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Destaques

5 Trechos do livro Cérebro e Meditação (Wolf Singer e Matthieu Ricard)

Um bate-papo entre um monge budista e um neurobiologista sobre mente, consciência, meditação e demais assuntos relacionados ao funcionamento cerebral e bem-estar. Essa é a proposta do livro Cérebro e Meditação: Diálogos entre o budismo e a neurociência, dos autores Wolf Singer e Matthieu Ricard, publicado no Brasil pela editora Alaúde, em 2018, com tradução de Fernando Santos.


Entre convergências e divergências, os dois estudiosos da mente discutem questões filosóficas e biológicas do funcionamento do pensamento. Somos naturalmente bons ou somos influenciados por nossos ambientes e pela formação cerebral? De um lado a ciência moderna e do outro a tradição oriental sobre como percebemos a realidade.

Resultado de conversas durante oito anos entre o neurocientista Wolf Singer e o monge Matthieu Ricard, longe de responder as perguntas de forma fechada, o livro abre possibilidades de pensamento e reflexão e através da ciência e do budismo, nos lembra que nosso funcionamento cerebral é mais…

Fadiga Mental: Excesso de Leitura

Quem é apaixonado por livros dificilmente consegue ficar longe de um. Sou uma das pessoas que está sempre com um livro por perto ou pior ainda, fica com vontade de comprar mais livros quando ainda não concluiu suas leituras. Só neste primeiro parágrafo já repeti “livros” várias vezes.

O problema de muitas pessoas que gostam de ler é a falta de tempo o suficiente para se dedicar à atividade. Ultimamente, tenho enfrentado o contrário. Após concluir a graduação, abri mão de um trabalho tradicional (como qualquer pessoa normal faria para sobreviver) e decidi me dedicar à escrita de ficção, estudar um pouco dessa arte da criação literária e me afundar na leitura.

Só tenho um pouquinho de dificuldade em saber a hora de parar. Há dias em que procrastino a minha escrita porque estou tão fixado na leitura de um bom livro, que só consigo parar quando chego até a última página. E quando o livro é grande? Horas e mais horas de leitura. Para quem tem “tempo livre”, como eu, e pode organizar sua própria rotina, é fundamental estabelecer horários.

Ontem à noite, enquanto eu olhava minha timeline no Twitter, vi uma editora postando que é uma delícia deitar com um livro e adormecer na primeira página. Se eu fizesse isso, só ia conseguir dormir após terminar, no mínimo, um capítulo. Há quem pegue no sono enquanto está lendo. Comigo, só me imagino dormindo se a história for muito chata. Acredito que a leitura seja um estimulante, uma das drogas mais potentes já inventadas para nos tirar da triste realidade de nossos cotidianos.

Isso tudo é muito legal, muito interessante para quem deseja aperfeiçoar sua escrita e aumentar suas bagagens literárias e culturais, só que o nosso cérebro tem suas limitações. O excesso de informações pode causar fadiga mental e deixá-lo tão cansado quanto quem se exaure fazendo exercícios físicos. Gosto de imaginar cada livro como uma janela que se abre. Então, você pode imaginar o que acontece quando tiro a manhã para escrever, depois estou lendo um livro, à noite preciso revisar um romance? Resumindo, uso praticamente o meu dia todo dedicado à literatura.

É difícil, mas desde ontem, estou tentando me desligar um pouco dos livros, pelo menos no horário em que for para relaxar. “A leitura pode ser prazerosa e relaxante”, você me diz. Sim, só que até a leitura em excesso pode fazer mal. Nesta jornada do escritor, além da escrita e da leitura, nas horas em que eu deveria descansar minha mente, tenho assistido documentários, entrevistas ou até mesmo, filmes que tenham alguma relação com a arte da ficção.

