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29/05/2012

Ciberespaço - Nova fonte para jornalistas


No artigo "O ciberespaço como fonte para os jornalistas" escrito pelo jornalista e Doutor em Jornalismo, Elias Machado, o autor aborda que técnicas de pesquisa e apuração os jornalistas podem utilizar para praticar o jornalismo no ciberespaço.

Segundo Elias Machado, existem dois tipos diferentes de uso da internet para o jornalismo, um em que as redes são usadas como ferramenta auxiliar para elaboração de conteúdos obtidos com métodos clássicos, e outro no qual todas as etapas, como produção, pesquisa, apuração e distribuição acontecem dentro das redes.

O autor cita outros pesquisadores que comentam como o "jornalismo assistido por computador", no qual o profissional utiliza o computador para a coleta de dados, pode acontecer. Segundo Machado cita Nora Paul (1999), o jornalista pode contar com programas que ajudam a calcular, organizar e contextualizar os dados.

Uma das vantagens das reportagens realizadas com o computador está na possibilidade de pesquisar em fontes secundárias, como artigos, relatórios, dicionários e enciclopédias. Outro ponto apontado por Elias Machado é o acompanhamento e participação de discussões pelos jornalistas, nas quais pode-se descobrir fontes para reportagens.

Ainda de acordo com o artigo, Machado cita Koch (1991), que acredita que este novo tipo de jornalismo possibilita ao jornalista mais liberdade em relação aos pontos de vista limitados de especialistas e fontes oficiais.

Para Machado, o ciberespaço possibilita um jornalismo mais democrático, porém também pode atrapalhar o jornalista por conta da multiplicidade de fontes. Na internet, existe a possibilidade de muitas instituições produzirem o seu próprio conteúdo, diminuindo a dependência dos jornais das fontes oficiais. "...fica evidenciada tanto uma certa diluição do papel do jornalista como único intermediário para filtrar as mensagens autorizadas a entrar na esfera pública, quanto das fontes profissionais como detentoras do quase monopólio do acesso aos jornalistas" (MACHADO, p. 6).

No ciberespaço usuários também podem se transformar em fontes,  possibilitando maior diversidade de formas de obtenção de dados. O autor cita os jornais online que possuem canais de interação com os usuários, na qual eles se transformar em leitores-repórteres.

Diferente do jornalismo convencional, o jornalismo online possibilita a produção de conteúdos sem a presença física no local. Machado argumenta que ao invés do profissional transformar a declaração de uma fonte em notícia, no jornalismo em rede, o levantamento de dados é realizado antes e a declaração serve para dar credibilidade à notícia.

Confira o artigo na íntegra: http://www.bocc.uff.br/pag/machado-elias-ciberespaco-jornalistas.pdf

28/05/2012

Imagem 360º da Lagoa Misteriosa recebe prêmio internacional


*Texto escrito por mim, Ben Oliveira, para o Bonito Notícias.

Atrativo turístico de Jardim (MS), a Lagoa Misteriosa foi tema da fotografia 360º ganhadora de uma premiação de ouro feita pelo fotógrafo brasileiro Márcio Cabral, no concurso internacional de fotografia Pano Awards - The Epson International Photographic.

Foto premiada da Lagoa Misteriosa. Foto: Márcio Cabral.
Um dos fotógrafos participantes do concurso, Márcio Cabral além de ter conquistado prêmio Ouro na categoria VR 360°, ganhou na premiação bronze com outra imagem realizada no município de Jardim, na qual é possível observar o vulcão e as águas cristalinas do Recanto Ecológico Rio da Prata.

A foto foi realizada quando o fotógrafo visitou Jardim em setembro de 2011, acompanhado pelo instrutor de mergulho, Vinícius Lira de C. Nóbrega. A panorâmica da Lagoa Misteriosa foi a primeira no mundo feita em caverna de água doce, realizada numa profundidade entre 20 a 25 metros.

Lagoa Misteriosa - É uma lagoa de água azul que impressiona por sua incrível transparência e profundidade, a Lagoa Misteriosa fica no fundo de uma dolina de 75 metros de profundidade, tipo de formação geológica característica de áreas cársticas que é similar a um buraco. A partir de 6 metros de profundidade, a Lagoa Misteriosa é considerada uma caverna de gênese freática, isto é, uma cavidade formada pelo fluxo de água do lençol subterrâneo, sendo a mais profunda caverna inundada do Brasil, atingindo mais de 220 metros de profundidade, registro feito por Gilberto Menezes de Oliveira em 1998.

A Lagoa Misteriosa está localizada no município de Jardim, no estado do Mato Grosso do Sul, a 270 km da capital Campo Grande, 50 km de Bonito, e 36 km de Jardim. O acesso ao atrativo fica na BR 267 Km 515, na mesma estrada que dá acesso ao Recanto Ecológico Rio da Prata.

No site do atrativo é possível conferir algumas imagens feitas pelo fotógrafo Márcio Cabral. Confira: http://www.lagoamisteriosa.com.br/.

*Com informações de Carla Layane - Assessoria de Imprensa Grupo Rio da Prata.

26/05/2012

Desligar: Uma questão de sobrevivência


Existem momentos em que é preciso parar um pouco e dar descanso para o corpo e cérebro, caso contrário a própria vida se encarrega de fazer isto para você. Quando a pressão do dia-a-dia está tão forte que suas estruturas parecem não ser capaz de aguentar, é preciso se desligar.

Trabalhar com informações pode ser algo fascinante, mas também exaustivo. Nos tempos de comunicação instantânea, o profissional que não está ligado no que está acontecendo pelo mundo é considerado desinformado. Pura utopia acreditar que alguém é informado nos dias de hoje, com tamanho volume de conteúdos transmitidos.

Às vezes a preocupação com a tal da produtividade e consequente quantidade é tão buscada na rotina profissional, que a qualidade e a valorização da atuação do ser humano é deixada de lado. Como robôs, espera-se das pessoas que elas funcionem 'corretamente', conforme foram programados e aceitem suas tarefas sem nem mesmo questioná-las.

Já sentiu como se o seu cérebro fosse explodir por conta de tantas informações que você tem absorvido ultimamente e obrigações do cotidiano? Quantas vezes você não desejou tirar um dia só para você e esquecer todos os problemas? No mundo real nem sempre isto é possível. A demanda é tanta, que mesmo quando você não quer pensar em algo, lá está você novamente se enchendo de preocupações.

Quando os dedos começam a doer, a visão fica embaçada e você já não sabe mais o que está fazendo, é necessário ser honesto consigo mesmo e aceitar que você alcançou seus limites. Noites de sono perdidas e sonhos sobre seu excesso de atividades te imploram para desacelerar e parar. Em um mundo onde a lógica do mercado impera e o egoísmo é lei, às vezes devemos nos lembrar do que realmente importa: nós mesmos.

22/05/2012

Tudo é Linguagem - Françoise Dolto


No livro "Tudo é linguagem", escrito pela psicanalista Françoise Dolto, especialista em crianças, a autora fala sobre a importância de falar a verdade para crianças. A autora cita o caso da época de guerra na França, na qual as mães não contavam exatamente o que tinha acontecido para os seus filhos sobre a ida de seus pais para a guerra e o que acontecia lá.

