou descartadas, quando os acontecimentos continuam acontecendo mesmo quando a pessoa ‘responsável’ está longe e/ou os fenômenos se repetem com outras famílias e pessoas.

Apesar de se focar mais no caso da família Harper, o autor também cita o caso Halloway, no qual um casal de Londres acabou abandonando sua casa por causa de alguns fenômenos similares aos de Enfield. O mais interessante no livro é que Guy Lyon Playfair tem ampla experiência no assunto e não se limita aos casos que aconteceram na Inglaterra, citando várias vezes o Brasil, pelo contato com médiuns e alguns casos investigados por aqui também, bem como o caso de objetos queimados também.

“Ao longo dos últimos três meses de 1977, diversas coisas estranhas aconteceram em sua residência. Luzes acendiam e apagavam sozinhas, almofadas e travesseiros voavam pelo quarto, frutas saltavam da fruteira, a torneira da banheira abria sozinha, a porta do refrigerador abria e fechava por conta própria, e uma poça d’água surgiu no piso do banheiro […] Porém, o pior de tudo eram os incêndios. A brigada local de bombeiras já havia sido chamada diversas vezes ao prédio, e o oficial de prevenção a incêndios daquela área começava a demonstrar um interesse especial no caso, que, como ele admitiu sem hesitar quando Grosse o entrevistou, realmente o deixava perplexo” – Guy Lyon Playfair, 1977: Enfield

Assim como os casos poltergeist aparecem e desaparecem misteriosamente, os envolvidos também. Como bem lembra Maurice Grosse no livro, somos programados a negar o que não conseguimos entender. Muitas memórias são bloqueadas e opiniões mudam com o passar do tempo. Como vocês podem ver, 1977: Enfield pode ser uma droga para quem não gosta do assunto, mas pode levar a inúmeras outras leituras e experiências para os curiosos. Guy Lyon Playfair deixa sugestões de leituras sobre Poltergeists, Fantasmas e Possessões.

Ao final do livro, Guy Lyon Playfair deixa suas reflexões sobre as possíveis comparações da síndrome poltergeist com a síndrome de Tourette, no entanto, de forma alguma é suficiente para explicar a complexidade. Os comportamentos de portadores de Tourette poderiam explicar mudanças individuais, mas não dos fenômenos físicos vivenciados por grupos de pessoas. Há muitos pontos que permanecem um mistério sobre o caso Enfield. Como Janet e sua irmã eram muito novas quando tudo aconteceu, em alguns momentos ou outros, elas faziam brincadeiras, o que acabou atrapalhando bastante por causa do destaque dado pela mídia. Maurice Grosse mostrou a gravação para o filho do antigo morador da casa em que a família Harper morou e ele  confirmou que o pai havia morrido exatamente como a criança havia descrito. Ou como aconteceu no caso de Amityville, no qual a família foi acusada de hoax, mas o filho que alegou ter sido possuído, até hoje acredita no que realmente aconteceu e compartilhou sua história em um documentário. Casos paranormais nunca têm uma conclusão certeira. Um dos poucos finais felizes dos inúmeros casos que acontecem, mas poucos chegam ao conhecimento público, talvez seja o de Rob Manheim, que superou o caso de possessão e seguiu em frente.

"O que torna poltergeists tão desconcertantes é que eles fazem repetidas vezes coisas que temos certeza de que não podem ser feitas, tais como pegar pessoas e arremessá-las pelo cômodo (ou mesmo dentro da casa vizinha), colocar almofadas em cima do telhado sem abrir a janela, materializar objetos do nada ou fazer tombar sofás pesados sem qualquer contato visível, ou fazer garotinhas falarem como homens idosos. Em resumo, eles não respeitam as "leias" da física (que não são exatamente leis, mas meras hipóteses provisórias" tal como pensamos entendê-las" – Guy Lyon Playfair

Dos últimos livros da DarkSide Books publicados sobre fenômenos paranormais, 1977: Enfield me surpreendeu tanto quanto o livro sobre Ed e Lorraine Warren. Exorcismo e Amityville, apesar de termos acompanhado na ficção, já é de conhecimento público, bem como a história dos Warren está se popularizando por causa das adaptações cinematográficas. O sucesso dos filmes de terror sobrenatural mostra que há demanda pelo assunto. Já falei algumas vezes, mas não custa repetir: apesar de Invocação do Mal 2 ter sido inspirado no caso Enfield, retratando o casal Warren investigando, quem realmente investigou a fundo foram o Maurice Grosse e o Guy Lyon Playfair, que acompanharam a família Harper durante anos.