Tão importante quanto saber como gastar suas energias de forma inteligente, de acordo com os seus objetivos na vida e sonhos, é descansar bem, para que no outro dia o ciclo recomece, sem você sentir como se tivesse sido atropelado por um caminhão. Decidi maneirar no excesso de leitura, não só porque tenho acordado esgotado no outro dia, mas porque também acaba atrapalhando a minha escrita.

Em Abril, por exemplo, li 17 livros, enquanto em Maio, foram 14. No momento em que escrevi este texto, já li 15 livros, em junho, mas pretendo concluir mais duas leituras até o final do mês.

Estabelecer horários e locais onde você vai ler o livro pode fazer toda a diferença. Como dito no texto, se eu for pegar um livro para ler na hora em que estiver na cama, vou conseguir fazer tudo, menos dormir. Por isto, a partir de hoje vou tentar delimitar um horário máximo de leitura, para que não possa atrapalhar minhas outras atividades e também minha saúde.

Comentários

  1. Oi Ben, tudo bem?
    Adorei o texto e me identifiquei bastante com ele. Por causa da faculdade eu tenho que priorizar os estudos e acabo deixando meus amados livros de ficção de lado :/ e chega as férias e eu só quero colocar a leitura em dia, sabe? E isso acaba me deixando bem cansada depois de um certo tempo. Mas enfim, estou tentando arrumar meus horários também, é a única e melhor solução.
    E adorei a frase: ''Acredito que a leitura seja um estimulante, uma das drogas mais potentes já inventadas para nos tirar da triste realidade de nossos cotidianos.''
    Abraços,
    Andréia, StarBooks

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    1. Olá, Andréia!
      Fico feliz que tenha gostado do texto. É difícil ter que abrir mão de leitura, quando a mente precisa de descanso. No final, o que importa é a saúde, né?
      Abraços e volte sempre!

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  2. Ler até demais nos faz bem,mas em meio a leitura devemos nos encontrar a nosso próprio senso crítico, se não pensaremos só aquilo que Lemos das vidas alheias.

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  3. Estou começando a ler uns livros, to gostando bastante. Apesar de estar começando agr, não consigo mais parar!

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    1. Ler é bom demais e viciante! ♥ Quanto mais lemos, mais descobrimos outras leituras. Os livros se dialogam e nossas referências sempre aumentam.
      Abraços

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  4. Digitei no google "ler em excesso faz mal?" e me veio essa matéria...

    Igualmente a você tenho andado com muito tempo ocioso, terminei minha graduação, e ainda não consegui um emprego, então passo o dia e a noite lendo, e comecei a ficar preocupada. Uma vez me disseram que tudo em excesso faz mal, e comecei a me perguntar se eu estaria de fato"viciada" em livros, não essa modinha de vicio literário, mas de fato viciada.

    Sinto como se meu dia só começasse a partir do momento em que eu começo e ler, eu tenho ido dormir todos os dias desse mês bem depois da meia noite, e acordo cedo louca para encontrar algo novo para ler, tenho pulado refeições para não me interromper, ou como muito rápido para voltar ao que estava lendo.

    Esse mês de janeiro já li 18 livros variando em 200 e 600 páginas cada um. Me chamam para sair, mas eu estou apenas mais interessada em terminar a leitura da vez, eu marco encontro com os amigos e na hora eu invento desculpas para não ir, porque eu preciso terminar a leitura, e se eu me arrisco a sair, é certeza que minha mente estará na história que eu deveria estar lendo...

    Sempre fui uma leitora voraz, mas não desse jeito, era mais como uma média de 5 livros por mês, agora estou de fato ficado preocupada comigo mesma, me sinto usando suas palavras, fadigada!

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    1. Oi, Liny! Acredito que em excesso pode fazer mal, sim, no sentido de que chega uma hora que nossas mentes estão tão cansadas, que falta energia até para absorver o conteúdo. Às vezes, precisamos dar um tempo para a mente respirar, um detox. Super entendo você.

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  5. Ler se torna um vício. Tenho dificuldade de saber qd parar Tb.

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