De acordo com Françoise Dolto, estas crianças privadas da verdade reagiam de diferentes formas e possuim efeitos psicossomáticos para chamar a atenção, como por exemplo,o xixi e o cocô. Ainda segundo a psicanalista, as mães das crianças também desenvolveram alguns problemas. Algumas mulheres pararam de menstruar ao saberem que os seus maridos tinham se tornado prisioneiros, uma espécie de penitência, na qual as mulheres passavam por uma regressão à pré-puberdade, para evitar que estas não engassem seus maridos. "Era este processo, totalmente inconsciente, que se desenvolvia na mulher: 'se não tenho marido, não tenho direito de menstruar', porque quando a mulher menstrua, ela é 'engravidável'" (DOLTO, 1999, p 8). A autora explica que nesta época os consultórios de psiquiatras e ginecologistas eram bastante procurados para atendimento pelas mulheres e filhos.

Os efeitos da guerra afetaram o psicológico das pessoas. Além da incontinência urinária, a psicanalista aponta a transformação das crianças em delinquentes. Nesta época de problemas, Dolto explica que a psicanálise surgiu e possibilitou o entendimento da dinâmica da afetividade e vida simbólica nas crianças. Para a psicanalista este cenário ajudou na compreensão da comunicação interpsíquica e seus efeitos. "Para uma criança, tudo é linguagem significativa, tudo o que passa à sua volta e que ela observa. Ela reflete sobre essas coisas " (DOLTO, 1999, p. 10). A autora ressalta que a criança reflete e escuta melhor quanto menos olha para a pessoa com quem está falando, ao contrário de nós, adultos, que gostamos de olhar para a pessoa com quem estamos conversando.

Para a psicanalista Françoise Dolto, é preciso usar uma linguagem verdadeira sobre o que sentimos sempre com a criança, mesmo que ela seja pequena, um bebê ainda. A importância da comunicação acontece desde o nascimento. Dolto cita o caso de uma parteira que ao nascimento do bebê conta para a mãe que ele dará trabalho. As palavras marcam os dois e induzem o comportamento da criança, que acredita nelas, pois só está viva por conta da sua salvadora ou parteira. A primeira voz que as crianças ouvem tem um valor marcante em suas vidas.

O conteúdo do livro foi transcrito, organizado e editado em1987, com base na participação de Françoise Dolto, na conferência “O Dizer e o Fazer. Tudo é linguagem. A importância das palavras ditas às crianças e diante delas”, organizada pelo Théâtre Action, Centro de criação, de pesquisa e de culturas de Grenoble.

Além do conteúdo da conferência, a psicanalista respondeu diversas perguntas de participantes do evento sobre temas como circuncisão, desenvolvimento infantil, dança e música, doenças graves, suicídio, entre outros.

Transporte compartilhado é opção econômica para visitar os atrativos turísticos de Bonito (MS)


*Texto escrito por Carla Layane e Ben Oliveira - Assessoria de Imprensa do Grupo Rio da Prata.

Quem chega ao destino de ecoturismo brasileiro - Bonito MS - sabe que existem diversas opções de passeios como: flutuações, banhos de cachoeiras, grutas, balneários, boia cross, rapel, entre outras atividades. Porém a maioria deles localiza-se em propriedades rurais particulares, distante do centro da cidade.

Foto: EK Turismo. 
Para realizá-los existem diversas opções de transportes que levam aos atrativos turísticos como: serviço de transporte exclusivo ou privativo, como é conhecido no setor de turismo, além de táxi, moto-táxi, aluguel de moto ou ir com carro particular. Porém para quem gosta de praticidade e preço reduzido pode optar pelo o transporte compartilhado que vem se destacando entre os visitantes.

O transporte compartilhado é ideal para turistas que viajam em pequenos grupos ou sozinho. Em Bonito são oferecidos por duas empresas, a EK Turismo e a Transbonito, que possuem um roteiro com horários e dias pré-estabelecidos. As vans passam pelos hotéis e a cada dia da semana oferecem uma programação diferente que leva os visitantes aos principais passeios de ecoturismo oferecidos no município sempre acompanhados por um guia de turismo especializado.

Para Elias Francisco de Oliveira, proprietário da EK Turismo as vantagens em contratar o transporte compartilhado na região, além de garantir um melhor preço, contribui também com o meio ambiente. "Pelo fator de custo (combustível e manutenção) e causador de impactos ambientais, o setor de transporte sugere alternativas para a diminuição desses fatores. Ao optar pelo transporte compartilhado o visitante estará dividindo um veículo com mais passageiros e estará contribuindo em diminuir os efeitos negativos que o setor de transporte possa causar no meio ambiente".
Foto: Transbonito.

Já Hallem Jaser, responsável pela Transbonito, reforça que "o transporte compartilhado disponibiliza um serviço a baixo custo e com qualidade de um serviço privativo, assim o turista que chega a Bonito de carro ou sem, tem a opção de visitar os atrativos com economia".

Entre os passeios incluídos na programação estão: Recanto Ecológico Rio da Prata, Buraco das Araras, Estância Mimosa EcoturismoLagoa Misteriosa, Boia Cross, Balneário Municipal, Balneário do Sol, Gruta do Lago Azul, Rio Sucuri, Praia da Figueira, Rio do Peixe, Passeio de Bote Rio Formoso, entre outros.

Para informações e agendamentos acesse o site: http://www.bonitobrazil.com.br/agencias.php

20/05/2012

Jornalismo Empresarial

No livro "Jornalismo empresarial: teoria e prática" escrito por Francisco Gaudêncio Torquato do Rego e publicado em 1987, o autor fala sobre o crescimento da comunicação dentro das empresas e o jornalismo empresarial, um dos tripés da comunicação empresarial, junto com as Relações Públicas e a Propaganda.

Segundo o autor, o jornalismo empresarial não deve ser visto como função menor ou menos importante em relação à grande imprensa, pois todos os veículos fazem parte de um edifício de integração social e ideológica. Esta atividade jornalística especializada contribui com a apresentação e desenvolvimento do conceito imagético e identidade das instituições, portanto é importante compreendê-la.

Jornal empresarial

De acordo com Rego (1987), os motivos de surgimento dos jornais empresariais estão relacionados à revolução industrial e consequente automatização, crescimento das indústrias, complexidade, divisão de trabalho e diferenças culturais, de forma a familiarizar os funcionários com o ambiente e política da organização. Outros pontos levantados pelo autor são a necessidade das empresas de enfrentarem a concorrência da área e tornarem-se mais conhecidas e a competição entre os meios de comunicação.

"As publicações empresariais passaram a ser encaradas como um veículo dos mais importantes para a orientação do trabalhador, tornando-o capaz de compreender melhor não só o seu ambiente, mas também o mundo, e promovendo a sua integração ao meio empresarial" (REGO, 1987, p. 19)

Uns dos fatos que ajudam a consolidação do jornalismo empresarial são o desenvolvimento tecnológico e a diminuição do custo de produção dos jornais. Todavia, Rego (1987) lembra que nos períodos de crises esta é uma das primeiras áreas a serem cortadas, quando na verdade poderia contribuir na administração dos conflitos internos.