Guy Lyon Playfair se propõe a jogar luz em um tema tão obscuro. Enquanto céticos retratam alguns casos que não seria preciso nenhum investigador para lembrar que eram fraudulentos, como Richard Wiseman fez em Paranormalidade – faltou a ele a ousadia de mergulhar nos mistérios que ninguém consegue explicar, como Guy Lyon Playfair se atreveu ao comentar sobre o caso Enfield e compartilhou outras experiências. Ao final, o pesquisador mediúnico ainda deixa algumas dicas para quem tiver lidando com um poltergeist. Recomendo a leitura de 1977: Enfield para os curiosos, que sabem que existem muitas coisas que estamos longe de entender. É um livro para se ler de mente aberta e lembrar que apesar de você nunca ter vivenciado, outras pessoas já vivenciaram. Não se trata de uma obra com intenções religiosas, tampouco eu acredito que intervenções religiosas sejam a melhor opção, por conta do extremismo e da fé cega; assim como partir da perspectiva de doença mental pode causar danos irreparáveis para algumas vítimas, que acabam sendo internadas compulsoriamente e alguns jamais conseguem se recuperar dos traumas da síndrome do poltergeist. Algumas vezes, como o próprio autor lembra, esses fenômenos param sem nenhuma explicação.

Para quem tem curiosidade sobre o projeto gráfico do livro, mostrei um pouco em um vídeo lá no meu canal no Youtube. Inscreva-se e fique por dentro de quando tiver mais vídeos sobre livros! Lembrando que a garrafinha de água benta não vem junto com o livro. Foi um brinde enviado para o blog, que era parceiro da editora,. Recebi este exemplar de Enfield, para que eu pudesse ler e resenhar para vocês!



Concluí a leitura mais inspirado e curioso para conhecer tantos outros casos a fundo, como o caso da Bruxa dos Bell, que também serviu de inspiração para um filme de terror, além de ter aumentado a minha vontade de ler Legião, a continuação de O Exorcista.

Confira o áudio da gravação do Poltergeist de Enfield:



Sobre o autor – Guy Lyon Playfair nasceu na Índia e foi educado na Inglaterra, onde graduou-se em línguas modernas na Cambridge University. Morou no Brasil por vários anos, trabalhando como jorna- lista freelancer para a revista inglesa The Economist, o semanário americano Time e a agência de notícias Associated Press; também trabalhou por quatro anos na seção de imprensa da USAID, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional. The Flying Cow (1975) — o primeiro de seus doze livros publicados, traduzido em seis línguas e best-seller internacional — descreve suas experiências ao investigar os aspectos psíquicos do Brasil, assim como Chico Xavier, Medium of The Century (2010). Atualmente, vive em Londres e é um importante membro do conselho da Sociedade para Pesquisas Psíquicas.

*Ben Oliveira é escritor, blogueiro e jornalista por formação. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e do livro de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1), disponível no Wattpad.

2 comentários:

  1. "Céticos adoram generalizar e explorar casos que são claramente fajutos e dizer que tudo não se passa de uma mentira.", eu concordo com você. É difícil achar pessoas que pensem dessa forma, mente aberta, como você escreveu. Eu conheço pessoas que tiveram experiências sobrenaturais (ou não explicáveis), inclusive eu, e que são fortemente julgadas e invalidadas pelos céticos. Eu acho que é um campo muito amplo, tem muita fraude, sim, mas tem tanta gente que passa por isso e não fala, como se fosse algo ruim, inadequado, estúpido, vale a pena mais pesquisa nessa área, afinal é assim que evoluímos, através da insatisfação, daquela curiosidade em saber como as coisas acontecem... Eu acho que tudo na vida é uma experiência. Algumas podemos explicar, outras não. Esse é o caso. Me interessei muito pelo livro. Com certeza vou adquirir.
    Resenha excelente como sempre!

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    1. Oi, Michele! Gratidão pela sua visita e por deixar seu comentário por aqui. Acredito que o medo das pessoas compartilharem experiências, acaba aumentando o preconceito sobre o assunto. Acredito que você vai gostar bastante de Enfield. Foi bem intenso para mim. Inclusive, na internet você encontra vários vídeos sobre o caso. O que mais me incomoda nesses casos é quase sempre associarem ao dinheiro, como se tudo no mundo girasse ao redor de alguém tentando lucrar em cima do outro, quando muitos pesquisadores eram voluntários e não ganhavam um centavo.
      Abraços e gratidão!

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