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Destaques

Resenha: O Sol Ainda Brilha – Anthony Ray Hinton

Liberdade é uma palavra duvidosa, mas talvez faça mais sentido quando somos mais privados dela ainda. No livro O Sol Ainda Brilha (The Sun Does Shine), escrito por Anthony Ray Hinton com Lara Love Hardin, o leitor é apresentado à história trágica de um homem que passou 30 anos no corredor da morte por assassinatos que não cometeu. A obra foi publicada no Brasil pela Editora Vestígio, em 2019, com tradução de Luis Reyes Gil.


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Quem poderá dizer que é realmente livre? Ou que acredita que a justiça sempre acerta? O Sol Ainda Brilha pode servir como um conto caucionário sobre o sistema judiciário, especialmente em regiões com penas mais severas. O autor nos faz refletir sobre a existência de outras pessoas inocentes que também foram mandadas para o corredor da morte.

“Os sons à noite davam a impressão de se estar no meio de um filme de horror – criaturas rastejando, homens gemendo, gritando ou…

Resenha: Ed e Lorraine Warren: Vidas Eternas – Robert Curran e Jack & Janet Smurl

Entre o ceticismo e a curiosidade, as histórias de Ed e Lorraine Warren conquistaram pessoas de vários países graças às adaptações para filmes de terror inspiradas em casos investigados pelo casal de investigadores paranormais. Levando em conta o interesse dos leitores, a editora DarkSide Books publicou o livro Ed e Lorraine Warren: Vidas Eternas, escrito por Robert Curran que conta a experiência vivida por Jack e Janet Smurl. A obra foi lançada em 2019, com tradução de Eduardo Alves.


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Histórias como a da família Smurl, ainda que sejam questionáveis sobre o que teria realmente acontecido, quais partes foram aumentadas e/ou inventadas pela família, pelo escritor e/ou pelos próprios investigadores paranormais, deixam um gosto de nostalgia e também nos fazem pensar no sucesso de adaptações com temáticas semelhantes para o cinema.

A humanidade sempre tenta explicar o que não consegue entender. Divididos entre ficar em negação e se acostumar ou pedir ajuda e ter que lidar com a reação pública, Jack e Janet Smurl decidem que ignorar os problemas que estavam acontecendo em casa não os fariam desaparecer. Os relatos contados por Robert Curran tentam dar mais credibilidade à história envolvendo outras pessoas, como vizinhos que relataram experiências estranhas na casa da família Smurl.

“Senti que, ao contar tudo o que nós duas tínhamos acabado de vivenciar, talvez pudéssemos ter uma ideia melhor do que estava acontecendo. Quando acabamos de conversar, todos os pelos dos meus braços estavam arrepiados […] Nós nunca olhamos de verdade para o que está ao nosso redor até alguma coisa terrível acontecer, e então as coisas tomam as formas e significados muito diferentes […] Você acredita que o mundo é uma coisa e então você sente muito repentinamente que ele é bem diferente e que existem muitas coisas acontecendo que a gente não vê ou, pelo menos, não compreende” – Robert Curran e Jack & Janet Smurl, Vidas Eternas 

Embora seja completamente possível ler as histórias de Ed e Lorraine Warren de forma separada, creio que a experiência se torna mais prazerosa quando se entende um pouco mais da história do casal. Mesmo sabendo que existem muitas controvérsias, é provável que as reações à leitura sejam bem diferentes, desde um olhar mais cético, passando por aqueles que gostariam de ser céticos, mas já presenciaram acontecimentos estranhos até as pessoas que podem acreditar em fenômenos sobrenaturais.

Convivendo com barulhos e cheiros estranhos e presenças assustadoras, sejam frutos da imaginação, experiências sensoriais ou como eles acreditavam, algo sobrenatural, só de imaginar o estresse frequente, não é tão difícil pensar em como a família deve ter passado aqueles períodos, tanto pela dinâmica na casa, como pela pressão de pedir ajuda e ser julgada por acontecimentos que nem mesmo eles conseguiriam entender.

“Um dia eu fiquei tão cansada de ficar com medo que acabei ficando brava. Comecei a gritar mandando que a coisa saísse da minha casa e parasse de intimidar minha família. Suponho que devo ter parecido muito estranha, parada ali gritando com algo que nem conseguia ver” – Robert Curran e Jack & Janet Smurl, Vidas Eternas 

Publicada originalmente em 1988, em uma época em que a tecnologia de comunicação não era tão avançada e havia uma forte influência das contações de histórias, creio que o impacto do livro acaba se tornando menor nos dias atuais. Vendido como não ficção, o livro já não tem tanto apelo para o público geral, mas pode ser uma boa pedida para quem está colecionando histórias que serviram de inspiração para inúmeros livros e filmes de terror. Fomos de uma época na qual vizinhanças compartilhavam histórias sobre casas mal-assombradas de bairros ou relembravam casos para uma época na qual as pessoas se conectam pela internet e, ao mesmo tempo em que se aumentam as possibilidades de trocas, também há mais chance das pessoas inventarem informações.

Como muitas histórias que ganharam destaque na mídia, como a de Amityville, enquanto alguns relatos trazem semelhanças, outros parecem um pouco absurdo, tornando compreensível a descrença até mesmo de membros da igreja que foram procurados. Assim como acontecem com livros narrados em primeira pessoa, mentiras ou não, talvez para quem tenha passado por isso possa ser verdade e cabe ao leitor se arriscar de mente aberta ou não.

“Eu via tudo em nosso quarto escuro com muita clareza, mas, ao mesmo tempo, tinha a sensação de estar presa entre dois mundos, neste e no além, quase como se estivesse pendurada entre a vida e a própria morte […] Eu temia que tivesse sido empurrada para além do meu limite. Sabe como é? Quando você não consegue mais lidar com as coisas? Foi assim que eu fiquei” – Robert Curran e Jack & Janet Smurl, Vidas Eternas 

Intencionalmente ou não, Robert Curran ajudou a construir a jornada mitológica de Ed e Lorraine Warren. Para alguns, a ideia de que alguns roteiros de filmes de terror e até mesmo narrativas de livros possam ter sido baseados em fatos reais se transforma em um motivo a mais para se envolverem e se sentirem parte da história. Seja como uma estratégia de marketing ou como um registro dos serviços prestados pelo casal, embora não seja o caso mais marcante, o livro deixa aquele gostinho de quero mais aventuras dos Warren no cinema.

Sobre o autor – Robert Curran nasceu em maio de 1939 e foi um preeminente jornalista e escritor. Ganhou mais de dez prêmios, inclusive um Pulitzer em 1985 por uma série de artigos sobre abusos cometidos no Hospital Estadual de Clarks Summit. Ed & Lorraine Warren: Vidas Eternas, publicado originalmente em 1988, foi seu primeiro livro. Ele faleceu em fevereiro de 2017 aos 77 anos.

*Ben Oliveira é escritor, blogueiro, jornalista por formação e Asperger. É autor do livro de terror Escrita Maldita, publicado na Amazon e dos livros de fantasia jovem Os Bruxos de São Cipriano: O Círculo (Vol.1) O Livro (Vol. 2), disponíveis no Wattpad e na loja Kindle.

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