O Brasil conheceu o jornalismo empresarial só depois da expansão deste em outros países, por conta do retardamento dos processos industriais e avanços tecnológicos nas artes gráficas e editoriais.

Algumas características do jornalismo empresarial citadas por Rego (1987) são: audiência heterogênea (diferentes níveis intelectuais, técnicos e de interesses), periodicidade mais longa, acervo de conteúdos que interessem à empresa e à comunidade empresarial e a política empresarial.

O autor fala sobre as diferentes publicações do jornalismo empresarial: boletim, jornal e revista, e suas características que divergem, como atualidade, universalidade, difusão e periodicidade.

Rego (1987) enumera alguns fatores que determinam o sucesso das publicações empresariais: responsabilidade (quem / qual setor será o responsável pela publicação?); o conteúdo das mensagens transmitidas e a incoerência dos pontos de vistas; rigoroso controle de seleção de informações prejudicando conteúdo de interesse coletivo; divisã de grupos; a divisão geográfica das unidades; a linguagem; as características técnicas; determinantes jornalísticas (atributo da atualidade, variedade temática e distribuição).

Sobre a escolha do conteúdo, Rego (1987, p. 80) comenta: "O princípio orientador da escolha apóia-se na premissa de que as matérias sobre a companhia devem interessar aos empregados e as matérias sobre os empregados devem interessar à companhia". O autor, entretanto, lembra que a publicação não deve conter somente conteúdos das empresa, mas também matérias gerais. Rego sugere a elaboração de um questionário para compor a audiência, de forma a saber o que é de interesse desta comunidade.

Referência

REGO, Francisco Gaudêncio Torquato. Jornalismo empresarial: teoria e prática. 2. ed. São Paulo: Summus, 1987. 190 p.

18/05/2012

Pontos de Mergulho de Jardim e Bonito estão no Facebook


* Texto escrito por mim, Ben Oliveira, para o Portal Bonito Brazil.

Os atrativos turísticos de Bonito e região estão no Facebook. Para quem gosta de mergulho, selecionamos as páginas do Facebook de três pontos de mergulho encontrados em Bonito e Jardim, no Mato Grosso do Sul, nas quais os usuários podem encontrar informações, fotos e interagir.

Fan Page do Abismo Anhumas - Bonito (MS). Foto: Reprodução.
Abismo Anhumas - O Abismo Anhumas é uma caverna á 23km de Bonito Mato Grosso do Sul, Brasil. O acesso é por uma fenda que existe na Rocha através de técnicas verticais em Rapel. São 72 metros de descida vertical, até o deck sobre o lago de água cristalina. Que atinge 80m. de profundidade. A descida oferece uma visão única e panorâmica da caverna tendo a sensação de estarmos dentro da Terra.

Lagoa Misteriosa - Uma Lagoa de águas cristalinas que impressiona por sua incrível profundidade e cenário único. Profundidade conhecida até o momento: 220 metros. Venha desvendar este mistério! Reservas com as agências de turismo de Bonito e Jardim, MS.

Recanto Ecológico Rio da Prata - Eleito a melhor atração turística do Brasil pelo Guia 4Rodas em 2008 e 2009, o Recanto Ecológico Rio da Prata oferece passeio de trilha e flutuação em águas cristalinas, mergulho com cilindro, passeio a cavalo e observação de aves. Venha flutuar nas águas cristalinas de Jardim e Bonito!
Entre em contato com uma operadora de turismo, ou uma agência de turismo de Bonito e Jardim!

Não deixe de conferir nossa página no Facebook: http://www.facebook.com/bonitobrazil.

16/05/2012

Entrevista com proprietária da Fazenda San Francisco


Beth Coelho no Pantanal. Foto: Acervo Pessoal.

* Entrevista feita por mim, Ben Oliveira, para o Portal Pantanal Ecoturismo

Para a coluna Homem Pantaneiro desta semana, o Portal Pantanal Ecoturismo entrevistou Elizabeth Prudencio Coelho, proprietária da Fazenda San Francisco, localizada em Miranda (MS). Nascida em Imbituba, Santa Catarina, e Assistente Social por formação, a moradora de Campo Grande (MS) atualmente é empresária do turismo e contou um pouco sobre sua relação com o Pantanal.

Pantanal Ecoturismo: Qual é a importância do Pantanal para você?
Elizabeth Coelho: Adoro a energia que flui da natureza. Quando estou na fazenda, em meio a gente pantaneira e os visitantes, trabalho com prazer para atender bem nossos hóspedes e mostrar os bichos da fazenda.

Pantanal Ecoturismo: De onde surgiu a ideia de abrir as portas da San Francisco para o turismo? 
Elizabeth Coelho: Sempre trouxemos amigos e família para curtir a fazenda, navegar no corixo, andar a cavalo e pescar. Os hotéis de Miranda e Bonito sempre nos pediam licença para visitar a fazenda com seus hóspedes, para ver os bichos, daí surgiu a ideia e fomos aprimorando nossa estrutura e serviços. Em função da estrutura dos campos de arroz irrigado propiciou acesso a diversas áreas dentro da fazenda o ano todo. Os campos de arroz atraem diversas espécies de aves e herbívoros como os cervos do pantanal que consequentemente atraem os predadores como a onca pintada transformando os safaris em uma verdadeira aventura.

Pantanal Ecoturismo: Quais ações a Fazenda San Francisco realiza para atrair turistas para o Pantanal?  
Elizabeth Coelho: A fazenda participa de feiras nacionais e internacionais do turismo levando Bonito e Pantanal para conhecimento do mundo todo. Recebe constantemente equipes de TV que fazem reportagens sobre o Pantanal e falam sobre a Fazenda.  Trabalha intensamente com as agencias e operadoras de turismo. Possui um site, blog e facebook onde divulga e interage com os clientes ou possíveis clientes. Além do famoso boca-a-boca que é um das formas mais efetivas de atrair os visitantes.

Pantanal Ecoturismo: Como aliar o turismo à preservação ambiental?
Elizabeth Coelho: A fazenda propicia suporte a pesquisas, sendo o principal o Projeto GADONÇA, cujas palestras enriquecem o conteúdo da visita e revelam o lado preservacionista do Empreendimento. Nossas palestras promovem a preservação ambiental, pois mostram a importância de preservar o ecossistema pantaneiro para possibilitar a continuação da vida de muitas espécies já em extinção fora do Pantanal, sendo o mais emblemático deles a Onça Pintada. Também apoia ou apoiou projetos de pesquisa de entidades como a Pro-Carnivoros, UFMS, Universiade de IDAHO, entre outras sendo principal foco do estudo a fauna e flora do Pantanal como as araras-azuis, papagaio-verdadeiro, herpetofauna, entre outros.

Pantanal Ecoturismo: O que mais encanta os turistas que visitam a região? 
Elizabeth Coelho: A abundância a diversidade de pássaros e a amplitude das paisagens pantaneiras. Quando vêem a onça então, ai vira uma experiência inesquecível.

Pantanal Ecoturismo: Como a pousada se prepara para receber os turistas?
Elizabeth Coelho: A Fazenda oferece estrutura para hospedagem e para o day-use. Conta com 18 apartamentos e as áreas comuns do atrativo são o redário, a piscina,  banheiros, lojinha, aquários, receptivo com sala de tv e mini museu com historias sobre a onca pintada, sobre a família Coelho, entre outros.  Além da Cantina Pantaneira onde oferecemos refeições com comida típica simples, com variedades de saladas, frutas e carnes de qualidade. O mais gostoso é o arroz com feijão.

Os apartamentos da Pousada Pantaneira sao amplos e contam com ar condicionado, ventilador e janelas teladas, avarandados na frente, colchões box de primeira, chuveiros quentes com energia solar, internet wi-fi, sinal de celular vivo.

Além disso a Fazenda conta com uma equipe de profissionais qualificados, sendo em sua grande maioria pantaneiros nativos que tiveram treinamento para atendimento ao publico, primeiros socorros, entre outros. A fazenda é a única no Pantanal com certificação pelo INMETRO em Gestão da Segurança.

Pantanal Ecoturismo: Que mensagem você deixaria para quem deseja visitar o Pantanal e ainda está com dúvidas?
Elizabeth Coelho: Visite nosso site http://www.fazendasanfrancisco.tur.br  - em caso de duvidas não hesite em nos consultar nos telefones 67 3242-1088 / 3242-3333 ou via email no reservas@fazendasanfrancisco.tur.br

Brasil sedia Avistar - maior feira de birdwatching da América Latina


* Texto escrito por Ben Oliveira (Assessoria de Imprensa Grupo Rio da Prata)


Tucano Araçari-de-nuca-castanha registrado no Rio da Prata
Foto: Osvaldo Esterquille Júnior.
Nos dias 18 a 20 de maio de 2012 será realizado em São Paulo, no Parque Villas-Lobos, a sétima edição do Encontro Brasileiro de Observação de Aves - Avistar 2012. O evento é a mais importante feira de birdwatching da América Latina e reunirá observadores, estudantes e fotógrafos de aves.

A Avistar 2012 é um evento aberto e gratuito e contará com uma programação variada, com palestras, oficinas, negócios, atividades voltadas para crianças e jovens e uma exposição com pintura, fotografia e escultura.

Os participantes de outros países que estiverem visitando o evento, assim como os moradores de diferentes regiões do Brasil apaixonados por aves, podem aproveitar a oportunidade para conhecer Bonito (MS), que oferece a atividade de observação de aves.

Há alguns atrativos turísticos da região que se organizaram para receber este público de observadores fazendo levantamento das espécies de aves existentes no local, como: Recanto Ecológico Rio da Prata, Estância Mimosa Ecoturismo, Buraco das Araras, Boca da Onça e Fazenda São Francisco no Pantanal, assim como alguns hotéis da cidade de Bonito que se especializaram na atividade e oferece além da lista de aves do hotel, um café da manhã mais cedo, já que o horário ideal para a prática de observação é nas primeiras horas da manhã e nas últimas horas da tarde. Os hotéis que oferecem esse serviço são: Hotel Águas de Bonito, Hotel Cabanas e Pousada Olho D’água.

Nos passeios Recanto Ecológico Rio da Prata e Estância Mimosa Ecoturismo, por exemplo, já foram registradas aproximadamente mais de 200 espécies de aves, entre elas: Biguatinga, Socó-boi, Acauã, Periquito-da-serra e Udu-de-coroa-azul (Rio da Prata) e Saí-andorinha, Gralha Cancã, Juruviara e Coleirinho (Estância Mimosa).

Os passeios oferecem um roteiro de observação de aves, em que os visitantes acompanhados de um guia especializado bilíngue podem observar e fotografar diferentes espécies, ideal para os amantes da atividade e da natureza.

Confira uma sugestão de roteiro de observação de aves na região de Bonito e Pantanal com os locais citados acima no Portal Bonito Brazil

14/05/2012

Sobre a Esperança, os Contos de Fadas e o Amor

Impossível assistir Once Upon A Time sem se emocionar e refletir sobre a vida. O seriado mostra como seria a vida dos personagens de contos de fadas se estes vivessem no mundo real, leia-se aquele em que nós vivemos, sem magia. Quando ficção e realidade se misturam, literalmente. Se eu pudesse resumir a série em uma palavra, certamente seria: Esperança.

A falta de magia para os personagens da série equivale à falta de amor para nós nos dias de hoje. As pessoas estão divididas entre aqueles que não acreditam em relacionamentos, às vezes, por medo de sofrerem, outras por não quererem se prender, e os que acham que aquilo o que sentem é amor, quando não passa de um sentimento superficial, por vezes egoísta, possessivo e destrutivo.

Acreditar na magia e no amor fica cada vez mais difícil quando tudo o que você encontrou pelo caminho te provou justamente o contrário. Experiências deveriam somar e contribuírem com o aprendizado, e não te fazerem desistir diante dos desafios.

Ao longo da série vemos a luta constante de Henry, filho da protagonista da série, Emma, tentando fazer com que sua mãe biológica acredite que os contos de fadas existem. O garoto explica para a mulher que uma maldição lançada pela Rainha faz com que todos os personagens esqueçam de quem eles realmente são e somente ela pode salvar a todos, mas a missão torna-se inviável quando Emma mostra-se uma pessoa extremamente cética.

Como fazer alguém acreditar em algo tão improvável como a magia? O garoto tentou inúmeras tentativas, sem mencionar uma ajuda especial do Pinocchio que tentou mostrar o seu corpo de madeira para Emma, mas nada importava, porque só enxergamos aquilo o que desejamos ver.

De forma semelhante a vida, aprendemos a dar valor em algumas coisas só depois que a perdemos. Isso quando aprendemos... Por que algumas pessoas cometem os mesmos erros a vida toda. Foi preciso que Henry quase morresse para que Emma finalmente enxergasse a verdade.

Quantas mortes ou fins poderiam ser evitados caso as pessoas acreditassem mais no amor, naquele que na série, talvez pela raridade, é considerado “a magia mais poderosa”? As pessoas só veem aquilo que desejam, e muitas vezes é preciso mais do que uma luz para as tirarem da escuridão que habitam. Perdas também podem ser ganhos

12/05/2012

Tempestade Interior


Enquanto os ventos e trovões anunciavam que uma tempestade estava chegando, dentro de mim uma já estava acontecendo. Os sons dos alarmes e das vozes em minha cabeça me mantinham acordado. Sentimentos se colidiam com pensamentos e giravam em meu interior.

A chuva chegou sem pedir licença. Inesperada e forte, como a tristeza que eu sentia. Os barulhos do impacto na janela e no telhado davam a sensação de que estes iriam quebrar a qualquer momento, como uma parte do meu espírito que eu já não tinha certeza se existia.

"Não deveria mais doer", era tudo o que eu conseguia pensar. Não era a primeira vez que eu me machucara. Todavia, era o mesmo que acreditar que um raio não poderia cair no mesmo lugar. Ele não só cai, como às vezes, pode atingir com mais intensidade e queimar até transformá-lo em cinzas.

O céu azul que havia sido pintado tornou-se tão escuro que já não era possível enxergar. O dia se confundia com noite e despertava o meu lado sombrio. A oscilação da energia mostrava que a lâmpada se apagaria a qualquer momento. Medo do escuro? Não. Aprendera a enxergar através das sombras e brilhar por conta própria.

O barulho do trovão anunciava que era só o começo. Enquanto alguns rezavam para esta acabar, outros sabiam apreciar a beleza da desordem que esta trazia. No momento certo ela pararia, mas como boa tempestade deixaria rastros de destruição por onde passara. O mesmo som que assustava alguns foi o que finalmente me fez dormir.

11/05/2012

Aparelhos inteligentes substituem dinheiro vivo e cartões de crédito


Já imaginou pagar suas contas através de um telefone celular? Em alguns países como Londres, Estados Unidos e Japão isto já é realidade. O Observatório da Imprensa publicou no dia 08 de maio de 2012 um artigo reproduzido do The New York Times e traduzido pela Folha de São Paulo que trata sobre o assunto.

Autora de diversos artigos sobre tecnologia para o NYTimes, no artigo "A era da carteira digital"  Somini Sengupta argumenta que com a internet, o dinheiro mudou de cara e em breve o destino das carteiras pode ser o lixo, já que a tendência é que cada vez mais serviços sejam acomplados às tecnologias, como os telefones celulares.

A carteira deve tornar-se obsoleta. Sengupta fala a respeito de uma pesquisa realizada com tecnólogos e cientistas sociais sobre como será o futuro da carteira em 2020, e dois terços respondeu que o dinheiro vivo e os cartões de crédito serão substituídos por aparelhos inteligentes.

No artigo também são citados diversos serviços e ferramentas que já estão sendo usadas para que esta substituição aconteça.

Fica a dúvida: será que demora muito para esse avanço chegar ao Brasil?

Confira o artigo na íntegra: A era da carteira digital 

10/05/2012

Entropia da Vida


Perder-se para se encontrar... Encontrar-se para depois se perder... O ciclo eterno da insatisfação humana repete-se durante nossa vida toda. Às vezes é preciso quebrá-lo ou pelo menos tentar. Um pouco de estabilidade não seria tão ruim.

Alcançar o equilíbrio me lembra as aulas de química, nas quais os professores falavam sobre a tal da entropia. Era preciso um aumento da desordem, caos, para então atingir um grau de equilíbrio. É impossível manter a harmonia e mais difícil ainda saber sempre o que nós queremos, mas refletir, evitar as armadilhas da vida e saber dizer não são atitudes fundamentais.

Não seria ótimo se nós pudéssemos desfrutar apenas dos bons momentos ou dos dias em que sentimos como se estivéssemos no controle das nossas vidas? Infelizmente ou felizmente, após alcançada a estabilidade ou a felicidade, estado transitório, esta dá espaço a um terreno de dúvidas, incertezas e miséria.

Chega um momento da nossa vida, ou melhor, vários, em que nos questionamos sobre o que temos feito e sobre nossas escolhas no campo pessoal e profissional. Freud dizia que o homem não conseguia afastar a insatisfação, somente enganá-la, portanto acredito que às vezes é preciso engolir suas perguntas, caso contrário elas podem te enlouquecer.

Saudade? Nostalgia? O passado sempre fará parte da nossa história e é ele que define o seu presente, mas é preciso viver o hoje. "Entender o passado, para compreender o presente e poder prever o futuro". Não importa o quanto você tente voltar atrás, você nunca vai conseguir reviver o que já aconteceu, talvez reproduzí-lo, mas como o reflexo de um espelho, a imagem será sempre virtual.

É necessário parar de culpar o tempo, a distância, o amor utópico, o outro, e pensar o quanto somos responsáveis pelo começo e pelo fim de cada um de nossos relacionamentos. Fechar os olhos já não é o mais sensato quando você prefere viver algo real e livre de fantasias. É tempo de queimar as máscaras. As cicatrizes já não trazem vergonha e mostram quem você realmente é.

09/05/2012

Artigo aborda estudantes de jornalismo e a dificuldade com o português


No dia 08 de maio de 2012 o Observatório da Imprensa divulgou o artigo sobre a dificuldade de muitos alunos de jornalismo, escrito pelo Mestre em Comunicação Social e professor de Jornalismo em Belo Horizonte, Ivan Satuf Rezende.

O autor comenta que existem diversos debates sobre os cursos de jornalismo no Brasil, como a questão do diploma, mas o que tem chamado a atenção em relação aos estudos é a língua portuguesa e baixa qualidade dos textos dos alunos.

Mesmo com o nivelamento das universidades, no qual o curso é bastante concorrido em algumas instituições, e em outras sobram vagas, o professor de jornalismo argumenta que este problema é atribuído à formação falha nos ensinos fundamental e médio.

Uma das soluções propostas pelo autor é óbvia e deveria ser seguida pelos acadêmicos de jornalismo sem uma orientação prévia. "Quem não lê não escreve", constata. Ivan Satuf Rezende recomenda a leitura de literatura, jornais e revistas, pois a escrita é ofício do jornalista, mesmo os que trabalham com os meios audivisuais.

Leia o artigo na íntegra: Os alunos que temos e a missão que assumimos  

04/05/2012

Mergulho nas águas cristalinas de Bonito (MS)


*Texto escrito por mim, Ben Oliveira.

Já pensou em mergulhar em águas cristalinas com diferentes espécies de peixes e plantas? Em Bonito você pode! Quem deseja conhecer o destino de ecoturismo fica encantado com a visibilidade das águas e o que você encontra submerso nelas.

Aos mergulhadores certificados e aos que desejam mergulhar pela primeira vez, o mergulho com cilindro é uma ótima opção de atividade. Confira informações sobre os principais pontos de mergulho da região:

Recanto Ecológico Rio da Prata
Mergulho no Rio da Prata.
Foto:
Caiman Scuba Dive.
O Recanto Ecológico Rio da Prata é uma ótima opção para quem tem vontade de mergulhar, mas não tem credencial de mergulho. Localizado a 51 km de Bonito, no município de Jardim (MS), no Rio da Prata o mergulho ocorre nas profundidades de 5 a 7 metros e tem duração de 30 a 40 minutos. Para mais informações: http://riodaprata.com.br.

Lagoa Misteriosa

Mergulho na Lagoa Misteriosa.
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Acervo Lagoa Misteriosa.
Reconhecida pelas suas águas azuis cristalinas que impressionam por conta da incrível transparência e profundidade, a Lagoa Misteriosa também oferece o mergulho com cilindro, em diferentes categorias (diferentes profundidades) que variam do mergulho de batismo, para os que não têm certificação, até o mergulho avançado e técnico, para os certificados nas modalidades citadas. Localizada a 36 km de Jardim e 51 km de Bonito. Para mais informações: http://www.lagoamisteriosa.com.br

Abismo Anhumas 

O mergulho no Abismo Anhumas acontece após um rapel de 72 metros, onde o visitante mergulha em um lago de águas cristalinas, alcançando profundidade de até 18 metros. Localizado a 23 km de Bonito. Para mais informações: http://www.abismoanhumas.com.br/ 

No Portal Bonito Brazil você encontra informações sobre Bonito e região e seus atrativos turísticos 

01/05/2012

Resenha - Globalização: As Consequências Humanas

*Autor: Ben Oliveira - Acadêmico de Jornalismo da UCDB

No livro “Globalização: As consequências humanas”, escrito pelo professor de sociologia Zygmunt Bauman, o autor levanta questões e discute problemas relacionados à globalização, como os efeitos da economia, política, estruturas sociais e percepções do tempo e espaço.

Além de “Globalização: As consequências humanas”, o sociólogo polonês possui outras obras onde aborda as consequências sociais da modernização que privilegia uma minoria, como “O mal-estar da pós-modernidade”, “Amor líquido”, “Vidas desperdiçadas” e “Identidade”.

Na introdução do livro o autor comenta que a globalização é vista por uns como algo bom e por outros como algo ruim, mas para todos é um processo irreversível. Causa de felicidade e infelicidade alheia. Além de ser algo que afeta a todos na mesma medida e da mesma maneira. Bauman cita o processo paradoxal da globalização: “A globalização tanto divide como une; divide enquanto une” (BAUMAN, 1999, p. 8).

Bauman explica que num mundo cada vez mais globalizado a localização é vista como privação e degradação social, enquanto a globalização deve ser o modelo seguido por todos. Esta questão é facilmente observável no nosso dia-a-dia quando vemos a valorização daquilo que faz sucesso pelo mundo, como moda, música, gastronomia, entre outros produtos culturais, e acabamos desvalorizando aquilo que é da nossa região. Em tempos de globalização, por exemplo, quem não tem internet, e não está integrado nas redes sociais, está excluído em relação aos que possuem. As ferramentas se tornaram uma febre global.

Capítulo 1. Tempo e classe
As grandes corporações são tema do primeiro capítulo do livro de Bauman, onde ele explica o conflito existente entre funcionários e investidores. Os investidores são os donos das empresas e tomam as decisões importantes, mesmo não estando presos à localidade, enquanto os empregados que não têm voz estão presos ao espaço do trabalho. A preocupação desses investidores é com o lucro, e quem deve cumprir com as obrigações e tem a mão de obra explorada são os funcionários.

O autor argumenta sobre o fim das distâncias e da fronteira geográfica. Com a mensagem eletrônica, por exemplo, o tempo de comunicação tornou-se instantâneo. Algumas palavras como “perto” e “longe”, “dentro” e “fora”, perderam o sentido que carregavam antigamente referentes à geografia, e ganharam outra dimensão: certeza e incerteza, autoconfiança e hesitação, situações problemáticas ou não.

Ainda de acordo com o autor, o progresso dos meios de transporte marcou a história moderna, com o aumento dos transportes, viagens, invenção e produção em massa de meios de transporte novos, como trens, automóveis e aviões. A disponibilização desses novos meios de transporte possibilitou o contato com outros processos sociais e culturais antigamente locais.

O transporte da informação foi um dos grandes marcos da história: “O tipo de comunicação que não envolve o movimento de corpos físicos... “(Bauman, 1999, p. 21). Segundo Bauman, a informação que antes precisava de um mensageiro, alguém que levasse fisicamente, passou por um processo de desenvolvimento de meios técnicos que permitiu que o conteúdo viajasse independente dos portadores físicos e do que se tratava. A rede de computadores (Internet), por exemplo, fez com que o aumento da velocidade de transmissão da informação aumentasse cada vez mais, podendo esta ser transmitida mais rápida do que a viagem dos corpos, perdendo a noção de viagem e distância a ser percorrida. A informação passa a ser instantaneamente disponível para o planeta.

Os custos da comunicação tornaram-se cada vez mais baratos, deixando de existir ou diminuindo a diferença entre custo local e global, e esse processo relacionou-se ao excesso e à chegada veloz de informações. “... a comunicação barata inunda e sufoca a memória, em vez de alimentá-la e estabilizá-la.” (BAUMAN, 1999, p. 23).

A elite que sempre conseguiu romper as barreiras de localização aproveita-se desta nova forma de transmissão de informações para se libertarem do espaço físico. De acordo com Bauman, a elite constrói casas e escritórios supervigiados, livres da intromissão de vizinhos importunos, isolados da comunidade local e inacessíveis a quem não esteja dentro deles confinados, uma combinação entre poder e onipotência. Como formas de evitar o contato com outras pessoas, a elite escolhe lugares de difícil acesso, espaços defendidos por barras e / ou espaço com monitoramento constante de tecnologias e seguranças, processos relacionados à extraterritorialidade e do isolamento corpóreo da nova elite em reação à localidade.
A globalização trouxe uma espécie de desestruturação das comunidades locais, como é possível conferir nesse trecho: “Longe de serem viveiros de comunidades, as populações locais são mais parecidas com feixes frouxos de extremidades soltas” (BAUMAN, 1999, p. 31).

Capítulo 2. Guerras espaciais: informe de carreira
Neste capítulo do livro Bauman fala sobre o espaço social e o espaço físico. As medidas do espaço físico e do espaço social antes bastante utilizadas, hoje já não têm mais o mesmo uso. Com a diversificação das medidas, um dos problemas encontrados pelos detentores de poder foi o de uniformizar o tratamento a todos pelos impostos. Bauman explica que para facilitar foram criadas medidas padrão, obrigatórias, de distância, superfície e volume, por exemplo, e a proibição de medidas locais.
O sociólogo também cita os mapas como uma espécie de batalha para reorganizar o espaço e de controle do ofício do cartógrafo. Para Bauman, a guerra moderna pelo espaço fez com que o Estado buscasse um mapa oficialmente aprovado e a desqualificação de outros mapas e interpretações alternativas, bem como o desativamento de outras instituições cartográficas que não fossem estabelecidos, licenciados ou financiados pelo Estado.

Bauman menciona e compara a criação dos mapas pelos poderes modernos ao modelo Panóptico concebido por Michel Foucalt, em que o filósofo fala sobre a criação de um espaço artificial com o objetivo de monitorar os indivíduos e manipular as relações sociais e a relação de poder. Os observadores viviam no mesmo espaço do que os supervisionados, porém em situações opostas. “A visão do primeiro grupo não é obstruída, enquanto o segundo precisa agir num território de névoa, opaco” (BAUMAN, 1999, p. 41). O autor prossegue explicando que para os poderes modernos não foi possível criar esse espaço artificial em uma ampla escala, portanto uma solução encontrada foi o mapeamento do espaço, uma estratégia da moderna guerra pelo espaço, que confundia os habitantes locais e remodelava os espaços. “Anteriormente, era o mapa que refletia e registrava as formas do território. Agora, era a vez do território se tornar um reflexo do mapa, ser elevado ao nível da ordenada transparência que os mapas se esforçavam por atingir” (BAUMAN, 1999, p. 42).

Ainda sobre a questão territorial, Bauman cita o escrior Morelly e a idéia utópica de uniformidade e homogeneidade dos elementos espaciais das cidades. Autor de “The Code of Nature”, obra publicada em 1755 na França, Morelly dividia a cidade em círculos, sendo o central voltado para os edifícios alternativos; a seguir, um voltado para os distritos urbanos, com ruas iguais e edifícios idênticos; já os cidadãos que não se adaptassem aos padrões de normalidade, sejam os doentes, inválidos e senis, segundo o autor, estes deveriam ser confinados em uma área fora dos círculos. Outro destaque para não atrapalhar a regularidade das cidades seria o local onde deveriam ficar os excluídos da sociedade, “mortos cívicos”, que deveriam ser trancafiados em cavernas, próximo aos cemitérios com os “mortos biológicos”.

Toda esta preocupação com a uniformidade das cidades criou uma espécie de agorafobia nos cidadãos e de intolerância.

“…a uniformidade alimenta a conformidade e a outra face da conformidade é a intolerância. Numa localidade homogénea é extremamente difícil adquirir as qualidades de carácter e habilidades necessárias para lidar com a diferença humana e situações de incerteza; e na ausência dessas habilidades e qualidades é facílimo temer o outro, simplesmente por ser outro – talvez bizarro e diferente...” (BAUMAN, 1999, p. 55).

Bauman cita Richard Sennet, um analista da vida contemporânea, que estudou redução do espaço público urbano e a retirada dos habitantes da cidade. Segundo o autor, esta busca pela homogeneização e remodelação das cidades  levaram à desintegração dos laços humanos, abandono, solidão e vazio interior. Estas tentativas de busca pela transparência fizeram com que os habitantes da cidade enfrentassem um problema de identidade.

“A experiência das cidades americanas analisadas por Sennett aponta para uma regularidade quase universal: a suspeita em relação aos outros, a intolerância face à diferença, o ressentimento com estranhos e a exigência de isolá-los e bani-los, assim como a preocupação histérica, paranóica com a “lei e a ordem”, tudo isso tende a atingir o mais alto grau nas comunidades locais mais uniformes, mais segregadas dos pontos de vista racial, étnico e de classe” (BAUMAN, 1999, p. 54).

As pessoas procuram morar em lugares onde não hajam vizinhos com diferentes pensamentos, atitudes e aparências dando uma ilusão de igualdade, porém essa uniformidade também pode ser vista como intolerância. Em tempos pós-modernos, o medo urbano é uma das constantes na vida dos cidadãos e o isolamento e fortificação do próprio lar são características marcantes. Se em outras épocas as cidades se preparavam para guerras com outras regiões, atualmente as pessoas vivem como se estivessem em guerra na própria cidade. Além da preocupação com o bairro e indivíduos da região em que moram, há os que preferem evitar total contato com os vizinhos, deixando menos uma preocupação: a de amá-los ou odiá-los. “Em vez da união, o evitamento e a separação tornaram-se as principais estratégias de sobrevivência nas megalópoles contemporâneas” (BAUMAN, 1999, 56).

Capítulo 3. Depois da Nação-Estado, o quê?

No terceiro capítulo do livro, Bauman fala sobre o rompimento da economia e do Estado. Se antigamente as nações controlavam as riquezas, nos dias de hoje observa-se uma ruptura entre Estado e economia. O autor cita como exemplo empresas globais que demitem pessoas de diversas localidades sem terem prejuízos econômicos, deixando as consequências para o Estado. Além do desemprego, o sociólogo cita as empresas que estão construindo empregos em outros países e acabam se esquecendo da população local. Um exemplo são as fábricas de tênis instaladas em países como a China, onde o custo de produção é menor e os trabalhadores vivem em condições lamentáveis, porém os produtos não deixam de ser vendidos em outras regiões por preços bem diferentes dos utilizados na sua confecção. Esta falta de fronteiras geográficas fez com que as empresas pudessem se utilizar de mão de obra barata, e não se preocupassem com a população local, somente com o seu lucro próprio.

Mestre em Ciências Sociais, Leonardo Betemps Kontz comenta que no livro o sociólogo fala a respeito de uma “desordem mundial” – não sabemos quem está no controle, e não existe consenso global. “A nova desordem mundial é uma seqüência de ações, que parte da falta de definição dos rumos a serem tomados e quem está no controle, assim como, a falta um centro que una os interesses da civilização. Portanto, globalização nada mais é do que o processo de desordem da economia e das relações sociais”, explica Kontz.

Outro ponto levantado neste livro pelo sociólogo é a falta de controle. Bauman fala sobre Kenneth Jowitt e sua obra “A Nova Desordem Mundial”, onde o autor fala sobre a necessidade de estar no controle, mesmo de forma ilusória, que as pessoas sentem falta. Se em tempos modernos as pessoas deveriam respeitar a ordem das coisas, através dos blocos de poder, atualmente faltam iniciativas e ações locais que possam falar em nome da humanidade e impor a concordância global.

A questão do Estado soberano em tempos de globalização trouxe alguns paradoxos. Existem aqueles que tentam impor ordem dentro do seu espaço, os que tentam desistir dos direitos soberanos e estados que estavam esquecidos e pretendem se tornar um Estado. Todavia, no contexto geral, aconteceu uma morte da soberania dos estados, onde estes não têm recursos suficientes e liberdade para evitar um colapso. Bauman fala sobre a fragmentação política e a globalização econômica. Em tempos de comunicação mundial, por exemplo, a economia e crescimento de um país são ressaltadas na mídia e a pobreza acaba caindo em esquecimento. Ser pobre torna-se sinônimo de passar fome, e outros complexos são ignorados, como as condições de vida, analfabetismo, agressão, famílias desestruturadas, e outros problemas condicionados à pobreza.

Capítulo 4. Turistas e vagabundos

Para Bauman, o espaço que antes era um obstáculo agora só existe para ser anulado. As pessoas estão sempre em movimento, mesmo quando não se movem fisicamente, pela internet, por exemplo, onde é possível percorrer a rede de computadores mundial e trocar mensagens com pessoas do mundo todo. Ainda de acordo com o autor, somos viajantes, nós nos tornamos nômades que estão sempre em contato. O turista e o vagabundo, os dois são consumistas, e suas relações com o mundo são puramente estética. um turista. De ter a liberdade de estar onde desejar e de comprar o que quiser.

Para os habitantes do primeiro mundo viajar é algo sedutor, "são adulados e seduzidos a viajar" como diz o autor. Já para os integrantes do segundo mundo, existem os muros da imigração, as leis de residência e a política das "ruas limpas". Muitas vezes são obrigados a viajarem sem autorização e ao chegarem ao local desejado são forçados a retornarem.

O sociólogo acredita que só há razão para ficar imóvel quando o mundo também está parado, o que não acontece em tempos pós-modernos, onde os pontos de referências estão sobre rodas e quando chega-se perto de entender algo, eles já sumiram de vista. “Não se pode ficar parado em ‘areia movediça’” (BAUMAN, p. 86, 1999).

Outra consequência da globalização bastante notada é a do consumo e competitividade. “Para abrir caminho na mata densa, escura, espalhada e ‘desregulamentada’ da competitividade global e chegar à ribalta da atenção pública, os bens, serviços e sinais devem despertar desejo e, para isso, devem seduzir os possíveis consumidores e afastar seus competidores” (BAUMAN, p. 86, 1999). Esse processo de “tentação” e “atração” acontece para manter os possíveis consumidores interessados, mas para a indústria não parar, assim que o consumidor é fisgado, abre-se para outros objetos de desejo, de forma que haja crescimento econômico. Um exemplo dessa necessidade de consumo fica evidente na produção e comercialização dos aparelhos tecnológicos, que possuem determinada “prazo de vida”. O que será produzido amanhã precisa substituir o aparelho de hoje.

Bauman argumenta no livro que vivemos em uma sociedade de consumo. Todavia, ele explica que sociedade de consumo não significa necessariamente a existência de consumidores, já que estes existem desde outros tempos. Quando o sociólogo se refere à sociedade de consumo, ele quer dizer que nos tempos modernos, na fase industrial, era a época da “sociedade de produtores”. Segundo Bauman, existe uma diferença de ênfases, se antes as pessoas deveriam ser produtores, hoje o papel que elas devem desempenhar na sociedade pós-moderna é o de consumidores. Essas mudanças fazem diferença nos aspectos da sociedade, da cultura e individual.

Esta sociedade de consumo, segundo o sociólogo, pode ser distinta das outras, já que o consumidor é diferente. Bauman comenta que se os filósofos da antiguidade refletiam se o homem trabalha para viver ou vive para trabalhar, o dilema de hoje em dia é: “é necessário consumir para viver ou se o homem vive para poder consumir”.

A fácil perda do interesse, a impaciência são algumas das características da sociedade de consumo. Além do desejo de consumir, os produtos são cada vez menos duráveis. Nesse jogo de necessidades e satisfação, Bauman diz que a promessa de satisfação é mais intensa do que a necessidade efetiva.
Segundo Bauman, os consumidores da sociedade de consumo estão sempre em movimento, procurando objetos de desejo e não se sentem mal, pois é uma espécie de aventura. Para manter o movimento, os consumidores devem estar em um estado de excitação incessante e também de insatisfação.

“Todo mundo pode ser lançado na moda do consumo; todo mundo pode desejar ser um consumidor e aproveitar as oportunidades que esse modo de vida oferece. Mas nem todo mundo pode ser um consumidor” (BAUMAN, p. 94, 1999). O sociólogo explica que todos estão sujeitos à uma vida de opções, mas nem todos tem a opção de escolher como viver.

A globalização possibilitou às pessoas a conhecerem diversas regiões do mundo, saindo de casa fisicamente ou não, mas também fez com que estas perdessem suas raízes. Como Bauman lembra existem pessoas que viajam pelo mundo à trabalho, fala diversas línguas e possui casas em países diferentes. “O tipo de cultura de que participa não é a cultura de um determinado lugar, mas a de um tempo. É a cultura do presente absoluto” (BAUMAN, p. 99, 1999). Apesar de estar sempre em lugares diferentes, o indivíduo que vive viajando consegue conversar sobre filmes, músicas e moda, por exemplo, por conta da globalização, sem falar na possibilidade de poder comer algo de uma cultura estando em outra região.

“O significado mais profundo transmitido pela idéia da globalização é o do caráter indeterminado, indisciplinado e de autopropulsão dos assuntos mundiais; a ausência de um centro, de um painel de controle, de uma comissão diretora, de um gabinete administrativo” (BAUMAN, 1999, p. 67).

Capítulo 5. Lei Global, ordens locais

No quinto capítulo do livro Globalização: As consequências humanas, Bauman cita Pierre Bourdieu e o “Estado Beneficente”, dos Estados Unidos, onde as leis que garantem segurança para as classes médias e são repressivas em relação à precária grande massa da população. A lei e a ordem são limitadas, enquanto alguns possuem uma existência ordeira e segura, para outros a força da lei é ameaçadora e espantosa.

Outro ponto levantado neste capítulo é o mercado de trabalho. Apesar de rígido, a necessidade de investimento para torna-lo mais maleável não é pensada somente por conta da variável econômica, mas também como uma forma de conduzir a mão-de-obra,  flexibilizar as relações sociais, redistribuir o poder e diminuir a resistência.

Para Bauman a globalização transformou as leis e cita como exemplo o isolamento dos presidiários. O sociólogo faz uma crítica ao sistema dizendo que com tantas restrições e isolamento, as prisões só não podem ser consideradas caixões porque os prisioneiros ainda comem e defecam. Ainda de acordo com Bauman, o encarceramento e os trabalhos a que eles são submetidos acabam sendo uma forma de correção em uma espécie de fábrica de trabalho disciplinado. O trabalho é útil e lucrativo. Para Bauman, esses internos trabalham em funções que os trabalhadores livres não gostam de exercer por livro e espontânea vontade por mais atraentes que fossem as recompensas.

De acordo com Bauman, diversos pesquisadores acreditam que as casas de correção e reabilitação de internos, onde eles são submetidos a um confinamento supervigiado não contribuem com o propósito.

O número cada vez maior de indivíduos nas prisões é um dos reflexos da globalização. Existem países que tem mais gastos com segurança e isolamento, do que com a educação. A prisão tornou-se um método eficiente de neutralizar a ameaça à ordem social e expulsão social para acalmar a ansiedade. No livro é citado, por exemplo, o estado da Califórnia, nos Estados Unidos, lugar considerado por alguns sociólogos europeus como um “paraíso da liberdade”, todavia os gastos com a construção e a manutenção das prisões ultrapassam os fundos estatais para educação superior. “A prisão é a forma última e mais radical de confinamento espacial. Também parece ser a maior preocupação e foco de atenção governamental da elite política na linha de frente da “compressão espaço-temporal” contemporânea” (BAUMAN, 1999, p. 114). Bauman descreve o confinamento especial como uma forma de lidar com setores difíceis de controlar e problemáticos. O autor dá como exemplo os escravos, leprosos, loucos, que deveriam ficar isolados fisicamente e tinham a comunicação suspensa, e quando tinham permissão para andar fora das áreas, estes indivíduos deveriam levar sinais mostrando que pertenciam a outro espaço. “O isolamento é a função essencial da separação espacial. O isolamento reduz, diminui e comprime a visão do outro” (BAUMAN, 1999, p.114).

Sobre a prisão e o isolamento, o autor argumenta que a intimidade pessoal diária com os indivíduos punidos pela lei poderia fazer com que as pessoas mudassem de ideia, mesmo com raiva das ações cometidas. Todavia, segundo Bauman, na atualidade as pessoas vivem entre si, não se conhecem e provavelmente jamais conhecerão. A quantidade cada vez maior da densidade populacional e a tendência da sociedade moderna consideram diversos atos indesejados em crimes e com consequente punição com a prisão. O aumento da densidade física da população não corresponde ao aumento da densidade moral, extrapolando a “capacidade de absorção da intimidade humana e o alcance da rede de relações pessoais” (BAUMAN, 1999, p. 115).

Conclusão
Apesar de escrito em 1998-1999, o livro “Globalização: As Consequências Humanas” mostra os resultados do fenônemo da globalização nas sociedades contemporâneas e possibilita o melhor entendimento e reflexão das consequências para o indivíduo e para a vida social.

A preocupação das grandes empresas com o lucro e com o modelo global acentuam o contraste já existente desde outros tempos. Já dizia aquela frase: “O rico cada vez mais rico e o pobre cada vez mais pobre”. O crescimento da pobreza e a diminuição das condições de vida são algumas características marcantes da globalização, porém ignoradas pela sociedade.

Entender a globalização é fundamental para entender a sociedade pós-moderna em que vivemos, tanto como futuros profissionais de imprensa, quanto como cidadãos.

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